Acompanhe o nosso artigo em direto sobre a guerra no Médio Oriente
O Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, confessou numa chamada telefónica ao jornalista Jonathan Karl, da ABC News, que os possíveis sucessores de Khamenei para liderar o Irão identificados por Washington para assumir o poder como Delcy Rodriguez tinha feito na Venezuela, também morreram nos ataques iniciais conduzidos pelos Estados Unidos e por Israel.
Segundo Trump, revela o jornalista, “o ataque foi tão bem sucedido que eliminou a maioria dos candidatos” a Líder Supremo do Irão. “Não vai ser ninguém que estávamos a pensar porque estão todos mortos. O segundo ou o terceiro da linha [de sucessão] também morreu”, acrescentou.
https://twitter.com/jonkarl/status/2028299468223676673
Em antena, Jonathan Karl foi mais longe, chegando a estabelecer um paralelo entre o que aconteceu com a sucessão de Maduro na Venezuela e o que poderia suceder no Irão. “Trump sugeriu que antes dos ataques tinha identificado possíveis sucessores dentro do regime iraniano que poderiam assumir o poder como Delcy Rodriguez assumiu depois de Nicolas Maduro ter sido capturado na Venezuela mas tinham sido todos mortos”.
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Entre as vítimas mortais do ataque estão, além do Líder Supremo Ali Khamenei, o seu conselheiro Ali Shamkani, o comandante da Guarda Revolucionária Mohammad Pakpour e o antigo Presidente iraniano Mahmoud Ahmadinejad. A lista inclui também o ministro da Defesa, Aziz Nasirzadeh, e o chefe dos serviços de informação da polícia, Gholam Reza Rezaeian.
No entanto, durante a chamada com a ABC, Trump não especificou que nomes é que eram considerados favoritos à sucessão do ayatollah.
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Numa outra chamada, Donald Trump comentou com Jonathan Karl a morte de Khamenei. “Apanhei-o antes que ele me apanhasse. Tentaram duas vezes. Mas eu apanhei-o primeiro“, disse, numa referência ao que os serviços secretos norte-americanos acreditam ter sido um alegado plano para assassinar o líder dos Estados Unidos em 2024.
https://twitter.com/jonkarl/status/2028312453717577920
Trump repetiu ainda o que já tinha dito ao Daily Mail e ao New York Time que o conflito poderá prolongar-se por cerca de quatro a cinco semanas. “Disse que a operação poderia ser mais curta e que estava preparado para a prolongar”, contou o jornalista.
Questionado sobre os três norte-americanos que morreram — esta segunda-feira foi confirmada uma quarta morte –, o Presidente dos Estados Unidos atirou: “É guerra e há baixas na guerra”.