Um clássico, uma reedição da final anterior e um dos melhores jogos do panorama nacional: no Pavilhão Desportivo de Albufeira, no Algarve, FC Porto e Sporting disputavam a final da Taça de Portugal de basquetebol e uma das primeiras decisões da temporada. E se é certo que o histórico recente jogava a favor dos dragões, a imprevisibilidade deixava sempre os leões dentro das contas.
Nas meias-finais, FC Porto e Sporting confirmaram o natural favoritismo e venceram Galitos e Oliveirense, confirmando o reencontro na final da Taça de Portugal — já que, há um ano, os dragões venceram os leões e conquistaram a prova pela segunda época consecutiva. Numa fase em que nenhuma das equipas está na liderança do Campeonato, já que é o Benfica a liderar a classificação e a Ovarense está no terceiro lugar atrás do Sporting e à frente do FC Porto, o objetivo claro de cada um dos conjuntos era utilizar o troféu como vitamina para os próximos meses.
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“Fazer o tri na Taça? São momentos diferentes e equipas diferentes, mas este grupo tem muita ambição. É uma final e as finais são para vencer. Amanhã vamos estar aqui de uma forma muito ambiciosa. Hoje fizemos um bom jogo, mas amanhã tem de ser ainda melhor”, disse Fernando Sá, treinador dos dragões que em dezembro perdeu a Supertaça para o Benfica, depois da meia-final.
“Neste momento, a equipa já consegue gerir resultados e estamos muito satisfeitos com a vitória. Queríamos muito estar na final e conseguimos isso. O Sporting é um clube grande e gosta de estar nas finais. Não interessa ganhar a meia-final se chegarmos à final e não ganharmos. Vamos fazer tudo para tentar ganhar, sabendo que do outro lado está uma grande equipa”, defendeu Luís Magalhães, técnico dos leões que procurava levar o clube até uma conquista que escapa desde 2022.
Assim, em Albufeira, o FC Porto começava com Javian Davis, Jhonathan Dunn, Wesley Washpun, Cornelius Hudson e Robert Beran Jr., sendo que o primeiro, poste norte-americano de 26 anos, tinha saído lesionado da meia-final, onde foi MVP. Já o Sporting arrancava com Brandon John, Maleeck Harden-Hayes, Francisco Amarante, Claude Robinson e Stephan Swenson.
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Os leões entraram melhor, alcançando as primeiras vantagens significativas do primeiro quarto, mas os dragões responderam rapidamente e chegaram à reviravolta ainda dentro dos 10 minutos iniciais (25-23). A equipa de Fernando Sá levou o ímpeto para o segundo período e chegou a ter seis pontos de vantagem, mas o conjunto de Luís Magalhães imitou o que o adversário tinha feito anteriormente e também reagiu na ponta final, acabando por chegar ao intervalo com apenas um ponto de desvantagem (46-45).
O Sporting voltou muito melhor do balneário, com especial preponderância para as exibições de Francisco Amarante e Diogo Ventura, que distribuíram triplos ao ponto de os leões terem chegado aos inéditos nove pontos de vantagem com menos de quatro minutos disputados. O FC Porto reagiu, muito à boleia de cinco pontos consecutivos e de dois triplos de Cornelius Hudson, e as duas equipas seguiram para o quarto e derradeiro período separadas por quatro pontos (69-73).
Aí, Jhonathan Dunn teve de ser assistido no balneário depois de ficar a sangrar do sobrolho na sequência de um lance com algum aparato, deixando os dragões mais limitados, e a verdade é que os leões já não deixaram fugir a vantagem — com Francisco Amarante, com 22 pontos, cinco triplos e seis assistências, em claro destaque. O Sporting venceu o FC Porto e conquistou a Taça de Portugal de basquetebol pela nona vez e pela primeira desde 2022 (84-86), colocando um fim na hegemonia que os dragões demonstraram na competição nos últimos dois anos e alcançando novamente um troféu depois de três anos de jejum após a Taça Hugo dos Santos de 2023.
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