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(A) :: Da clínica de luxo na Suíça à escala no Dubai, que é feito de Sarah Ferguson?

Da clínica de luxo na Suíça à escala no Dubai, que é feito de Sarah Ferguson?

Vista pela última vez em dezembro, a ex-mulher de André terá estado um mês num centro de bem estar onde a diária chega aos 14 mil euros, rumado aos Emirados, e estará em "lágrimas" algures no Reino.

Maria Ramos Silva
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Enquanto o ex-príncipe André passava o dia de aniversário detido, e as proporções do escândalo Epstein aumentavam ainda mais, a dúvida intrometeu-se — e também ela se foi avolumando à medida que os dias foram passando. Onde andaria Sarah Ferguson, a sua ex-mulher, também ela mencionada no processo à escala global que tinha o criminoso sexual como pivot?

Em setembro passado, Fergie juntou-se à família real no adeus a Katharine, duquesa de Kent e prima de Isabel II, uma imagem pública na catedral de Westminster, em Londres. Foi vista pela última vez em 12 de dezembro, por ocasião do batizado da sua neta Athena, no palácio de St James, também na capital inglesa. Depois, veio o calendário festivo, mais tarde o rebentar do escândalo, e antiga duquesa de Iorque manteve-se desaparecida em combate.

As notícias mais recentes vão tentando reconstituir os últimos passos. Sarah terá passado pelo menos um mês numa clínica suíça dedicada ao bem estar e à saúde mental. Ao Daily Mail uma fonte daquele país adianta que Ferguson partiu de Inglaterra rumo à Paracelsus Recovery Clinic, um luxuoso em destino em Zurique, cuja diária pode ultrapassar os 14 mil euros, “logo a seguir ao Natal, e ficou na clínica até ao final de janeiro”. “Ela sente-se sempre em casa na Paracelsus, e sabe que ali receberá amor e atenção, além de tratamento médico especializado quando se encontra mais vulnerável”, acrescentam ainda. Após o check out, terá iniciado um périplo de couch surfing, contando com a boa vontade dos mais próximos.

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A relação da ex-mulher de André com a clínica vem de trás. Em 2025, num artigo de opinião exclusivo para o The Telegraph, abordou mesmo o tema da saúde mental, o impacto da infância no desenvolvimento e questões como o stress pós-traumático ou ou bullying que tinha o seu peso como alvo. “Não tenho vergonha de revelar que a clínica me ofereceu um santuário, famoso como é pelos seus tratamentos sob medida, de ponta, para aqueles que lutam com problemas de saúde mental e dependência – particularmente aqueles cujas lutas são muitas vezes escondido atrás da fachada de um papel público.”, escrevia então, num artigo partilhado pela própria Paracelsus.

Apesar de Sarah Ferguson não ter sido acusada de nada que possa ter derivado dos emails divulgados pelo departamento de justiça norte-americano a natureza da sua relação com o pedófilo condenado, que morreu na prisão, comprometeu a sua imagem e agravou o cenário familiar. A exposição do conteúdo deixou a nu que Ferguson viajou para os EUA com as filhas em 2009 para se encontrar com Jeffrey, apenas dias depois do norte-americano ter sido libertado da prisão depois de cumprir pena 13 meses por ter solicitado a prostituição de uma menor.

Igualmente delicado, e incerto, é o futuro imediato das duas filhas do casal, que apesar de não serem membros séniores do clã real viram os seus nomes arrastados para a comprometedora corrente de emails. Segundo a Page Six, Eugenie, de 35 anos, está “muito, muito frustrada” pelos mais recentes acontecimentos e terá recuado na relação com o pai, segundo adiantou à revista uma amiga próxima da princesa. “Beatrice e Eugenie estão como podem estar numa situação destas”, continuou a fonte, “mas é um shit show, um interminável shit show”.

Há duas semanas, por altura em que a mais recente remessa dos ficheiros Epstein viram a luz do dia, o editor do Daily Beast Tom Sykes avançava que a ex-mulher de André ter-se-ia encontrado discretamente com a filha no médio oriente, detalhando assim os novos passos depois da passagem pela clínica suíça. Fergie terá sido avistada no Dubai, e Eugenie, que dirige a galeria de arte Hause & Wirth, passou por essa mesma altura por Doha, no Qatar, por ocasião da Art Basel. A escala é confirmada pela publicação da jornalista da Vanity Fair italiana Stefania Conrieri, que nas suas redes partilhou uma foto ao lado da princesa, que passa parte do tempo na costa alentejana, conhecido que é o seu investimento no Costa Terra, o empreendimento que atraiu para o litoral português celebridades como o príncipe Harry e Meghan Markle, George Clooney, ou Paris Hilton.

Aproveitado algum distanciamento do escrutínio público, Eugenie rumou àquele destino nos Emirados Árabes para se reencontrar com a mãe, que entretanto, segundo Sykes, vai repetindo aos amigos mais próximos: “Tenho que voltar a trabalhar. Preciso de dinheiro.” Mas entretanto, Fergie terá voltado a submergir, desconhecendo-se como irá movimentar as peças do xadrez nas próximas semanas. De acordo com a revista Star, Fergie, estará “desesperada por dinheiro” e conta com o apoio das filhas neste capítulo. Mas “ainda pior, ela quer que a ajudem a fazer o controle de danos com várias pessoas dentro da Firma e dentro de seu círculo social mais amplo.”

Já esta terça-feira, o Daily Mail avançou com as primeiras imagens de Eugenie nas ruas de Londres depois da detenção do pai e da sua manutenção sob custódia policial ao longo de 11 horas. Ao lado do marido, de forma descontraída, de leggings e boné na cabeça, em Notting Hill, a princesa não escapou aos paparazzi. O mesmo meio adianta ainda que no dia em que o pai foi detido, Eugenie e Jack Brooksbank, estariam em lazer num resort de esqui em Gstaad, o que a deixou “num estado de nervos”. A princesa, que se encontrava ainda com os dois filhos, August e Ernest, terá sido vista no exclusivo Restaurant Waldmatte naquele ponto suíço. Segundo a Hello, a passagem pelos Alpes da filha de André surpreendeu os presentes, que imaginavam que cultivasse um perfil mais discreto face ao atual panorama.

Por sua vez, a irmã Beatrice tem tentando manter alguma forma de relacionamento com o seu pai, tendo sido vistos a andar a cavalo juntos em Windsor, há um mês, num claro sinal de apoio já numa fase de grande assédio público.

O The Mirror sublinha que após as notícias da dispendiosa passagem de Fergie pela clínica em Zurique, a gestão de crise é a principal prioridade das duas irmãs. Quanto à sua mãe, o tabloide avança que se encontra “escondida algures num buraco do Reino Unido”, refugiando-se de forma discreta “junto de amigos”, em “constante choro”.

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