Não foi uma estreia ideal, mas foi uma estreia positiva olhando para todas as circunstâncias. Depois da queda na qualificação e da oitava posição na corrida de sábado, Miguel Oliveira ficou em sétimo na corrida de domingo e cumpriu o primeiro fim de semana no Campeonato do Mundo de Superbikes com um aproveitamento que permite ter ambição.
Em Phillip Island, na Austrália, Miguel Oliveira repetiu a façanha de sábado e voltou a realizar uma prova de autêntica recuperação: depois de ter caído na qualificação para a Corrida 1, arrancando no 21.º e último lugar da grelha de partida, a BMW do piloto português teve problemas elétricos na Superpole de domingo, uma espécie de sprint, e não foi além da 18.ª posição. Já na Corrida 2, novamente a partir em último e debaixo de condições muito complicadas devido à chuva intensa que caía no circuito australiano, Oliveira conseguiu melhorar a prestação do dia anterior e terminar em sétimo, logo atrás do colega de equipa Danilo Petrucci.
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Mais à frente e na confirmação do domínio absoluto que demonstrou ao longo de todo o fim de semana, o italiano Nicolò Bulega ganhou e juntou a corrida de domingo à de sábado, que também venceu, enquanto que Axel Bassani e Álvaro Bautista completaram o pódio. Depois de cruzar a meta, como também já era normal no MotoGP, Miguel Oliveira fez uma análise abrangente aos primeiros dias de competição nas Superbikes.
“Tenho de dizer que fazer esta recuperação nestas condições totalmente molhadas foi a coisa mais difícil que tive de fazer, porque a visibilidade era muito fraca. As condições foram no limite do perigoso para nós. Mas conseguimos manter-nos na mota, o que por si só já foi um feito. Não conseguia ver muito bem, mas pelo menos as motas têm algumas luzes e eu avaliava mais ou menos onde podia travar”, explicou o piloto natural de Almada.
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Com os oito pontos de sábado e os nove de domingo, Miguel Oliveira tem agora 17 pontos depois do primeiro fim de semana nas Superbikes, estando no oitavo lugar do Campeonato do Mundo. A próxima etapa é em Portugal, no Circuito Internacional do Algarve em Portimão e a 28 e 29 de março, e o português está naturalmente entusiasmado com a ideia de volta a correr em território nacional.
“Não é certamente o lugar onde queremos estar, mas dadas as circunstâncias fizemos o melhor possível. Vamos para Portimão com a cabeça erguida, definitivamente, porque fizemos um bom trabalho a melhorar com a mota e ainda temos dois dias antes da corrida. Tenho a certeza de que vamos mostrar muito mais competitividade lá”, acrescentou.
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