É o clube da moda no futebol europeu e não é para menos. Da longínqua cidade de Bodö, em pleno Círculo Polar Ártico, onde o sol dorme por estes dias e as auroras boreais pintam um céu que está quase sempre escuro, chega a história do Bodö/Glimt, o clube que desafiou todas as possibilidades e que promete não ficar por aqui. Ao longo das últimas semanas, o Aspmyra Stadion tornou-se num dos estádios mais badalados da Liga dos Campeões. Foi ali – como quem diz a mais de quatro mil quilómetros de Lisboa – que os superlaget (super equipa, em português) travaram o Tottenham (0-0) e o Manchester City (3-1), na fase de liga, e o Inter (3-1), no playoff de acesso aos oitavos de final da prova milionária. Foi ali também que começou uma das maiores reviravoltas deste novo formato da Champions, já que, à entrada para a penúltima jornada da primeira fase, o Glimt (“raio” em norueguês) tinha quase 99% de chances de ser eliminado.
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O número não mudou muito antes da visita ao Atl. Madrid, na derradeira jornada da fase de liga, aproximando-se inclusivamente dos 100%. Contudo, como tem sido apanágio na sua história, o Bodö/Glimt conseguiu desafiar as probabilidades, alcançou uma grande vitória frente aos colchoneros no Estádio Metropolitano (1-2) e apurou-se com nove pontos, os mesmos do Benfica, no 23.º e penúltimo lugar. Curiosamente, se o Aspmyra tem capacidade para pouco mais de oito mil espectadores, a cidade de Bodö, caracterizada pela pesca de bacalhau, tem apenas 52 mil habitantes, número que só seria suficiente para encher totalmente o estádio de quatro das dez equipas que o clube norueguês defrontou nesta Liga dos Campeões: a Fortuna Arena (Slavia Praga), o Stade Louis II (Mónaco), o Allianz Stadium (Juventus) e a Merkur Arena (Sturm Graz, neste caso ainda na fase de playoff de entrada na Champions).
O cenário mantém-se nos oitavos de final, já que, segundo o sorteio desta sexta-feira, o Bodö/Glimt terá de visitar, na segunda mão, o Estádio José Alvalade que, com a recente remodelação, supera a fasquia dos 52 mil espectadores (52.350, segundo a Liga Portugal), embora a lotação em jogos da UEFA seja inferior, por questões de segurança. Para os leões, que estão pela quarta vez nesta fase da competição, pode ser também uma oportunidade histórica que alcançar pela primeira ocasião os quartos da Champions. Sobra uma certeza: o top 8 das melhores equipas europeias contará com uma das surpresas da temporada.
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Recuando no tempo, ao contrário do que estamos habituados, o Bodö/Glimt leva três anos sem férias, por conta dos feitos internacionais e do calendário interno, que se disputa de março a novembro. Nesse sentido, em 2025, os primeiros objetivos dos superlaget foram as competições internas, que não correram muito bem: vice-campeão nacional atrás do Viking (71-70 em pontos) e eliminados na terceira ronda da Taça da Noruega frente ao Aalesund, da Segunda Divisão (1-0), entre uma histórica ida às meias-finais da Liga Europa). O momento menos bom, impactado pelo final da época, teve repercussões internacionais, apesar de o Bodö/Glimt ter feito história e conseguido o apuramento inédito para a Liga dos Campeões (6-2 ao Sturm Graz). Os noruegueses chegaram ao final de 2025 com apenas três pontos conquistados, fruto dos empates com Slavia Praga (fora, 2-2), Tottenham (casa, 2-2) e B. Dortmund (fora, 2-2).
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A partir daí, e depois de se ter deslocado para Espanha para estagiar em Marbella, procurando melhor condições climatéricas para preparar a nova época – ou o que restava da Champions –, o Bodö/Glimt começou a engrenar e a quebrar registos históricos. A sua primeira vitória de sempre na principal competição de clubes aconteceu frente ao poderoso Man. City, no frio e no relvado sintético do Aspmyra. Seguiu-se o triunfo no Metropolitano e o inédito apuramento de uma equipa norueguesa para esta fase da Champions.
Já no playoff de acesso aos oitavos de final, o carrasco foi o Inter, vice-campeão da última edição, que caiu em Bodö e no mítico Giuseppe Meazza, numa eliminatória que terminou com uma surpreendente goleada norueguesa (5-2). Nesses jogos caíram mais registos: o Glimt tornou-se na quarta equipa de sempre a ganhar a City e Inter na mesma edição da Champions, depois de Tottenham (2018/19), Real Madrid (2021/22) e PSG (2024/25), sendo que todos chegaram à final; desde 1972, com o Ajax de Johan Cruyff, que uma equipa de fora das cinco principais Ligas não conseguia quatro vitórias consecutivas frente a clubes das Big Five; uma equipa da Noruega nunca tinha conseguido quatro vitórias seguidas na Liga dos Campeões; e desde 1997 que um clube norueguês não chegava à fase a eliminar da Champions.
Por entre a história de superação que tem conquistado o coração dos adeptos do desporto-rei, há uma equipa que é a imagem de uma seleção que superou a poderosa Itália na qualificação para regressar, 28 anos depois, a um Campeonato do Mundo, e que até se vai cruzar com Portugal nos próximos meses, na Liga das Nações. Kjetil Knutsen, treinador de 57 anos que chegou a Bodö em 2017, na altura como adjunto, é a principal cara do projeto e de uma equipa que joga da mesma forma contra qualquer adversário, misturando a intensidade do futebol nórdico com o bloco compacto e coeso que se tornou “moda” na atualidade. Em termos individuais destacam-se Jens Petter Hauge, Hakon Evjen, Kasper Hogh e Patrick Berg.
Este último, que é também o capitão, teve ecos recentes a correr na imprensa nacional, depois de ter confessado admiração pelo Sporting. “O que me importa é defrontar equipas que nos possam trazer novos desafios, pois isso é sempre desafiante. Preferia jogar contra o Sporting porque é uma equipa que admiro e tem uma rica história na competição. City? Se tivermos de jogar com eles outra vez não será um problema”, assumiu Berg à TNT Sports, no rescaldo da visita a Milão. O desejo concretizou-se mesmo.

A mudança de nome, as décadas irregulares e as desigualdades Norte-Sul
Apesar de ser a maior cidade e a “capital” do condado de Nordland (“terra do norte”, em português), a cidade de Bodö foi a última a ter um clube de futebol, com o então FK Glimt a ser fundado a 19 de setembro de 1916. O seu primeiro presidente foi Erling Tjaerandsen, um dos fundadores, que aproveitava as condições do Norte do país para jogar futebol e praticar esqui. Por não haver clubes na cidade, o primeiro jogo do Glimt foi frente a um conjunto de jogadores da Bodö High School, sendo que o primeiro troféu foi conquistado em 1919, com o triunfo na Taça do Condado de Nordland.
Ainda assim, a década de 20 do século XX foi bastante complicada para um clube que dava os seus primeiros passos e que lutava contra os problemas financeiros. Nessa fase veio à tona a ideia de fundir o Glimt com outros dois clubes, mas as negociações fracassaram. A partir de 1929, o clube do Norte ganhou um impulso com a chegada de jogadores e treinadores vindos do Sul, onde o futebol era mais desenvolvido e, nos anos 30, começou a treinar em recintos fechados devido ao inverno rigoroso do Ártico. Foi assim que o FK Glimt se tornou no principal clube do Norte da Noruega – ganhou nove vezes a Taça do Norte –, estatuto que mantém aos dias de hoje.
Foi em 1948 que o FK Glimt se converteu no atual FK Bodö/Glimt, devido a um clube de Trondelag que utilizava o mesmo nome e tinha mais anos de existência. Inicialmente, a barra (“/”) era um hífen (“-“), mas o clube acabou por adotar a forma atual para evitar confusões, já que era comum a imprensa e os jogos de apostas separarem em dois o nome do clube quando se referiam ao Bodö/Glimt. 1963 foi mais um ano de mudança na história superlaget, já que foi nesse ano que as equipas do Norte passaram a disputar a Taça da Noruega. Na estreia, o Bodö/Glimt chegou à quarta ronda depois de ter eliminado o Rosenborg, no início de uma rivalidade que perdura nos dias de hoje. Essa prestação mudou a mentalidade no país, com a equipa do Norte a provar que conseguia estar ao mesmo nível das equipas do Sul. Ainda assim, foi preciso esperar-se por 1972 para se ver os clubes do Norte na Primeira Divisão norueguesa, algo que, até 2026, só Bodö/Glimt, Tromso e FK Mjolner conseguiram.
https://youtu.be/gomOMHDONQo
Seguiu-se uma reformulação nas competições da Noruega, que passaram a integrar duas séries da Segunda Divisão a Sul e uma a Norte, embora a discrepância perdurasse: o Glimt precisou de três anos para ser promovido porque os primeiros classificados do Sul subiam diretamente e o primeiro classificado do Norte tinha de passar por dois playoffs frente aos dois segundos das outras séries. A desigualdade tornou-se ainda mais evidente quando, em 1975, com Harald Dutte Berg, pai de Orjan Berg e avô de Patrick, o Bodö/Glimt se tornou no primeiro clube do Norte a vencer a Taça da Noruega, mas não foi promovido por ter perdido no playoff.
Contudo, no ano seguinte, o clube de Glimt conseguiu contrariar o sistema e subiu pela primeira vez à Primeira Divisão, quatro anos depois de o Mjolner o ter feito e quatro anos antes de a Federação Norueguesa de Futebol (NFF) ter mudado os regulamentos, acabando com os playoffs e as desigualdades Norte-Sul. Na estreia, o Bodö/Glimt foi vice-campeão nacional e da Taça, atrás do Lillestrom, mas acabou por descer em 1980, depois de ter sido último classificado. Foi aí que tudo voltou a desmoronar e o cinzento voltou a tomar conta da cidade de Bodö.
A década de 80 fez com que o Bodö/Glimt voltasse a bater no fundo, tendo de disputar as Segunda e Terceira Divisões, perdendo inclusivamente o estatuto de melhor equipa da cidade para o rival IK Grand Bodö. Em 1991, Jan Muri assumiu o comando técnico da equipa e trouxe-a de volta ao segundo escalão. Já com Trond Sollied como treinador, o Glimt venceu a Segunda Divisão em 1992 e voltou à principal divisão, na qual voltou a ser vice-campeão, no culminar de três temporadas em que passou da Terceira para a Primeira, sempre com subidas, algo que continua a ser uma raridade no futebol norueguês.
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A revolta dos adeptos, o piloto da Força Aérea, o título 104 anos depois e a era de ouro
O retorno à elite da Noruega trouxe à tona, uma vez mais, um Bodö/Glimt bastante irregular, que, depois de ter sido segundo atrás do Rosenborg e de ter vencido a Taça frente ao Stromsgodset, em 1993 (47-45), quase desceu de divisão em 1994, terminando com os mesmos pontos de Sogndal – a diferença de golos foi fulcral –, a primeira equipa abaixo da linha de água. Seguiram-se um terceiro (1995), um décimo (1996, 2000 e 2002), um sétimo (1997), um quinto (1998) e um nono lugares (1999 e 2001).
Em 2003, os superlaget voltaram a assumir-se como a segunda melhor equipa do país, 14 pontos atrás do Rosenborg, que os voltou a derrotar na final da Taça. No ano a seguir terminou no antepenúltimo lugar, com os mesmos 27 pontos de Stabaek, tendo de passar pelo playoff de manutenção. Na decisão, o Glimt começou por perder em casa do Kongsvinger (0-1), garantindo a continuidade na Primeira Divisão graças à goleada em casa (4-0). Ainda assim, a descida não passou de uma mera formalidade em 2005, ano em que o Bodö/Glimt terminou no último lugar e colocou fim ao percurso de 12 temporadas seguidas na então Tippeligaen.
A primeira temporada na Segunda Divisão acabou por defraudar a expectativa dos adeptos, que esperavam que o clube conseguisse de imediato o regresso ao topo. Mas tudo aconteceu ao contrário. 2006 foi um ano em que os problemas financeiros voltaram a assolar o Bodö/Glimt que, a meio da época, foi obrigado a vender o melhor marcador Havard Sakariassen e o capitão Cato André Hansen ao Bryne, equipa que lutava igualmente pela subida de divisão. Esses dois negócios acabaram por aliviar a situação financeira, que chegou ao ponto de a NFF ameaçar não licenciar o clube no ano seguinte, obrigando-o a descer para o escalão abaixo. No final da época, que terminou com um quinto lugar a mais de 20 pontos dos lugares de promoção, os adeptos insurgiram-se contra a conduta dos jogadores, que, segundo eles, não se comportavam de forma adequada nos treinos e consumiam álcool. As reivindicações acabaram por ser retiradas.

Na segunda época, o Bodö/Glimt conseguiu a subida no playoff, tornando-se no primeiro clube da Segunda Divisão a derrotar o antepenúltimo da Primeira nos nove anos anteriores. Nesse jogo, as lendas Erik Hoftun e Kent Bergersen despediram-se do Glimt. No regresso à Tippeligaen, os superlaget superaram as expectativas e terminaram no quarto lugar, mas a tendência continuou no ano seguinte… com o penúltimo lugar e o consequente regresso à Segunda Divisão. Ainda assim, o Bodö/Glimt teve de esperar quatro anos para voltar a subir, tendo conquistado o segundo escalão em 2013. Com algumas dificuldades à mistura, Jan Halvor Halvorsen foi o responsável por manter o Glimt na elite nos dois anos seguintes, com a despromoção a aparecer em 2016, já com Aasmund Bjorkan, outra das lendas do clube, como treinador. Nesse ano, a equipa de Bodö viveu um pouco de tudo: foi líder no início e parecia ter a manutenção garantida, mas quatro derrotas nos últimos quatro jogos ditaram o desfecho.
Apesar disso, Bjorkan continuou e o clube decidiu contratar o então desconhecido Kjetil Knutsen para seu adjunto. Com Knutsen chegou ainda um… oficial da Força Aérea, Bjorn Mannsverk, que esteve no Afeganistão e na Líbia e até nem gostava de futebol. A contratação, como mental coach, passava por trazer um novo rumo em termos psicológicos aos jogadores, já que Mannsverk se tinha formado em treino mental depois de ter sido piloto de caças durante mais de 20 anos. Ulrik Saltnes, que continua ligado ao Bodö/Glimt, foi um dos jogadores que mais trabalhou com o piloto, porque queria desistir do futebol à data. Seis meses foram suficientes para recuperar, com o médio a terminar 2017 com 13 golos, que continua a ser o melhor registo da sua carreira. Esse ano terminou com a conquista do título com uma vantagem de 16 pontos e o regresso à Primeira Divisão. Bjorkan, que tinha sido eleito o melhor treinador, deixou o cargo na época seguinte e passou a diretor desportivo, com Knutsen a assumir o processo de crescimento do Bodö/Glimt.
https://youtu.be/ES6Wy9Yqs6U
Depois do 11.º lugar em 2018, o Glimt começou a época seguinte a ser apontado como um dos grandes candidatos à descida, em parte por conta das vendas do capitão Martin Bjornbak (para o rival Molde) e do goleador Kristian Opseth. Contudo, como é seu apanágio, os superlaget superaram todas as previsões e terminaram a campanha no segundo lugar, só batidos pelo Molde, de Fredrik Aursnes. Kjetil Knutsen foi eleito o melhor treinador, ao passo que Hakon Evjen foi o melhor jogador e melhor jovem.
Em 2020, o Bodö/Glimt voltou a vender jogadores importantes, como Evjen ou o capitão Ricardo Friedrich, e a surpreender. Com um notável registo de 26 vitórias, apenas uma derrota e 103 golos marcados em 30 jornadas, a equipa do Norte sagrou-se campeã nacional pela primeira vez, ao cabo de 104 anos de história. Knutsen voltou a ser o treinador do ano, ao passo que Philip Zinckernagel foi o melhor jogador, com 19 golos e 18 assistências. Para além do dinamarquês, Jens Petter Hauge e Kasper Junker foram outros dos protagonistas, com o trio de ataque a terminar o ano com 60 golos e 35 assistências.
Sem os três, que saíram antes do início da época de 2021 e não tiveram substitutos à altura, o Bodö/Glimt voltou a surpreender tudo e todos e, quando menos se esperava, conquistou o bicampeonato com uma vitória em casa do Mjondalen na última jornada (3-0). Foi nessa altura que se começou a ver os primeiros vislumbres do Glimt europeu que, em 2020, enfrentou o AC Milan, em San Siro, na terceira pré-eliminatória da Liga Europa, mas viria a perder (3-2). Em 2021/22 os resultados melhoraram significativamente, com os noruegueses a chegarem à fase de grupos da Liga Conferência, onde golearam (casa, 6-1) e empataram (fora, 2-2) com a Roma, de José Mourinho. Curiosamente, as duas equipas voltaram a defrontar-se nos quartos de final, com os italianos, que conquistaram essa primeira edição, a apurarem-se em casa (2-1, 0-4). Já em 2025/26, o Bodö/Glimt garantiu a primeira presença na Liga dos Campeões, meses depois de ter sido derrotado pelo Tottenham nas meias-finais da Liga Europa.
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Focado em produzir talento para mais tarde rentabilizar com a sua venda, o Glimt recebeu, nos últimos quatro anos, cerca de 70 milhões de euros em transferências, aos quais se juntam os cerca de 20 milhões em prémios da UEFA por ano. Os adeptos do Bodö/Glimt têm a particularidade de utilizarem escovas de dentes gigantes como adereço do clube, já que, na década de 70, o responsável por liderar os cânticos da claque do clube pediu algo que servisse como batuta, recebendo uma escova de dentes amarela. A partir daí, os adeptos abraçaram o momento e eternizaram o objeto de higiene como um dos símbolos dos noruegueses. Durante vários anos, a moda chegou, inclusivamente, aos adeptos das equipas que visitavam o Aspmyra, que recebiam escovas de dentes normais antes dos jogos.
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