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A importância da política nas escolas

A política tem obrigação de estar com os jovens, e nunca distante, isto é, os políticos não podem apenas ser vistos como algo inatingível

Miguel Leonardo
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O afastamento da política nas escolas é grave. Os jovens têm o direito a conhecer todos os espectros políticos.

Entendendo que muitos deles se mostram pouco preocupados com o que ela realmente representa.

Este afastamento não surge do acaso, mas sim da forma como, ao longo dos anos, a política ficou retratada, ora ingénua, ora medíocre e pouco fulcral para a resolução de problemas no nosso país.

A política tem obrigação de estar com os jovens, e nunca distante, isto é, os políticos não podem apenas ser vistos como algo inatingível. Isto é, têm os jovens de conhecer a história da política e o que ela trouxe para todos nós.

No entanto, esta visão distorcida ignora a essência da política: ela é, em primeiro lugar a ferramenta através da qual se organizam as sociedades, se defendem os direitos laborais, e sociais. Tal como, onde se tomam as decisões que afectam directamente a vida de todos nós.

Historicamente, a política sempre teve um papel determinante na construção das sociedades democráticas. Foi através da ação política que se conquistaram esses tais direitos laborais, civis e sociais. Mesmo em tempos em que não existia a democracia, a política estava presente: fosse no pensamento dos filósofos, nos textos dos poetas, ou nas ações de quem a resistia, ou não.

A política é, por isso, inevitável. E se é inevitável, mais vale compreendê-la, discuti-la e agir sobre ela do que ignorá-la. – É esse o motivo pelo qual tem de ser uma obrigatoriedade educar jovens, e demonstrar o que é a política, com uma disciplina que aborde a história, e os ideais políticos de cada partido, e claro, o que são os partidos políticos.  Sem pretensão, e elevá-la a um ponto essencial, a educação política.

É nesse sentido que se torna urgente introduzir o ensino da política no currículo do ensino secundário. É necessário educar nos ensinos públicos e privados primordialmente no ensino secundário, onde se ensine o que significam conceitos como direita e a esquerda, tal como o que é o liberalismo, a social-democracia, o conservadorismo, comunismo, o populismo, e o socialismo, entre tantos outros.

Ao compreenderem a política, os jovens tornam-se mais aptos a tomar decisões informadas, a participar nos processos eleitorais e, mais do que isso, a envolver-se na vida democrática do país.

Se não distinguirmos política de má política, corremos o risco de desacreditar no próprio sistema democrático português. Ao introduzir o ensino da política nas escolas, abrimos caminho para que mais jovens se interessem por ela de forma saudável e crítica.

A política não deve ser um “bicho-papão” nem um tabu. Deve ser ensinada, discutida e compreendida. Só assim formaremos cidadãos capazes, críticos e conscientes.