Acompanhe o nosso liveblog sobre as tensões internacionais
Mais vinte e três presos políticos foram libertados no domingo, na Venezuela, ao abrigo da amnistia aprovada por pressão dos Estados Unidos, anunciou a Organização Não Governamental (ONG) Foro Penal.
Entre os 23 presos libertados estão, pelo menos, sete elementos do partido da opositora e Nobel da Paz Maria Corina Machado, Vente Venezuela, incluindo o dirigente Juan Freites, segundo a Agência France Presse.
A justiça venezuelana concedeu liberdade a 379 prisioneiros políticos após a aprovação de uma lei de amnistia.
Aprovada e promulgada na quinta-feira, esta lei de amnistia foi prometida sob pressão dos Estados Unidos pela Presidente interina, Delcy Rodriguez, que iniciou uma normalização das relações com Washington, rompidas desde 2019, desde que assumiu o poder após a captura do ex-Presidente Nicolas Maduro durante uma operação militar norte-americana, a 3 de janeiro.
No total, 1.557 detidos solicitaram a sua libertação ao abrigo da lei, segundo Rodriguez numa conferência de imprensa.
No entanto, vários especialistas questionam o alcance da lei de amnistia: centenas de detidos, como polícias e militares envolvidos em atividades consideradas terroristas, podem ficar excluídos.
Mais de 200 presos políticos estão em greve de fome em protesto por a amnistia não se aplicar aos seus casos.
A medida não cobre inteiramente o período de 1999 a 2026, que corresponde às presidências de Hugo Chávez (1999-2013) e do seu sucessor, Nicolás Maduro.
O presidente do parlamento da Venezuela, Jorge Rodríguez, afirmou que as autoridades estão a considerar conceder “medidas de clemência” ou indultos presidenciais a pessoas excluídas da lei da amnistia.
Jorge Rodríguez, irmão da Presidente interina da Venezuela, anunciou no sábado que muitas das pessoas que não serão cobertas pela amnistia estão a ser consideradas para “medidas de clemência ou indulto presidencial”.