Duas equipas, o mesmo país, o maior palco do futebol europeu. Como não podia deixar de ser, o super confronto entre PSG e Mónaco não defraudou as expectativas. No Stade Louis II, Folarin Balogun colocou os monegascos em vantagem logo no primeiro minuto, dobrando a vantagem ainda nos primeiros 20 minutos. Contudo, uma exibição de grande nível de Désiré Doué, que bisou, e de Achraf Hakimi, que empatou à beira do intervalo, viraram o jogo e a eliminatória para a equipa da capital (2-3). Ainda assim, estava tudo em aberto à partida para o jogo do Parque dos Príncipes, que contou com diversas baixas nas duas equipas.
https://observador.pt/2026/02/17/uma-reviravolta-um-penalti-falhado-e-uma-expulsao-doue-e-um-daqueles-jogos-dignos-de-campeao-europeu/
“É difícil saber quem é melhor. O Mónaco conseguiu um resultado maravilhoso para nós em Lens, mas temos de manter a calma. Sabemos como é difícil jogar nesta competição. O ambiente é importante para criar essa atmosfera de vitória. É importante ganhar o primeiro tempo e ganhar o segundo. Os adeptos estão confiantes, mas atentos, porque é um jogo especial, mas difícil, já que uma equipa começa eliminada e uma equipa será eliminada no final. Será preciso gerir os momentos importantes do jogo. Vai ser difícil, mas queremos continuar o nosso caminho na Liga dos Campeões. Estamos numa competição diferente, mas depois do jogo haverá uma equipa eliminada. Vai ser complicado, porque o Mónaco vai começar o jogo com um golo de desvantagem. É preciso saber que haverá momentos difíceis. Os nossos adeptos sabem disso. Teremos de saber gerir esses momentos complicados”, antecipou Luis Enrique.
“Temos de jogar o nosso jogo tendo em conta todos os parâmetros, mesmo que não devamos pensar demasiado. Vamos, principalmente, tentar respeitar o plano de jogo que queremos implementar. Mas do outro lado temos uma equipa muito boa, por isso temos de lidar com isso, sendo ambiciosos, mas também ponderados na forma como abordamos o jogo. Estou mais ocupado a analisar a nossa equipa com toda a honestidade, por isso é difícil para mim comparar esta formação com a da época passada. Eles ganharam tudo o que era possível ganhar em 2025 e são uma grande equipa que vai lutar, mais uma vez, por tudo. Esse é o objetivo decretado no início da época. Com a qualidade que eles têm, é normal que ambicionem o máximo que está ao seu alcance. Vamos apenas dar à equipa a oportunidade de se colocar nas melhores condições para este jogo e entrar bem nele, para tentar obter um resultado favorável. Depois, poderemos fazer o balanço”, perspetivou Sébastien Pocognoli.
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Sem o melhor do mundo Ousmane Dembélé, o PSG entrou em campo com Désiré Doué, Bradley Barcola e Khvicha Kvaratskhelia no ataque, com Vitinha e João Neves no meio-campo e Nuno Mendes no lado esquerdo da defesa. Por seu turno, Folarin Balogun voltou a ser a referência ofensiva de um Mónaco que começou a ver jogar e remetido à sua defesa perante a entrada forte e pressionante dos parisienses. Ainda assim, os monegascos quase foram felizes na primeira vez que chegaram à baliza de Matvey Safonov, com Mamadou Coulibaly a atirar por cima com a baliza completamente escancarada (9′). Já na parte final do primeiro tempo, Balogun obrigou o guarda-redes russo a aplicar-se para travar um remate em chapéu (39′), seguindo-se uma grande combinação entre Neves e Barcola, que terminou com o francês a rematar forte à barra (41′). Na resposta, Caio Henrique cruzou na esquerda, a defesa falhou o corte e permitiu a Coulibaly servir Maghnes Akliouche que, de primeira, rematou de pé esquerdo para o golo inaugural, que empatou a eliminatória (0-1).
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A etapa complementar abriu na mesma toada com que acabou a primeira, com Folarin Balogun a desferir um cruzamento perigoso, mas Matvey Safonov conseguiu agarrar antes que aparecesse algum desvio (46′). Na resposta, Vitinha cobrou um livre e, de cabeça, João Neves obrigou Philipp Köhn a uma grande defesa (50′). Pouco depois, Mamadou Coulibaly cometeu uma falta sobre Achraf Hakimi que lhe valeu novo cartão amarelo e consequente expulsão, cerca de quatro minutos depois de ter sido admoestado pela primeira vez (59′). Em superioridade numérica, o PSG aproveitou de imediato para empatar, com Vitinha a cobrar o livre na direita com um passe curto para Désiré Doué que, depois de passar por um adversário, entrou na área e cruzou rasteiro para o desvio certeiro de Marquinhos (60′).
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Sébastien Pocognoli respondeu ao golo sofrido com a entrada de Jordan Teze para o lugar de Aladji Bamba, mas a sua equipa não se conseguiu reencontrar e o PSG deu mais um importante passo rumo à próxima eliminatória, com Hakimi a rematar forte, de fora da área, para defesa para a frente de Köhn, seguindo-se o desvio certeiro de Khvicha Kvaratskhelia (66′). Já com Lee Kang-in (saiu Bradley Barcola), Mika Biereth (Balogun), Simon Adingra (Akliouche), Christian Mawissa (Denis Zakaria) e Lucas Hernández (Nuno Mendes) em campo, os rouge et bleu baixaram o ritmo do jogo, que decresceu em termos de espectacularidade. Ainda houve tempo para Dro Fernández e Gonçalo Ramos entrarem e para Teze empatar o jogo e relançar a bola nos descontos, depois de um mau corte de Willian Pacho (90+1′). Nos instante finais, Samuel Nibombe ainda entrou em campo, mas o resultado estava consumado (2-2, 5-4). O campeão europeu vai agora defrontar Barcelona ou Chelsea.
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