O antigo CEO da PT, Zeinal Bava, só deverá falar no julgamento do processo Operação Marquês depois de o Ministério Público (MP) ter concluído a sua produção de prova, que inclui mais de 200 testemunhas. A informação foi avançada junto dos autos pelo advogado José António Barreiros, que representa o antigo gestor da operadora de telecomunicações que viria a ser comprada pela Altice, em 2015.
“[Zeinal Bava] Mantém a sua intenção de prestar declarações nos autos, mas não no presente momento e porventura não antes de estar esgotada a prova da acusação”, lê-se no requerimento enviado ao tribunal. A tomada de posição surge na sequência do pedido feito na semana passada pela juíza Susana Seca para os restantes arguidos informarem se pretendem prestar declarações, uma vez que o julgamento irá retomar no próximo dia 17 com a continuação das declarações do arguido Gonçalo Trindade Ferreira.
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Sobre Zeinal Bava recai a imputação de três alegados crimes no processo Operação Marquês: um crime de corrupção, um de fraude fiscal qualificada e outro de branqueamento de capitais. No início do julgamento, a 3 de julho de 2025, Bava havia referido que, “de momento, não” queria prestar declarações.