Os sete segundos eram curtos, mas acabaram por ser suficientes: Juan Ayuso venceu no alto do Malhão na última etapa da Volta ao Algarve e conquistou a prova, começando a nova temporada na nova equipa com um triunfo. O espanhol da Lidl-Trek, antigo companheiro de equipa de João Almeida na Emirates, bateu no sprint final Oscar Onley e também Paul Seixas, confirmando o primeiro lugar da classificação geral.
João Almeida, por sua vez, ficou no quarto lugar da etapa a quatro segundos de Juan Ayuso. O ciclista português ainda atacou a cerca de 38 quilómetros da meta, na primeira passagem pelo alto do Malhão, mas não conseguiu mesmo melhorar o terceiro lugar em que já estava, ficando ainda atrás de Paul Seixas, que terminou a Volta ao Algarve a 14 segundos do espanhol. Logo depois de terminar a etapa, João Almeida mostrou-se satisfeito com o primeiro teste do ano.
https://twitter.com/VoltAlgarve/status/2025601005094641900
“Sinto-me bastante bem, estou em forma. Preocupado? Nunca estou preocupado. Sei muito bem ao que venho e acho que continuo em boa ascensão. É sempre bom subir ao pódio em casa e estou orgulhoso da minha consistência”, disse o ciclista, que ficou a 59 segundos de Juan Ayuso e repetiu o pódio do ano passado, sendo que em 2025 terminou a Volta ao Algarve no segundo lugar e atrás de Jonas Vingegaard.
Ainda antes de partir para a última etapa, porém, João Almeida já tinha deixado claro que seria difícil chegar à liderança da classificação geral. “Claro que será uma etapa bastante difícil. Não tão longa, mas será um dia difícil. Não deve haver diferenças absurdas, mas vamos dar o nosso melhor. Uma vitória na classificação geral é possível, claro, mas é muito difícil. Acho que a maior diferença desta vez foi de 20 segundos, há muito tempo. Mas nunca se sabe, vou dar o meu melhor”, atirou.
https://observador.pt/especiais/nao-quero-ficar-como-promessa-quero-ganhar-de-verdade-depois-de-um-2025-quase-ideal-joao-almeida-vai-atras-de-um-2026-ainda-melhor/
A etapa deste domingo ficou muito marcada por várias fugas, com o francês Julian Alaphilippe a ser o derradeiro resistente — só foi alcançado a 16 quilómetros da meta e na passagem pela penúltima subida, de terceira categoria. Os 148,4 quilómetros que começaram em Faro, com muito sol e algum calor, terminaram então no alto do Malhão e com o sprint vitorioso de Juan Ayuso, que tinha a camisola desde que ganhou o contrarrelógio na terceira etapa e juntou a Volta ao Algarve aos triunfos alcançados no País Basco (2024) e no Tirreno-Adriático (2025).
No vasto lote de portugueses em prova, para além do terceiro lugar de João Almeida, o jovem António Morgado terminou a Volta ao Algarve na 13.ª posição, seguido de Emanuel Duarte (26.º), Afonso Silva (28.º) e Lucas Lopes (42.º) na lista das melhores classificações nacionais. Ivo Oliveira, Rui Oliveira e Iuri Leitão, os outros três nomes mais mediáticos, terminaram em 70.º, 88.º e 100.º, respetivamente.
https://twitter.com/Eurosport_ES/status/2025597545431380228