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(A) :: Ministra da Justiça defende solução interna para a PJ. "Haverá soluções dentro da casa. É isso que procuramos"

Ministra da Justiça defende solução interna para a PJ. "Haverá soluções dentro da casa. É isso que procuramos"

Rita Alarcão Júdice afirmou que o Governo prefere uma solução de continuidade e não avança prazos.

Miguel Pinheiro Correia
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A ministra da Justiça assumiu esta terça-feira que já falou com o primeiro-ministro sobre o futuro diretor nacional da Polícia Judiciária (PJ), cargo que ficou vazio com a saída de Luís Neves para o Ministério da Administração Interna.

Com vários nomes em cima da mesa, Rita Alarcão Júdice assegurou que o Governo tem preferência por uma solução interna e de continuidade. “A nossa intenção, e tive a oportunidade de conversar com o primeiro-ministro, é que fosse uma solução de continuidade, ou seja, não ser alguém de fora”.

“A PJ fez o seu caminho. Tem atualmente quadros muito qualificados. (…) Muitos deles serão qualificados, por isso a escolha será difícil, mas haverá soluções dentro da casa, que é isso que procuramos”, disse a ministra à margem da assinatura de um protocolo entre a Direção-Geral de Reinserção e Serviços Prisionais (DGRSP) e a Parques de Sintra com vista ao desempenho, por reclusos, de tarefas como limpeza de matas e caminhos florestais e manutenção de espaços verdes e edifícios, entre outras.

Para já, Rita Alarcão Júdice não se compromete com um prazo: “O tema passará naturalmente pelo primeiro-ministro. É uma decisão conjunta. Será uma decisão tomada a seu tempo, esperemos que seja a boa decisão. Não nos queremos precipitar”.

Tal como fez ontem na tomada de posse o próprio ministro da Administração Interna, a ministra da Justiça reforçou a convicção de que a independência da PJ não foi colocada em causa com a transição de Luís Neves.

“Sempre esteve [garantida a independência da PJ]. A PJ sempre foi tutelada pela ministra da Justiça, nunca houve qualquer interferência, nem qualquer intromissão. Não há qualquer intromissão, nunca existiu, nunca existiria e nunca existirá”.

Luís Neves tomou posse como ministro da Administração Interna na sequência da demissão de Maria Lúcia Amaral. Liderava a Polícia Judiciária desde junho de 2018, tendo antes estado à frente da Unidade Nacional Contraterrorismo. Os secretários de Estado Paulo Simões Ribeiro, Telmo Correia e Rui Rocha, que também tinham acompanhado a anterior ministra, mantiveram-se nos cargos.

Entre os nomes apontados para a sucessão de Luís Neves, como avançou o Observador, elencam-se os de José da Cunha Monteiro, diretor do Departamento de Investigação Criminal de Braga; José Pedro Machado, que lidera a Diretoria do Norte da PJ; Pedro Fonseca, diretor nacional adjunto da PJ; Carlos Farinha, que se aposentou da PJ; e Veríssimo Milhazes, diretor adjunto da PJ.

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