Não é uma simples eliminação: é uma eliminação pouco habitual. Desde 2020/21 que o Benfica não falhava os oitavos de final das competições europeias, somando quatro temporadas consecutivas em que chegou a essa fase ou até a ultrapassou entre Liga dos Campeões e Liga Europa.
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A retrospetiva é fácil de fazer. Depois de cair nos 16 avos de final da Liga Europa em 2020/21, com o Arsenal, o Benfica chegou aos quartos de final da Liga dos Campeões em 2022/23 e 2023/24, foi até aos quartos de final da Liga Europa em 2024/25 e na temporada passada conseguiu apurar-se para os oitavos de final da Champions depois de afastar o Mónaco no playoff.
Com a eliminação contra o Real Madrid, com uma derrota na Luz e outra no Bernabéu, o Benfica está reduzido ao Campeonato ainda no mês de fevereiro: depois de conquistarem a Supertaça frente ao Sporting, os encarnados caíram nas meias-finais da Taça da Liga, foram eliminados nos quartos de final da Taça de Portugal e estão agora fora da Liga dos Campeões, sendo que na Liga estão no terceiro lugar e a sete pontos da liderança do FC Porto. Em números globais, o Benfica deixa a Liga dos Campeões com sete derrotas em 14 jogos, um registo máximo na história do clube que supera as seis de 2017/18, quando perdeu todos os jogos da então fase de grupos.
Depois do apito final e face ao castigo de José Mourinho, que não esteve no banco de suplentes, João Tralhão surgiu na zona de entrevistas rápidas. “Diria que, mais do que 25 minutos, foi uma grande primeira parte. A espaços, na segunda, também tivemos o domínio. Falei agora com o mister e estamos orgulhosos, ele está orgulhoso do grupo, da nossa prestação contra uma equipa gigante. Na segunda parte também tivemos ocasiões. Não sentimos que o Real poderia marcar em muitas ocasiões, mas em dois detalhes resolvem o jogo. Saímos frustrados, mas orgulhosos com a equipa”, começou por dizer o adjunto.
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“Tínhamos falado na antevisão que temos uma identidade e não íamos fugir. Sabíamos das fragilidades do Real, bem como das forças. Chegámos aqui, tivemos um plano de jogo que nos permitiu dominar em alguns momentos. Os jogadores foram extraordinários, mereciam muito mais na primeira parte. O golo logo a seguir ao golo marcado foi fortuito, apareceu de uma situação que não era esperada. Mas lá está, o Real é uma grande equipa e consegue criar uma oportunidade. A equipa esteve sempre de cabeça levantada, com a baliza do adversário na mente, e infelizmente não conseguimos materializar o que criámos. Ficámos frustrados mais uma vez, mas falei com o mister e estamos completamente orgulhosos”, acrescentou.
Mais à frente, João Tralhão detalhou a conversa que teve com José Mourinho depois do apito final. “O plano de jogo saiu como queríamos. Personalidade fantástica na primeira parte, a equipa mostrou-se com personalidade. Sabemos que grupo temos e não esperávamos outra coisa. É uma equipa que gosta de competir, escuso de descrever a mentalidade. É só mesmo orgulho. No conjunto dos três jogos contra o Real Madrid neste espaço recente, empatámos 5-5. Não conta nada porque não passámos, mas 5-5 com o Real Madrid em três jogos… Não nos dá nada, mas dá um medidor importante de que estamos num bom caminho e este grupo tem muito para conquistar”, concluiu.
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