O feminismo, esse movimento político de esquerda profundamente enraizado no marxismo, sequestrou o Dia Internacional da Mulher, convertendo o 8 de Março num palanque barulhento de propaganda ideológica. Ali se repetem mentiras embaladas em vitimismo, se promove o aborto livre como supremo direito e se impõe a ideologia de género como verdade absoluta, destruindo a ordem natural entre homens e mulheres. Com o 8 de março de 2026 a aproximar-se — marcado por eventos como o Woman Summit em Cascais (6 a 8 de março), palestras em Almada e outros concelhos —, é imperativo arrancar a máscara a essas narrativas tóxicas que há décadas envenenam a sociedade.
O feminismo grita que as mulheres foram eternamente escravizadas e os homens opressores natos — uma fábula que recicla o ódio de classes marxista, agora travestido de guerra de sexos. Mas a história real desmente essa vitimização fabricada. Em Portugal, rainhas como D. Teresa no século XII governavam com mão firme, D. Filipa de Lencastre moldava dinastias, e na Idade Média mulheres geriam terras, heranças e processos judiciais, como prova a historiadora Maria Helena da Cruz Coelho. Rainhas como D. Maria I reinaram sem tutor masculino. Hoje, em 2026, as mulheres ocupam 34% dos lugares na Assembleia da República (77 deputadas nas legislativas de 2025). Avanços reais aconteceram sem precisar das quotas forçadas que o feminismo impõe como castigo ao mérito.
Outra mentira nauseabunda é que todas as grandes escritoras do passado eram feministas radicais prontas para a revolução. Pura apropriação ideológica! Florbela Espanca sangrava angústia pessoal na poesia, sem se curvar a bandeiras colectivas; Sophia de Mello Breyner Andresen erguia a beleza e a dignidade humana, não ideologias de género. Ana de Castro Osório e Adelaide Cabete lutaram por direitos, sim, mas o feminismo actual rouba-lhes a voz para calar as mulheres conservadoras que sempre defenderam a família e a complementaridade entre sexos.
No presente, a ideologia de género e a linguagem neutra são armas do feminismo marxista para demolir a biologia e semear confusão. “Todes”, “el@s” — aberrações linguísticas impostas pela esquerda para apagar a realidade do homem e da mulher. Enquanto isso, o verdadeiro drama continua: em 2025, até Setembro, 25.327 queixas de violência doméstica (recorde dos últimos sete anos, segundo a CIG), com 18 mortes (16 mulheres e 2 homens) e pelo menos 24 mulheres assassinadas até Novembro (dados da UMAR). Mas o feminismo prefere gritar por linguagem inclusiva do que proteger vidas reais.
Portugal sofreu profundas mudanças após 1974. As feministas de plantão fazem questão de nos lembrar que, sob o Estado Novo, as mulheres casadas precisavam de autorização marital para certas profissões ou viagens ao estrangeiro, mas nunca nos informam de que essas restrições não eram não exclusivas de Portugal. França (até 1965), Espanha franquista (permissão marital até aos anos 70), Alemanha Ocidental (até 1977), Itália, Áustria e Suíça mantiveram normas idênticas, herança de códigos napoleónicos e visões tradicionais do casamento. A verdadeira igualdade jurídica chegou a Portugal após a Revolução, mas veio embrulhada em veneno: a legalização do divórcio em 1975 e do aborto em 2007 não foram libertações — foram golpes brutais contra a família. O divórcio facilitou a destruição em massa dos lares, outrora sagrados, deixando, na grande maioria dos casos, as mulheres com o encargo quase exclusivo dos filhos e sem uma rede de suporte económica ou familiar que lhes permitisse ficar em casa a criar e educar as crianças. Milhares de mães portuguesas acabaram empobrecidas, forçadas a trabalhar em empregos precários ou a tempo parcial, acumulando dupla e tripla jornada, enquanto os ex-maridos muitas vezes se livravam das responsabilidades financeiras e afectivas. O que o feminismo vendeu como “autonomia” transformou-se, para muitas, em solidão, pobreza e sobrecarga esmagadora — uma tragédia que continua a marcar gerações.
E quanto à tão badalada “diferença salarial”? O feminismo adora brandir números como 12,5% ou mais (dados recentes do Barómetro das Diferenças Remuneratórias e relatórios de 2025) para gritar discriminação. Mas em Portugal, nenhum patrão é tão burro que pague mais a um homem do que a uma mulher pelo mesmo trabalho, mesma carga horária e mesmo tempo de serviço. Isso seria suicídio económico: qualquer empresa racional pagaria o mínimo possível pelo mesmo desempenho, independentemente do sexo. A suposta “diferença salarial” não se deve ao sexo — é consequência directa das escolhas das próprias mulheres: sectores menos remunerados (saúde, educação, cuidados), trabalho a tempo parcial (para conciliar família), interrupções de carreira por maternidade e menor progressão para cargos de topo por priorizarem a família. Não se pode continuar a contar o tempo em que uma mulher esteve de baixa de parto (ou licença parental) como se fosse “trabalho efectivo” e depois concluir que, naquele ano, “os homens receberam mais”. Isso é manipulação estatística pura! A diferença surge de opções de vida, não de ódio patriarcal ou discriminação deliberada. Estudos ajustados (como os do ISEG) mostram que, controlando por factores objectivos como antiguidade, habilitações e profissão, grande parte do fosso desaparece ou reduz-se drasticamente — o resto explica-se por segregação sectorial e escolhas pessoais, não por sexismo sistémico.
Hoje persistem feridas reais: mais de 70% das vítimas de violência doméstica são mulheres, a natalidade despenca porque o feminismo empurra carreiras acima da família. O Índice de Igualdade entre ambos os sexos do EIGE dá a Portugal 63,4/100 em 2025 — progresso sim, mas a que custo? A baixa natalidade, a solidão das mães solteiras, a sobrecarga feminina não são “conquistas”; são consequências trágicas de uma ideologia que despreza a natureza e a vocação materna.
Sem o feminismo de esquerda, as mulheres já governavam (rainhas regentes), já votavam (Carolina Beatriz Ângelo em 1911), já escreviam com genialidade. As quotas e a paridade são discriminação reversa disfarçada de justiça — preferimos o mérito, não a engenharia social.
Chega de mentiras. O Dia da Mulher em 2026 não pode ser mais um circo ideológico. É tempo de desmascarar o feminismo como a força divisória e destruidora que realmente é: uma ideologia que mata bebés, despedaça famílias e escraviza mulheres sob o pretexto de as libertar. A verdadeira liberdade das mulheres portuguesas só virá quando se libertarem, de uma vez por todas, do jugo opressivo e mortífero do feminismo.