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(A) :: A invasão pornográfica nas escolas portuguesas: um alarme tardio e hipócrita

A invasão pornográfica nas escolas portuguesas: um alarme tardio e hipócrita

Se nos acusam de querer acabar com a “educação sexual” nas escolas, assumimos aqui: se é deste tipo de “educação” que se trata, sim, queremos acabar com ela urgentemente.

Maria Helena Costa
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É com repulsa e indignação que assisto à mais recente “revelação” do jornal Público, publicada a 1 de Março de 2026, sobre influenciadores misóginos e pornógrafos que invadem as escolas portuguesas sob o pretexto de animação de campanhas para associações de estudantes. Há anos que venho alertando para esta podridão — em artigos de opinião publicados no Observador, em livros que escrevi e em inúmeras publicações nas redes sociais. Durante todo esse tempo fui acusada de disseminar “fake news” por activistas, jornalistas do Público e de outros órgãos de comunicação social. Lembro-me bem, por exemplo, do programa da Joana Marques na Rádio Renascença, onde fui ridicularizada e tratada como alarmista quando denunciei a erotização precoce das crianças nas escolas portuguesas. Agora, o mesmo Público finge espanto com algo que eu e outras vozes de bom-senso gritamos há muito, limitando o problema a meras “79 escolas” e omitindo deliberadamente figuras como o Celso.

Gonçalo Maia, o exibicionista de 24 anos que se pavoneia em tronco nu, dança em mesas ao som de músicas lascivas e distribui autógrafos a crianças dos 9 aos 18 anos, enquanto promove pornografia no OnlyFans e se masturba em directo no X, é apenas a ponta visível do icebergue. Em Ferreira do Zêzere, a directora-adjunta ri-se e diz que “ele aqui portou-se bem”. É este o nível de vigilância e responsabilidade que temos nas escolas? Crianças de 12 anos a verem vídeos pornográficos do mesmo homem que esteve no pátio delas, e a resposta é um encolher de ombros?

O Público mente ao falar em apenas 79 escolas nos últimos dois anos lectivos. Qualquer pessoa minimamente atenta sabe que o fenómeno é endémico: centenas de estabelecimentos em todo o país — do Minho ao Algarve, das ilhas ao continente — já receberam este tipo de “convidados” ano após ano. Minimizar o número é uma forma conveniente de não incomodar os aliados ideológicos que veem nestes espectáculos “expressão livre” ou “diversidade”.

E onde está a referência a Celso, o “rapaz banana” que anuncia abertamente “vou eu e a minha bunda” às escolas secundárias, como aconteceu na Augusto Gomes em Matosinhos? Dança de forma obscena, rebolando como num clube nocturno para adultos pervertidos, ensinando crianças a partir dos 10 anos a imitar twerking e a banalizar a decência. O Público cala-se sobre ele porque encaixa na agenda “inclusiva” que o jornal defende com unhas e dentes, enquanto rotula qualquer crítica como “retrógrada” ou “homofóbica”.

Há anos que este mesmo Público promove a ideologia de género com fervor missionário: artigos que glorificam a “fluidez” sexual, defendem educação sexual explícita desde o jardim-de-infância e normalizam a mutilação de corpos jovens em nome do “transgenerismo”. Nunca alertou as famílias para as consequências reais — taxas elevadíssimas de suicídio entre jovens trans, arrependimentos irreversíveis, cirurgias que destroem vidas, depressão profunda. Em vez disso, atacava quem defendia a família tradicional e a protecção da infância. Agora finge escandalizar-se com a sexualização que ajudou a pavimentar.

E a farsa da “educação sexual” nas escolas? Sob o pretexto de “informação”, serve apenas para empurrar preservativos, pílulas e espirais para adolescentes, como se o sexo fosse uma brincadeira sem consequências. Glorifica a pílula do dia seguinte como solução mágica para descuidos e apresenta o aborto como método anticoncepcional de recurso quando “tudo falhou ou não se tomou cuidado”. Esta propaganda incentiva a irresponsabilidade, transforma o sexo em recreação descartável e ignora os danos físicos e emocionais: infertilidade, depressão pós-aborto, dependência hormonal crónica. Não educa; mercantiliza e corrompe.

O fenómeno dos influenciadores pornográficos nas escolas começou nos tempos da Geringonça e explodiu desde pelo menos 2020, com o boom do TikTok na pandemia. Eu avisei repetidamente. Fui ignorada, ridicularizada, acusada de alarmismo. Agora o Público chega atrasado, publica uma peça que minimiza a escala e omite nomes inconvenientes, como se nada tivesse acontecido antes.

Exijo acção imediata: proibição absoluta destes influenciadores nas escolas, reforço da autoridade parental e regresso a valores que protejam a inocência das crianças. Aos directores que riem enquanto as crianças são expostas a esta degradação, digo: assumam a vossa responsabilidade. Ao Público, digo: parem de promover agendas que destroem a sociedade e comecem a reportar a verdade sem filtros ideológicos. Deixem de fingir surpresa com o que ajudaram a criar.

Lanço aqui uma chamada urgente aos partidos que se dizem de direita — PSD e CDS – e ao  CHEGA — para que intervenham no sentido de acabar com este abuso institucional das crianças. É imperativo que desmascarem os partidos que promovem este pântano há anos — PS, Livre, PAN, BE e PCP — e que têm o desplante de acusar a direita de ser responsável pelo aumento da violência no namoro, enquanto entregam a infância a pornógrafos. Se nos acusam de querer acabar com a “educação sexual” nas escolas, assumimos aqui: se é deste tipo de “educação” que se trata, sim, queremos acabar com ela urgentemente.

Portugal está a afundar-se num pântano moral e as nossas crianças são as primeiras vítimas. O bom-senso tem de prevalecer antes que a inocência seja definitivamente sacrificada no altar da agenda “progressista”. Eu, pela minha parte, continuarei a denunciar. A hipocrisia, por mais que se mascare de jornalismo ou de política, será sempre exposta.