Os 124 adeptos do Benfica e do Sporting detidos depois dos confrontos antes do dérbi de futsal vão aguardar a conclusão da investigação em liberdade, tendo ficado sujeitos a termo de identidade e residência como medida de coação.
Fonte policial adiantou esta segunda-feira à Lusa que a investigação do caso continua no Departamento de Investigação e Ação Penal (DIAP) e que, ouvidos em primeiro interrogatório, a medida de coação, aplicada pelo tribunal na sexta-feira, foi de termo de identidade e residência (TIR).
Na quinta-feira, 19 de fevereiro, a PSP efetuou 124 detenções nas imediações do Estádio José Alvalade e do Pavilhão João Rocha, em Lisboa, tendo os suspeitos sido libertados durante a noite após serem constituídos arguidos e sujeitos a Termo de Identidade e Residência (TIR), uma vez que os crimes em causa têm uma moldura penal inferior a quatro anos.
Durante o período de detenção provisória, as autoridades separaram os grupos, mantendo os adeptos do Sporting nas celas de detenção provisória junto ao Estádio de Alvalade e transportando os do Benfica para as celas que a PSP tem no interior do Estádio da Luz.
Os incidentes, ocorridos antes do empate 2-2 para a 16.ª jornada da Liga de futsal, levaram a Federação Portuguesa de Futebol (FPF) a instaurar um inquérito para apurar responsabilidades.
Na sexta-feira, os 63 adeptos do Benfica detidos na sequência dos confrontos começaram a ser ouvidos em tribunal, enquanto a audição dos 61 detidos afetos ao Sporting está agendada para segunda-feira.