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Passos critica escolha de Luís Neves para MAI: “Precedente é grave”

Antigo primeiro-ministro considera que a decisão de Luís Montenegro de escolher antigo diretor da PJ para o MAI abre um “precedente grave” e põe em causa separação de poderes.

Miguel Santos Carrapatoso
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Em atualização 

Pedro Passos Coelho considera que a escolha de Luís Neves como novo ministro da Administração Interna é um “precedente grave” e comparou-a à ida de Mário Centeno para governador do Banco de Portugal.

O antigo primeiro-ministro falava durante o Fórum Produtividade e Inovação, organizado pela SEDES e pela AEP, em Leça da Palmeira. Para Passos Coelho, esta escolha do antigo diretor da PJ para ministro da Administração Interna é uma violação do princípio de separação de poderes no Estado.

“Tenho a certeza que a escolha do primeiro-ministro se baseou na melhor das intenções. Mas o precedente é grave. Não se pode passar. Não é um bom sinal que se dá. Como não foi um bom sinal tirar um ministro das Finanças para o pôr como governador de Banco de Portugal”, atirou o antigo primeiro-ministro.

Numa intervenção de fundo, Pedro Passos Coelho criticou ainda a gestão da Saúde em Portugal, desde o fim das PPP à criação da direção executiva. No primeiro caso, o social-democrata questionou a demora no relançamento das PPP; no segundo caso, Passos sugeriu que se tivesse um ministro a pedir um diretor executivo, arranjaria outro ministro. “Está por provar que faça sentido. Há uma coisa que me parece que está a mais. Há ali alguém a mais. [É tempo] de acabar com aquilo.”

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