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Governo "determinado a combater o centralismo" sem a regionalização, afirma Castro Almeida

Manuel Castro Almeida afirma que combate ao centralismo passa pela desconcentração de serviços da administração central para as CCDR. Só depois país estará preparado para referendo.

Agência Lusa
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O ministro da Coesão Territorial afirmou esta terça-feira, em Lisboa, que o Governo está determinado e no “caminho certo” ao desconcentrar serviços para as Comissões de Coordenação e Desenvolvimento Regional, demonstrando que é possível combater o centralismo sem a regionalização.

Manuel Castro Almeida participou esta terça-feira na tomada de posse de quatro dos sete vice-presidentes da comissão de coordenação regional de Lisboa e Vale do Tejo (CCDR-LVT), presidida por Teresa Almeida: são eles os vice-presidentes José Alho (eleito por autarcas) e Jorge Gaspar (eleito pelo Conselho Regional) e as vice-presidentes designadas pelo Governo Anabela Barata e Susana Graça.

Castro Almeida destacou que é intenção do Governo combater o centralismo, pelo que está a prosseguir o processo de descentralização de competências para os municípios, mas também a desconcentrar serviços da administração central para as CCDR.

“Este é o caminho certo. Quando for completado este processo de desconcentração, estarão aqui instaladas as competências, as capacidades, os dirigentes responsáveis, estarão aqui instaladas equipas capazes de fazer o planeamento do desenvolvimento regional”, disse.

Só depois, segundo o ministro, o país estará em condições para enfrentar o “elefante na sala que se chama regionalização”.

“Para mim é muito claro esse princípio. Quando este trabalho estiver concluído, estarão criadas condições para que os portugueses, se quiserem, possam convocar um referendo que há de dizer o que os portugueses querem: se querem que estas pessoas sejam nomeadas ou sejam eleitas”, afirmou.

Castro Almeida destacou que esta será uma segunda fase do processo, “estritamente política e autónoma desta”, uma vez que “este Governo já disse que não vai desencadear o processo de regionalização”.

“Estamos a fazer desconcentração de serviços do Estado Central. O assunto da regionalização é um assunto que, a seu tempo, algum responsável político tratará de o lançar e estará nas mãos dos portugueses decidirem como é que querem fazer”, salientou.

“Agora, não podemos é ficar tolhidos, quietos, porque não fazer regionalização não é incompatível com o combate ao centralismo. E esse, nós estamos determinados a fazê-lo, estamos a fazê-lo e vamos prosseguir nessa vida”, acrescentou.

As CCDR são dirigidas por um presidente, por dois vice-presidentes eleitos e mais cinco vice-presidentes designados, sob proposta do Governo, para as áreas da educação, saúde, ambiente, cultura e agricultura e pescas.

Após a tomada de posse de quatro vice-presidentes da CCDR-LVT, Castro Almeida ficou a explicar aos membros do Conselho Regional de Lisboa os objetivos do PTRR, numa reunião à porta fechada.

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