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Caças franceses patrulham bases no Médio Oriente

Ministro francês assegura que "França está pronta para se proteger, proteger os seus cidadãos, os interesses na região e os seus parceiros" e que pilotos estão na região "para garantir a segurança".

Agência Lusa
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Os aviões de caça Rafale da forças armadas francesas fizeram “operações de segurança do espaço aéreo” sobre as bases militares do país europeu no Médio Oriente, afirmou esta terça-feira o ministro dos Negócios Estrangeiro da França, Jean-Noël Barrot.

“Temos nos Emirados [Árabes Unidos (EAU] uma base naval e uma base aérea”, em al-Dhafra, disse, questionado pela BFMTV sobre a intervenção de aeronaves francesas no fim de semana para neutralizar drones iranianos.

Segundo o responsável governamental francês “esses Rafale e os seus pilotos estão destacados para garantir a segurança” das instalações (…) e “realizaram as suas operações de segurança do espaço aéreo sobre as bases”.

Barrot reiterou que Paris “não se furtará” aos seus compromissos com alguns dos países implicados no conflito entre Israel e Estados Unidos e o Irão (Arábia Saudita, EAU, Qatar, Iraque, Bahrein, Kuwait, Omã e Jordânia).

“Um ‘hangar’ de uma base francesa nos EAU foi atingido por um drone (domingo). Estamos num país com o qual temos acordos de longa data. E, numa situação como esta, como podem imaginar as discussões intensificam-se para determinar como o país se pode defender contra futuros ataques e como a França pode proteger seus interesses ali”, continuou.

Jean-Noël Barrot afirmou ainda que “a França está pronta para se proteger, proteger os seus cidadãos, os interesses na região e os seus parceiros”.

“Há recursos, alguns dos quais já estão em operação, pois antes da guerra houve exercícios ou operações na área. Outros estão à disposição do Chefe de Estado para, se ele julgar apropriado, fornecer esse nível de segurança, seja para nós mesmos (…) ou aos nossos parceiros”, afirmou.

Israel e Estados Unidos lançaram no sábado um ataque militar contra o Irão, alegadamente, para “eliminar as ameaças iminentes do regime iraniano”, e Teerão respondeu com o lançamento de mísseis e drones contra bases norte-americanas na região e alvos israelitas.

https://observador.pt/2026/03/02/israel-diz-ter-destruido-600-alvos-iranianos-e-mobilizado-110-mil-reservistas-desde-o-inicio-da-operacao-militar/

O presidente norte-americano, Donald Trump, afirmou que a operação visa “eliminar ameaças iminentes” do Irão e Netanyahu justificou a ação conjunta contra o que classificou como uma “ameaça existencial”.

O Irão confirmou a morte do ayatollah Ali Khamenei, o líder supremo do país desde 1989 e decretou um período de luto de 40 dias.

Pelo menos 555 pessoas morreram no Irão desde o início dos ataques, segundo a organização humanitária Crescente Vermelho iraniano.

Em Israel, os ataques aéreos iranianos já provocaram a morte a dez pessoas, segundo dados oficiais, enquanto as autoridades norte-americanas confirmaram seis militares mortos.