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Zelensky preocupado com escassez de munições se guerra no Médio Oriente se prolongar

Presidente ucraniano manifesta preocupação com disponibilidade de sistemas de defesa aérea face à intensificação do conflito no Médio Oriente. Reunião com Rússia e EUA prevista para março.

Agência Lusa
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O Presidente ucraniano admitiu esta segunda-feira estar preocupado com uma possível escassez de munições para os sistemas de defesa aérea ucranianos, cruciais para neutralizar os ataques russos, caso a guerra no Médio Oriente se prolongue.

“É claro que esta questão nos preocupa, e é por isso que estamos em contacto com os nossos parceiros”, disse Volodymyr Zelensky, numa mensagem a um grupo de jornalistas, afirmando ainda não ter recebido “qualquer sinal” nesse sentido por parte dos europeus ou dos norte-americanos.

“Mas nós próprios compreendemos que uma guerra prolongada — caso se prolongue — e a intensidade das hostilidades afetarão a quantidade de defesa aérea disponível para nós”, acrescentou.

Zelensky adiantou esperar que uma nova reunião entre a Ucrânia, a Rússia e os Estados Unidos possa ser realizada entre 5 e 8 de março, apesar da guerra no Médio Oriente.

“Devido aos combates em curso, não podemos confirmar hoje que a reunião terá lugar em Abu Dhabi, mas ninguém a cancelou. A reunião deverá realizar-se”, afirmou, acrescentando que a Turquia e a Suíça podem ser locais alternativos para as negociações.

No sábado, o Presidente ucraniano expressou, antes da ofensiva dos Estados Unidos e Israel, o apoio a “uma operação contra o regime” do Irão, que responsabilizou pelo desaparecimento e assassínio de milhares de pessoas.

“Apoiaria uma operação contra o regime, não contra o povo. Essa é uma grande diferença”, disse Zelensky em entrevista à televisão Sky News.

https://twitter.com/APUkraine/status/2027406937512657267

Israel e Estados Unidos lançaram no sábado um ataque militar contra o Irão, para “eliminar as ameaças iminentes do regime iraniano”, e Teerão respondeu com mísseis e drones contra bases norte-americanas na região e alvos israelitas.

O Irão já confirmou a morte do líder supremo do país, ayatollah Ali Khamenei, e decretou um período de luto de 40 dias.

Pelo menos 555 pessoas morreram no Irão desde o início dos ataques, indicou a organização humanitária Crescente Vermelho iraniano.