O vice-presidente da Câmara de Vila Nova de Gaia afirmou esta terça-feira que o festival Marés Vivas, que acontecia no concelho desde 2007 e que este ano se realiza em Matosinhos, é “um anão” à beira do festival aéreo Air Invictus.
“O Marés Vivas é um anão à beira do Air Invictus”, respondeu Firmino Pereira ao vereador do PS João Paulo Correia, depois de este ter lamentado a perda do festival de música e questionado o apoio de 425 mil euros ao festival aéreo.
O Marés Vivas, que acontecia desde 2007 em Vila Nova de Gaia no mês de julho, vai passar a realizar-se na praia do Aterro, em Matosinhos, sob o nome festival Marés, depois da Câmara de Gaia ter decidido relocalizar aquele para outro local.
“Foi feito um ataque feroz ao Marés Vivas dizendo que custava uma fortuna ao município e foi uma decisão absolutamente errada fazer pender o fim do Marés Vivas com o Air Invictus”, afirmou o socialista.
Na sua opinião, o Air Invictus, que se realizará de 19 a 21 de junho, foi usado pelo presidente da Câmara de Vila Nova de Gaia, Luís Filipe Menezes, como uma “grande arma” para combater o Marés Vivas.
João Paulo Correia considerou que a autarquia poderia ter e apoiar os dois festivais, não fosse ter “já um destino” a dar ao antigo parque de campismo da Madalena, local onde se realizava o festival de música.
“Não havia necessidade nenhuma de perder o Marés Vivas, o Marés Vivas era uma marca de Gaia, por isso, não compreendemos o fim de um festival que era acarinhado por todos os gaienses”, vincou.
O socialista, que votou contra o apoio de 425 mil euros ao Air Invictus, assinalou que este valor vai ser “bem maior” podendo chegar a um milhão de euros dados os apoios indiretos, designadamente os gastos com tendas, alcatifas, flores, casas de banho portáteis, limpeza, geradores, sistema de som, polícia municipal e meios de promoção do evento.
https://observador.pt/2026/02/24/camara-de-gaia-vota-apoiar-festival-aereo-air-invictus-com-425-mil-euros/
Lamentando o voto contra dos vereadores do PS, Firmino Pereira ressalvou que o Air Invictus é um “evento excecional e muito relevante” para a região Norte.
O vice-presidente, que presidiu esta terça-feira à reunião do executivo municipal, salientou que nos três dias do festival aéreo são esperadas mais de um milhão de pessoas.
Já quanto ao destino a dar ao terreno onde se realizava o Marés Vivas, o autarca garantiu que o executivo não tem “nenhuma carta escondida na manga” para aquele.
Além disso, Firmino Pereira explicou que o promotor do Marés Vivas não aceitou realizar o festival num terreno de 17 hectares no Olival.
“O Marés Vivas não consegue chegar ao alcance do Air Invictus”, frisou.
[Apesar de um mandado de captura europeu, Gregorian Bivolaru está clandestino em Paris. Lá, o guru continua a receber discípulas para “iniciações secretas”. Ouça o quinto e penúltimo episódio de “Os segredos da seita do yoga”, o novo Podcast Plus do Observador. Uma série em seis episódios, narrada pela atriz Daniela Ruah, com banda sonora original de Benjamim. Pode ouvir aqui, no site do Observador, e também na Apple Podcasts, no Spotify e no Youtube Music. E pode ouvir aqui o primeiro episódio, aqui o segundo, aqui o terceiro e aqui o quarto]