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(A) :: O líder que nunca desaparece voltou a ser decisivo no clássico: Hjulmand ganhou o penálti do único golo e só falhou cinco passes

O líder que nunca desaparece voltou a ser decisivo no clássico: Hjulmand ganhou o penálti do único golo e só falhou cinco passes

No clássico de Alvalade da Taça de Portugal, Hjulmand voltou a evidenciar-se, ganhou o lance do penálti e esteve praticamente irrepreensível com e se bola. No final, acabou visado por Farioli.

Tiago Gama Alexandre
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Quando a equipa mais precisou, o capitão voltou a aparecer. Num clássico que começou muito físico, com a primeira parte a terminar apenas para lá do minuto 56, fruto das muitas paragens que teve, Morten Hjulmand voltou a evidenciar a suas características com e sem bola, e acabou por ficar ligado ao único golo do primeiro de dois jogos entre Sporting e FC Porto nas meias-finais da Taça de Portugal. Foi ao minuto 59 que, num lance de Geny Catamo que teve Iván Fresneda a desviar ao poste, que o dinamarquês apareceu, como em tantas outras jogadas, na área azul e branca para finalizar. Contudo, ao ter, aparentemente a posição ganha, o médio acabou por ser tocado por Seko Fofana antes de chegar à bola, conquistando o penálti que se traduziu no golo solitário de Luis Suárez (1-0).

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Para além desse momento, Hjulmand acrescentou ao jogo uma exibição praticamente perfeita no que respeita ao capítulo do passe, terminando o jogo com apenas cinco passes falhados, o que faz com que tenha acertado 56 dos 61 passes tentados (91% de eficácia). Para além disso, o capitão colecionou um passe chave, 22 passes no meio-campo adversário (falhou apenas um) e dois passes longos precisos. Hjulmand tocou na bola 77 fez, acertou o único drible que tentou fazer, sofreu quatro faltas, somou mais de 122 metros de distância nas suas 20 conduções de bola e fez a sua equipa progredir um total de 17,3 metros. Em termos defensivos, o dinamarquês esteve envolvido em oito lances, colecionando três interceções, um alívio, um remate bloqueado, cinco recuperações e oito duelos ganhos no solo (em nove), sendo que só sofreu um drible.

Esta exibição do principal líder do balneário verde e branco surgiu numa altura em que Morten Hjulmand tem tido menos impacto na equipa de Rui Borges em relação à época passada, tendo até baixado ligeiramente o seu nível exibicional depois da janela de transferências de inverno, em que chegou a ser associado ao Atlético de Madrid. O camisola 42 sai do clássico com 40 jogos nas pernas em 2025/26 (34 ao serviço do Sporting), num total de 3.536 minutos (3.092 nos leões), nos quais somou dois golos e cinco assistências.

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No final do jogo, o capitão sportinguista acabou visado por… Francesco Farioli. “As imagens mostraram palavras claras de um jogador do Sporting [refere-se ao lance em que Bednarek se lesionou, com Suárez]. O Hjulmand vai sempre pressionar o árbitro em todos os lances, é embaraçoso de ver, mas é o que é. O nosso capitão nem se pode aproximar. Dar a possibilidade ao Hjulmand, que é um grande jogador, de estar em cima do árbitro em todos os momentos, é embaraçoso”, disse o treinador portista na sala de imprensa do Estádio José Alvalade.