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(A) :: O dia que ele queria, o dia por que ele esperava, o dia que justificou quase tudo: Arsenal goleia Tottenham com Gyökeres a bisar

O dia que ele queria, o dia por que ele esperava, o dia que justificou quase tudo: Arsenal goleia Tottenham com Gyökeres a bisar

Depois de dois empates seguidos, o Arsenal goleou o Tottenham no dérbi do norte de Londres e segurou a liderança da Premier League, com Gyökeres a bisar na melhor exibição desde que chegou (1-4).

Mariana Fernandes
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Desde o início da temporada e entre o apagão do Liverpool, a irregularidade do Manchester City e a surpresa do Aston Villa foi surgindo uma ideia clara sobre o destino da Premier League: a única equipa que poderia travar o Arsenal era o próprio Arsenal. Ou seja, os gunners tinham caminho livre e aberto para conquistar um objetivo que escapa há mais de duas décadas, mas tinham de garantir que não eram traídos pela própria ambição.

E nos últimos dias, na verdade, essa mesma ideia tem sido recordada e repetida. O Arsenal empatou em duas jornadas consecutivas, contra Brentford e Wolverhampton, e viu o Manchester City ficar a apenas dois pontos da liderança. Além disso, mais do que os maus resultados e a perda de vantagem, a equipa de Mikel Arteta pareceu desaparecer em campo, deixando bem longe as imagens das exibições impressionantes dos primeiros meses da época. De repente, o Arsenal que terminou a fase de liga da Liga dos Campeões com oito vitórias em oito jornadas parece uma miragem.

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Por tudo isso e muito mais, o dérbi deste domingo contra o Tottenham aparecia na melhor e na pior altura. Por um lado, o Arsenal tinha a possibilidade de vencer o histórico e principal rival no North London Derby e conquistar momentum para as próximas semanas. Por outro lado, o Arsenal corria o risco de tropeçar contra o histórico e principal rival e perder ou empatar no North London Derby, ficando à mercê da ultrapassagem do Manchester City.

“O que vi no balneário foi uma reação tremenda ao empate [contra o Wolverhampton] e não estou nada surpreendido. Não dá para compreender quando voltamos a perder pontos no último lance do jogo e de forma tão imprevisível. Mas é futebol e também é esta a beleza do futebol. Foi um capítulo, é uma época longa. No capítulo 27, ok, empatámos com o Wolves desta maneira. Mas agora estou muito interessado no próximo capítulo, é disso que somos feitos. Temos de reagir porque a vida continua e o resultado já ficou. Não podemos fazer nada quando a isso, mas podemos fazer muito quanto ao que acontece a seguir”, disse Mikel Arteta na antevisão do dérbi deste domingo.

Assim e na deslocação ao estádio dos spurs, em Londres, o treinador espanhol deixava Odegaard no banco e apostava em Declan Rice, Zubimendi e Eze no meio-campo, com Trossard e Saka no apoio mais direto a Gyökeres. Do outro lado, num Tottenham em hecatombe que vinha de oito jornadas sem ganhar e onde Thomas Frank acabou de ser despedido, o interino de longa duração Igor Tudor estreava-se desde logo num dérbi histórico e com Randal Kolo Muani e Xavi Simons no ataque, com João Palhinha a ser titular.

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Numa primeira parte em que o Arsenal foi globalmente superior, ainda que sem asfixiar o Tottenham, os gunners jogaram quase por inteiro no meio-campo contrário, mas não tinham a capacidade de criar oportunidades de forma consistente. Os spurs apostavam claramente no contra-ataque, optando por juntar linhas e defender de forma organizada para depois tentar surpreender na transição rápida, mas raramente conseguiam fazê-lo.

Eze abriu o marcador já depois da meia-hora, voltando a marcar ao principal rival depois do hat-trick na primeira volta da Premier League: Saka desequilibrou na direita, aproveitou um ressalto e cruzou para a área, onde o inglês apareceu a rematar para bater Guglielmo Vicario (32′). A vantagem, porém, pouco ou nada durou. Praticamente no lance seguinte, Declan Rice perdeu a bola em zona proibida e Kolo Muani aproveitou para entrar na área e atirar rasteiro para empatar (34′). Ao intervalo, Tottenham e Arsenal estavam empatados em Londres.

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Nenhum dos treinadores fez alterações ao intervalo e a segunda parte começou muito atrasada devido a um problema no dispositivo de comunicação entre os árbitros, sendo que o primeiro tempo também já tinha estado interrompido durante vários minutos pelo mesmo motivo. só foram necessários meros instantes, porém, para Gyökeres viver o melhor momento desde que chegou a Inglaterra: recebeu à entrada da grande área, rematou em força e recuperou a vantagem do Arsenal no dérbi contra o Tottenham (47′).

Os spurs voltaram a reagir de forma quase imediata, com Kolo Muani a marcar novamente na sequência de um cruzamento na direita, mas o lance foi anulado por falta do avançado francês sobre Gabriel Magalhães (53′). Mikel Arteta mexeu pela primeira vez ainda antes da hora de jogo, trocando Timber por Mosquera, e o já inevitável repetiu-se, com Eze a bisar numa jogada em que a defesa contrária ficou aos papéis e Vicario já nem sequer estava na baliza (61′).

Igor Tudor fez a primeira substituição logo a seguir, lançando Dominic Solanke, e também não demorou a lançar Richarlison. Odegaard, Gabriel Martinelli e Madueke ainda entraram e Gyökeres ainda teve tempo para bisar já nos descontos, na cara do guarda-redes, coroando a melhor exibição pelos gunners (90+4′). O Arsenal goleou o Tottenham no North London Derby, somou a quarta vitória consecutiva em casa do principal rival e garantiu que vai continuar na liderança da Premier League independentemente do próximo resultado do Manchester City.

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