O Presidente dos EUA, Donald Trump, anunciou na noite de quinta-feira que vai divulgar documentos secretos sobre extra-terrestres, numa resposta ao “enorme interesse” pelo tema despertado após as declarações de Barack Obama, que deu a entender que foi provada a existência de vida extraterrestre, noticiou o Politico.
“Tendo em conta o enorme interesse demonstrado, instruirei o Secretário da Guerra e outros departamentos e agências relevantes a iniciar o processo de identificação e divulgação de arquivos governamentais relacionados com alienígenas e a vida extraterrestre, fenómenos aéreos não identificados (UAP) e objetos voadores não identificados (OVNI), bem como toda e qualquer outra informação relacionada com estes assuntos altamente complexos, mas extremamente interessantes e importantes”, afirmou Trump na rede social Truth Social.
A decisão surge na sequência das críticas de Donald Trump ao seu antecessor, que afirmou que os alienígenas são “reais”, alegando que Obama terá divulgado “informações classificadas”.
Em declarações aos jornalistas a bordo do Air Force One, Trump afirmou que o antigo Presidente dos EUA cometeu um “grande erro”, sem especificar quais os comentários que teriam sido incorretos ou violado regras de sigilo governamental.
“Não sei se eles são reais ou não. Posso dizer que ele divulgou informações classificadas”, referiu. “Ele não devia fazê-lo.”
https://twitter.com/nicksortor/status/2024578609252360317
Barack Obama, por sua vez, tinha afirmado de forma aparentemente casual, numa entrevista com o podcaster Brian Tyler Cohen publicada no sábado, que os aliens “são reais”. Mais tarde, esclareceu nas redes sociais que a sua breve declaração não se baseou em informações confidenciais, explicando que, embora o universo seja vasto e a vida lá fora seja provável, as distâncias tornam pouco provável que tenhamos sido visitados, e que durante a sua presidência não encontrou qualquer evidência disso.
https://observador.pt/2026/02/16/obama-disse-que-aliens-sao-reais-mas-viu-se-obrigado-a-justificar-durante-a-minha-presidencia-nunca-vi-nenhuma-prova/