Bill Gates, cofundador da Microsoft, pediu desculpa pela ligação ao pedófilo norte-americano Jeffrey Epstein, mas garantiu que não fez “nada de ilícito”. Admitiu também ter tido relações extraconjugais com duas mulheres russas enquanto era casado com Melinda French Gates. De acordo com o Wall Street Journal, as revelações foram feitas aos funcionários da sua fundação.
Foi um pedido de desculpas feito aos trabalhadores da Fundação Gate durante uma reunião na terça-feira, em que o bilionário admitiu erros que deixaram o grupo numa situação sensível e debaixo de uma sombra. Apesar da assunção de culpa, assegurou que nunca participou nos crimes de Epstein. . “Não fiz nada de ilícito. Não vi nada de ilícito”, referiu Gates, segundo uma gravação citada pelo jornal norte-americano.
Admitiu que chegou a viajar no avião privado de Jeffrey Epstein e que passaram algum tempo juntos, tanto nos EUA como no estrangeiro, mas fez questão de referir que nunca passou tempo com as vítimas e que nunca visitou a ilha privada: “Para que fique claro, nunca passei tempo com as vítimas, as mulheres que o rodeavam.” E acrescentou que foi um “grande erro” passar tempo com o criminoso, mas também ter levado executivos da fundação a reuniões.
Gates começou a encontrar-se com Epstein em 2011, já depois de este ter sido condenado em 2008 por crimes sexuais envolvendo uma menor, e explicou apenas ter tido conhecimento de algo relacionado com um “período de 18 meses” em que haveria uma limitação das viagens. “Saber o que sei agora torna tudo cem vezes pior, não só em relação aos crimes que ele cometeu no passado, mas também porque, agora, está claro que houve uma conduta inadequada contínua”, argumentou.
Por outro lado, Bill Gates assumiu dois casos extraconjugais no tempo em que era casado Melinda French Gates. O casal divorciou-se em 2021, depois de praticamente 30 anos de relação. Aos funcionários explicou que teve casos com “uma jogadora de bridge russa” que conheceu em eventos da modalidade e outro com “uma física nuclear russa” com quem esteve devido atividades comerciais”. Além disso, disse também que a ex-mulher “sempre foi meio cética em relação ao caso Epstein”.
O bilionário norte-americano recorda que Boris Nikolic, que chegou a ser conselheiro científico de Gates, era também muito próximo de Epstein e que não só sabia dos casos extraconjugais como contou ao pedófilo norte-americano.
Recorde-se que, nos últimos ficheiros divulgados pelo Departamento de Justiça dos EUA, está um e-mail enviado a Boris Nikolic em 2013, em que Epstein nomeou duas mulheres com quem Gates teria tido casos extraconjugais, alertando que o empresário corria “o risco de passar de homem mais rico a maior hipócrita” e que a mulher podia tornar-se “motivo de chacota”. Como consequência, previa, “doações desaparecerão”.
Passado algumas semanas, Epstein enviou um e-mail de “demissão” para si próprio, em que, aparentemente, estaria a escrever em nome de Nikolic, onde havia referência a um envolvimento numa “grande disputa conjugal” entre Melinda e Bill Gates.
Poucas semanas depois, Epstein enviou um e-mail de “demissão” para si próprio, no qual parecia estar a escrever como Nikolic, onde afirmou que esteve “envolvido numa grave disputa conjugal entre Melinda e Bill”. Nesse e-mail havia mais uma referência ao bilionário, onde se indicava que o conselheiro tinha ajudado a arranjar medicamentos para “para lidar com as consequências do sexo com raparigas russas”.
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