Milhares de pessoas reuniram-se na cidade de Minab, no sul do Irão, para os funerais de dezenas de estudantes mortas num ataque no sábado, quando estavam na escola primária feminina Shajare Tayyiba. Entre as muitas bandeiras iranianas na praça central, houve quem levasse fotografias de crianças mortas e entoasse cânticos com críticas às ações de Donald Trump.
The mass funeral for the more than 180 schoolgirls killed in Minab by an Israeli airstrike is beginning. pic.twitter.com/pLLnmNPPKs
— Séamus Malekafzali (@Seamus_Malek) March 3, 2026
De acordo com as autoridades iranianas, terão morrido, pelo menos, 168 estudantes do estabelecimento, que fica a 60 metros de uma base militar iraniana, nos ataques que aconteceram no primeiro dia de ataques dos EUA e Israel ao Irão. Uma fonte norte-americana, citada pela CNN já deu conta de que este ataque está a ser investigado.
Na passada segunda-feira, no X, o ministro do Negócios Estrangeiros iraniano partilhou uma fotografia a mostrar as mais de 160 covas. “Essas escavações visam receber os restos mortais de mais de 160 meninas inocentes que foram mortas no bombardeio conjunto EUA-Israel a uma escola primária. Os seus corpos foram dilacerados.”
These are graves being dug for more than 160 innocent young girls who were killed in the US-Israeli bombing of a primary school. Their bodies were torn to shreds.
— Seyed Abbas Araghchi (@araghchi) March 2, 2026
This is how "rescue" promised by Mr. Trump looks in reality.
From Gaza to Minab, innocents murdered in cold blood. pic.twitter.com/cRdJ3BELOn
Esta terça-feira, o gabinete de direitos humanos da ONU emitiu um comunicado a pedir uma investigação ao ataque. “O Alto Comissário (Volker Turk) pede uma investigação rápida, imparcial e completa sobre as circunstâncias do ataque. A ONU está a pressionar as forças que realizaram o ataque para o investigar”, disse a porta-voz Ravina Shamdasani, citada pela Reuters. Anteriormente o secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, disse que as forças americanas “não atacariam deliberadamente uma escola”.
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