Guilherme Gomes vai sair da direção artística do Teatro-Cine de Torres Vedras. A informação foi partilhada pelo próprio através de uma publicação nas redes sociais este domingo. Entretanto, o ator, encenador e dramaturgo assumiu funções como assessor do presidente da Câmara de Viseu para a área da Cultura.
Há vários meses que se dava como quase inevitável este desfecho, já que Guilherme Gomes, viseense de berço, fazia parte da lista liderada por João Azevedo à Câmara de Viseu, sendo mesmo indicado para assumir o pelouro da cultura na autarquia que o candidato socialista conquistou ao histórico Fernando Ruas (PSD) nas eleições de 12 outubro. Desde então, Gomes tem surgido ao lado de João Azevedo (que chamou a si a pasta da Cultura) em diversas iniciativas ligadas à cultura na cidade. Uma nota no site do município a 20 de fevereiro categoriza-o como assessor do presidente da câmara de Viseu para área da Cultura.
Na partilha feita este domingo, Gomes explica o que levou a atrasar a saída do equipamento municipal que dirigia desde setembro de 2023 (num mandato que se previa de três anos). “Havia um sprint final para fazer no Teatro-Cine: a candidatura ao financiamento da DGArtes, no contexto da Rede de Teatros e Cineteatros Portugueses. Uma candidatura fundamental para os próximos anos deste equipamento”, escreveu. O Teatro-Cine de Torres Vedras viu no mês passado renovado o apoio da DGArtes: terá 800 mil euros para a uma programação a quatro anos.
Torres Vedras procura novo programador
Por definir está se o teatro municipal de Torres Vedras continuará a ter a figura de um diretor artístico. Em fevereiro, o município lançou um concurso para contratar serviços de “Programador de Artes Performativas e Coordenador da Agenda Cultural Municipal”. O anúncio foi publicado em Diário da República a 13 de fevereiro e as candidaturas decorrem até 14 de março. O contrato, com a duração de 36 meses e um valor base de 108 000 euros sem IVA, visa assegurar uma programação integrada e diversificada, alinhada com a nova estratégia cultural do concelho.
O Observador contactou o Teatro-Cine de Torres Vedras no sentido de perceber se este concurso visa substituir o diretor artístico, mas não obteve resposta até à data de publicação deste artigo.
Nas eleições autárquicas do dia 12 de outubro, a coligação PSD/CDS-PP/VP retirou a câmara municipal de Torres Vedras ao PS com 47,16% dos votos.