Este domingo ativistas do grupo britânico antimilionários “Everyone Hates Elon” (ou “Todos Odeiam Elon”, uma referência ao multimilionário Elon Musk, dono da Tesla e da rede social X), penduraram a fotografia de André Mountbatten-Windsor a deixar a prisão numa parede do Museu do Louvre, em Paris.
A fotografia foi feita na noite de quinta-feira, quando André foi libertado da esquadra de Aylsham ao fim de quase 12 horas de detenção pela polícia de Thames Valley, no âmbito de uma investigação por má conduta em cargo público. Na imagem, o ex-príncipe parece tentar esconder-se dos paparazzi, e fica praticamente deitado no banco de trás de um Range Rover preto.
Phil Noble, o fotojornalista da Reuters que tirou a foto, disse depois que “os deuses da fotografia estavam do meu lado”, descrevendo o momento como “um pouco surreal”, cita o The Guardian. “Foi um daqueles momentos de ‘beliscar para crer’, em que se olha para o visor da câmara, está-se cansado, foi um dia longo, e sabe-se que se conseguiu fotografá-lo. Depois, disse ao meu colega: ‘Podes só verificar? É mesmo ele?’ Não conseguia acreditar que havia conseguido fotografá-lo tão bem como o fiz.”
Por baixo da foto emoldurada, o grupo de ativistas colocou ainda uma legenda em que se lê: “Ele está a transpirar agora”. A frase é uma referência às declarações de André numa entrevista à BBC em 2019, quando ao tentar refutar as acusações de abuso sexual de Virginia Giuffre.
Giuffre alegou que na noite em que terá sido abusada pelo ex-príncipe, saiu para dançar na discoteca Tramp. “Era um dançarino algo desajeitado e lembro-me de que suava abundantemente”, escreveu no seu livro de memórias publicado já depois de se ter suicidado, em 2025. “Há um pequeno problema com a transpiração, porque tenho uma condição médica peculiar: não transpiro, ou melhor, não transpirava na altura, e isso foi… foi… sim, não transpirava na altura…”, chegou a dizer o então príncipe André numa entrevista que ficou famosa.