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Israel dá ultimato ao Hamas para se desarmar ou avisa que vai conquistar Gaza

Ministro das Finanças de Israel garante que "já estão a trabalhar em planos" para esse ataque e que o resultado final será "conquistar a Faixa de Gaza e estabelecer colonatos judeus" no território.

Agência Lusa
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O ministro das Finanças de Israel afirmou esta segunda-feira que Telavive dará um ultimato ao grupo extremista palestiniano Hamas para se desarmar e que, caso não o faça, o exército israelita irá entrar e conquistar a Faixa de Gaza.

“Em breve será dado um ultimato ao Hamas, segundo o qual todas as armas, quartéis-generais e túneis devem ser retirados da Faixa de Gaza”, afirmou Bezalel Smotrich numa entrevista à rádio Reshet Bet, adiantando que o exército já está a trabalhar em planos para uma potencial ação militar para estabelecer colonatos na zona.

“Se cumprirem, tudo bem. Se não, receberemos a legitimidade para agir por conta própria”, adiantou.

Nesse sentido, Smotrich afirmou que as Forças de Defesa de Israel (IDF, na sigla em inglês) “já estão a trabalhar em planos” para esse ataque, indicando que o resultado final será “conquistar a Faixa de Gaza e estabelecer colonatos judeus” no território.

Nas mesmas declarações, o ministro defendeu que o enclave palestiniano “é parte de Israel”.

“Gaza, para aqueles que ainda não entendem, é parte da terra de Israel. Vamos destruir o Hamas e, finalmente, haverá um colonato israelita lá”, afirmou.

Smotrich mostrou-se cético em relação aos avanços do processo de desarmamento do Hamas, previsto no âmbito do plano dos Estados Unidos para o futuro da Faixa de Gaza, insistindo que as hipóteses de o grupo extremista palestiniano concordar com o seu próprio desarmamento “são próximas de zero”.

O ministro israelita insistiu que esse processo “não se prolongará indefinidamente”, enfatizando que o executivo israelita está a trabalhar para “garantir que tenha uma duração limitada e que o desarmamento seja um desarmamento autêntico”.

O primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu, afirmou que não tem intenção de voltar a construir colonatos em Gaza, embora vários membros da sua coligação governamental, liderada pelo Likud e apoiada por partidos de extrema-direita e ultraortodoxos, defendam abertamente este plano.

O plano do Presidente norte-americano, Donald Trump, para pôr fim à guerra entre Israel e o Hamas prevê o envio para a Faixa de Gaza de uma Força Internacional de Estabilização (ISF, na sigla em inglês), cuja formação esteve na ordem de trabalhos da reunião inaugural do Conselho da Paz, realizada na passada quinta-feira em Washington.

Essa força, colocada sob comando norte-americano, poderá integrar até 20.000 soldados, 8.000 os quais indonésios.

O general norte-americano Jasper Jeffers, nomeado comandante desta força, anunciou na passada segunda-feira que cinco países se tinham já comprometido a fornecer tropas: Indonésia, Marrocos, Cazaquistão, Kosovo e Albânia.

Nessa sessão inaugural do Conselho da Paz de Donald Trump, o novo alto representante para Gaza, o diplomata búlgaro Nikolai Mladenov, anunciou o início do recrutamento de uma nova força de polícia palestiniana em Gaza, sublinhando que 2.000 pessoas já se voluntariaram.

Dois países, o Egito e a Jordânia, comprometeram-se a dar formação aos novos agentes policiais.

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