Acompanhe o nosso artigo em direto sobre a guerra no Médio Oriente
A Agência Portuguesa do Ambiente anunciou nesta segunda-feira estar a acompanhar a situação da segurança das instalações nucleares no Médio Oriente devido ao conflito na região e disse manter uma monitorização contínua dos níveis de radioatividade no território nacional.
Enquanto autoridade competente para a segurança nuclear e a proteção radiológica e face às preocupações manifestadas pela Agência Internacional de Energia Atómica (AIEA) quanto à proteção das instalações nucleares no Médio Oriente, a Agência Portuguesa do Ambiente (APA) disse acompanhar “a evolução da situação através dos mecanismos internacionais de cooperação nestas matérias”.
Em comunicado, a agência lembrou que mantém operacionais mecanismos permanentes de vigilância, designadamente a Rede de Alerta de Radioatividade no Ambiente (RADNET), assegurando a monitorização contínua dos níveis de radioatividade no território nacional.
Esta rede consiste no sistema nacional de monitorização e alerta radiológico, que e é constituído por um conjunto de estações automáticas distribuídas pelo território nacional, que efetuam medições contínuas de modo que possam ser detetadas situações de aumento anormal de radioatividade no ambiente.
“Esta rede está operacional e é acompanhada de forma permanente” e permite a “deteção precoce de eventuais alterações radiológicas, assegurando a vigilância permanente do território nacional e apoiando a avaliação rápida de situações com potencial impacto radiológico, independentemente da sua origem, nacional ou internacional”, assegurou a APA.
A agência nacional acrescentou que acompanha também os mecanismos de notificação e alerta precoce da União Europeia e da Agência Internacional de Energia Atómica, em linha com “as boas práticas europeias e internacionais”.
Israel e Estados Unidos lançaram no sábado um ataque militar contra o Irão, para “eliminar as ameaças iminentes do regime iraniano“, e Teerão respondeu com mísseis e drones contra bases norte-americanas na região e alvos israelitas.
O Presidente norte-americano, Donald Trump, afirmou que a operação visa “eliminar ameaças iminentes” do Irão e o primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu, justifica a ação conjunta contra o que classificou como uma “ameaça existencial“.
O Irão já confirmou a morte do ayatollah Ali Khamenei, o líder supremo do país desde 1989 e decretou um período de luto de 40 dias.
Pelo menos 555 pessoas morreram no Irão desde o início dos ataques, segundo a organização humanitária Crescente Vermelho iraniano. O Exército dos Estados Unidos confirmou a morte de quatro militares norte-americanos.
Portugal, França, Alemanha e Reino Unido condenaram os ataques iranianos a países vizinhos.
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