Sozinho e farto do bullying que dizia sofrer na escola, Lucas procurou na internet uma comunidade que o fizesse sentir integrado. No fórum Discord, o brasileiro de apenas 16 anos encontrou o “The Kiss”, um grupo liderado por um português onde a violência era a palavra de ordem. O Gotter (deus em alemão), como era conhecido o líder da comunidade, alicerçou o seu poder na manipulação: levou outros jovens a automutilarem-se e a matarem animais de estimação. Mas Lucas teve em mãos a “missão” mais trágica.
Para Lucas, o líder português era um “deus” a quem quis agradecer através de um atentado na Escola Estadual Sapopemba, onde estudava. “Eles [deuses: os administradores do grupo] pediram para eu fazer o massacre, então eu fiz”, justificou, depois de ter matado uma colega de 17 anos, à queima roupa, com um tiro na nuca — deixou outros três colegas feridos.
Depois do atentado, descreve o Ministério Público na acusação a que o Observador teve acesso, Matias (nome fictício) destacou a imagem de Lucas no grupo e enalteceu o seu feito. “Tem o meu respeito, matou a ‘mina’ que fazia bulling com ele [sic.]”. As autoridades, portuguesas e brasileiras, acabaram por encontrar o alegado autor moral do atentado e descobriram que este massacre era apenas a ponta de um icebergue que escondia, segundo o MP, violência contra animais, incentivos à violência e pornografia de menores.
O jovem português que terá criado e liderado este grupo tentou manter o anonimato. Os restantes utilizadores conheciam-no sobretudo como “Mikazz”, mas a PJ descobriu a verdadeira identidade do menor que, a partir do seu quarto em Santa Maria da Feira, comandou o “The Kiss”. Quase dois anos depois de ter sido detido, o arguido que está a cumprir prisão preventiva no Estabelecimento Prisional de Leiria começa a responder, esta quinta-feira, por mais de 250 crimes, de instigação de homicídios a associação criminosa, de incitamento ao suicídio a pornografia de menores agravado.
Ao Observador, Carlos Duarte, advogado do jovem, defende que o julgamento foi demasiado “empolado” e que o seu cliente “está a ser utilizado como um exemplo”. “Irritou-me solenemente que o MP e a PJ andem em conferências a falar neste processo”. O tema foi abordado numa recente conferência da PJ sobre radicalização, onde foi transmitido um vídeo explícito do atentado em Sapopemba. “Nunca houve uma reserva ou alguma prudência sobre o andamento do processo”.
O advogado admite que o arguido está “ansioso” e que pretende falar no julgamento, mas não necessariamente nesta primeira sessão que se realiza às 9h30 no Tribunal de Santa Maria da Feira.
Alguns termos utilizados na acusação e neste texto
Tal como na acusação, reproduzimos aqui um pequeno glossário de alguns termos utilizados pelo jovem investigado e pelos membros do grupo “The Kiss”, para melhor compreensão de algumas frases.
Rodar – ir preso ou ser notado pelas autoridades;
Based – alguém (ou algo) digno de reconhecimento;
CP – Pornografia de menores (child pornography);
Gore – Fotografias ou vídeos que incluem violência;
Lulz – Apesar de não ter um único significado, é usado, neste contexto, sobretudo para referir atividades de diversão com sofrimento alheiro — de pessoas ou animais
Da criação do grupo à violência gravada. Como o jovem liderou o “The Kiss” a partir de Santa Maria da Feira
Matias ainda era menor quando decidiu criar o grupo no Discord. Com pais divorciados, dividia o tempo entre a casa do pai e da mãe, mas era com esta última que passava a maior parte do tempo. A partir do seu quarto, numa casa em Santa Maria da Feira, chegou virtualmente ao Brasil quando criou, antes de agosto de 2023, o “The Kiss”, que reunia a maior parte da sua atividade no Discord, mas também estava presente no Telegram, no TikTok, no Instagram e no Facebook.
Tanto na casa da mãe — onde vivia também outro irmão e o padrasto — em Santa Maria da Feira, como na do pai, em Gondomar, o jovem acedia à Internet pelo computador, ou por um dos dois telemóveis que possuía. Quando foi detido pelas autoridades, o estudante de um curso de Técnico Especialista em Manutenção Industrial/Mecatrónica tinha na sua posse dois telemóveis Xiaomi e um papel com o código de um deles (o outro encontrava-se desbloqueado).
Não sendo descrito pelas autoridades como um perito em tecnologia, sabia o suficiente para navegar anonimamente (através de uma VPN) e passava muito tempo online, incluindo de noite. Entre a criação do grupo e a detenção, o jovem português criou várias contas anónimas e pediu a outros jovens, sobretudo brasileiros, para lhe criarem contas, de forma a não ser identificado.
“Mikazz”, “VERDADEIROMIKAZZ”, “AUAUDALOLO”, “SLKSLKSLKSLKSLKSLK1” ou “KURTZ”, são alguns dos utilizadores que a polícia conseguiu associar ao arguido. Nas conversas do grupo no Telegram, assumiu-se sempre como o dono do “The Kiss”, cargo que não era discutido pelos integrantes que eram, quase na totalidade, brasileiros. Entre os nove membros identificados na acusação, há apenas uma jovem portuguesa com um papel relevante no grupo, mas que, por ter ainda hoje menos de 16 anos, é inimputável criminalmente, pelo que não é admissível a instauração de um procedimento criminal.

A liderança pouco contestada estava estruturada numa hierarquia bem identificada, por nomes e códigos, de todos os integrantes e constituída desde o início da criação do grupo. A missão estava à vista e não era escondida, tanto que na descrição do Telegram o objetivo estaria bem identificado: “massacres escolares, tortura animal, entre outros”, descreve a acusação.
A presença em várias plataformas era comprometida pelos servidores que, ao detetar conteúdos sensíveis, iam banindo este grupo, que saltitava de aplicação em aplicação — desde o Instagram, mais usado para conversas entre membros, ao Telegram, com conversas mais secretas, ou ao Discord, que reunia a maioria dos conteúdos partilhados, inclusive vídeos de ações violentas instigadas, segundo o MP, por Matias.
O objetivo, de acordo com a acusação, estava bem definido pelo português: criar um grupo para recrutar jovens com tendências iguais às suas, sobretudo um enorme fervor pela violência. Nas conversas, mais do que defender ou promover a violência, o “Gotter” instigaria a ataques violentos — fosse automutilação, ataques a animais ou massacres em escolas. Para conseguir que estas “missões” fossem realizadas, aproveitava a fragilidade psicológica dos integrantes do “The Kiss”. Quando estes duvidavam da necessidade destes atos, eram ameaçados.
Matias seria, para o MP, verdadeiramente omnipresente neste grupo. Controlava quem entrava ou saía, quem poderia administrar, quem poderia autorizar outras entradas ou saídas, além dele. Ninguém estava impedido de subir na hierarquia. Como? Respeitando as regras: enviando vídeos ou fotografias de atos violentos, ou qualquer outra coisa que fosse pedida por este alegado líder. Nesse sentido, chegou a fazer um aviso: “mandar gore” (enviar conteúdo com sangue, violência ou mutilação) estava nas regras, assim como “mandar CP” (que significa pornografia infantil).
Entre os atos cometidos ou partilhados no grupo por suposta ordem de Matias encontram-se transmissões ao vivo de atos violentos, como agressões a animais, decapitação de ratos, gatos, galinhas, pintainhos, que levaram à sua morte ou mutilação; além de jovens a beber detergente e a automutilarem-se. O dono do grupo estaria quase sempre presente: dizia como se deviam cortar, que lâmina usar ou o que fazer aos animais, tudo, segundo o MP, para exprimir o seu prazer pela violência pelo controlo dos outros membros do “The Kiss”.
Quem cometia estes atos, não só ganhava a aprovação do “Gotter” como ainda era promovido. Não poucas vezes, o português ameaçou divulgar fotos ou vídeos já na sua posse, bem como documentos pessoais, ao público em geral ou aos pais desses jovens, caso eles recusassem participar nas atividades, ou caso mudassem de ideias. Foi cimentando a sua liderança com uma atitude implacável e uma postura vingativo. Numa das ocasiões, chegou a ameaçar um brasileiro que expôs o grupo através de um vídeo no YouTube.
Mais do que o criador do grupo, seria o mentor de toda a violência: ajudou na preparação dos crimes, aconselhou e deu instruções específicas, acusa o MP.
Alguns dos cargos do grupo
O grupo tinha uma estrutura bem organizada e cada um sabia o seu cargo, identificado por nomes e cores diferentes.”Gotter”, “Helfer”, “Pop”, “Sow”, “Kill”, “Vendedor de CP”, “Superior”, “Intermediário”, “Based”, “Sudita”, “Inferior” são os cargos, segundo a acusação.
O “Gotter” era o cargo mais elevado, assumido por Matias, que tinha domínio sobre o grupo e a sua vontade sobrepunha-se sempre à vontade individual de cada membro.
A outra portuguesa do grupo era “sow”, um cargo dado a quem fizesse algo relevante ou considerável para o “bem do servidor”.
O cargo “Kill” era dado aos executores de ações violentas. “Sudita” era, por regra, o primeiro cargo e era atribuído sobretudo às raparigas que aceitavam exibir imagens de nudez para os superiores.
Começou pelos ataques a animais antes de chegar aos massacres. Atos de violência eram transmitidos em direto
“Lulz confirmado amanhã às 13 de gato e corte. Hoje talvez tenha não sei, mas amanhã confirmado”, escreveu Matias no grupo, de acordo com a acusação a que o Observador teve acesso. Menos de um mês depois, o arguido terá partilhado um vídeo de mais de sete minutos com a morte de um animal. “Lulz de ontem. Podem derrubar no Discord, isso não afeta em nada, a gente continua do mesmo jeito”.
A defesa da violência alegadamente promovida pelo líder do grupo teria o objetivo, segundo o MP, de dar ao “The Kiss” uma dimensão nacional e internacional. Por isso, pedia sempre aos autores dos atos violentos para partilharem com os restantes membros. Numa das ocasiões relatadas, ameaçou um jovem de que se não cortasse a cabeça a um gato, a sua identificação iria ser revelada. O menor teve receio e acabou por cometer vários atos violentos em diferentes gatos.
A outra jovem portuguesa, com quem o arguido terá desenvolvido uma relação de amizade e de admiração mútua, também terá conseguido a sua promoção e respeito dentro do grupo depois de ter atacado a sua gata de estimação.
Às raparigas que entravam no grupo, além de vídeos de automutilação, Matias exigia vídeos íntimos, que depois usava como chantagem para que elas realizassem as “missões” que ele defendia. De acordo com o MP, chegou a criar um canal dentro do grupo do Discord unicamente destinado a expor dados pessoais e imagens das jovens que não obedeciam às ordens.
Aproveitando a fragilidade psicológica dos jovens que procuravam aquele grupo para se sentirem integrados, o português terá chegado também a manipular jovens, sem sucesso, para que se suicidassem em direto, com o pretexto de que tal iria aumentar o interesse de mais membros no “The Kiss”. Para o MP, o comportamento criminoso de Matias (conhecido por alguns dos integrantes do grupo como “Fuhrer”) alastrava-se à forma discriminatória como tratava diferentes minorias — com homofobia e racismo — e sobretudo as mulheres. Nas conversas que mantinha no Discord, tratava as raparigas de humilhante e manipuladora, e partilhava várias fotografias com símbolos nazis.
O mediatismo, como tanto apregoava o líder do grupo, acabou por chegar através da preparação de massacres em diferentes escolas no Brasil. Em três ocasiões o plano saiu frustrado pela atenção das autoridades, mas num dos casos não foi possível prever a ação de um jovem e outra menor acabou por ser morta a tiro.

Jovem português queria tornar grupo mediático. “The Kiss” conseguiu atenção de todos após massacre em escola no Brasil
Matias teria, segundo o MP, a lição bem estudada. Sabia que era mais possível ter sucesso no seu trabalho de persuasão se os menores estivessem em condições mentais mais frágeis. Por isso, fazia mira ao bullying e dizia às vítimas de violência na escola que a única forma de responder seria com violência, novamente com o pretexto de, assim, ascenderem na hierarquia do grupo. Além do ataque, era fundamental outra coisa: que houvesse sempre uma menção nestes atentados ao “The Kiss”, sempre com o mediatismo como objetivo.
Assim, quando Lucas procurava um local onde finalmente se sentisse integrado, o grupo liderado a partir do outro lado do Oceano Atlântico foi uma escolha fácil. Além disso, partilhava das ideias radicais e violentas do arguido, bem como uma admiração pela sua liderança. A acusação descreve que o brasileiro de 16 anos disse a Matias que queria matar pessoas da sua escola por ser vítima de bullying e para se sentir poderoso por poder controlar a morte de alguém.
O “Gotter” aproveitou. Incentivou-o e, acima de tudo, orientou-o na escolha da arma e foi mantendo o contacto para perguntar sobre os passos a seguir, de forma a garantir que estava tudo controlado. Nas conversas entre os dois, segundo o MP, Matias reforçou a importância de este crime ser gravado. Terá explicado a importância do massacre, uma vez que o grupo estava parado há algum tempo, com pouca ação, e que assim iria ganhar finalmente alguma visibilidade.
Assumindo um alegado papel de mentor de Lucas, o português não deixou o assunto cair em esquecimento e outros membros terão reforçado as consequências que o jovem brasileiro poderia sofrer caso mudasse de ideias. Depois de o autor dos disparos ter partilhado imagens da arma e da balaclava que ia usar, bem com da escola onde o atentado iria decorrer, o arguido criou uma “call” em direto, no dia agendado. “Vai ter massacre agora”, escreveu. Nessa chamada, todos poderiam ver Lucas com o seu revólver .38 e quatro munições.
Na escola, o brasileiro dirigiu-se à zona das salas de aulas e disparou quatro vezes contra quatro jovens. Matou Giovanna da Silva, de 17 anos, com um tiro na nuca à queima-roupa. Acertou ainda noutros três jovens, que ficaram feridos. Tudo terá sido seguido pelo grupo, descreve a acusação.
Para o MP, Lucas nunca teria cometido este ato se não tivesse sido “incentivado” e “orientado” pelo português, que depois enalteceu o brasileiro entre os vários seguidores. “Based pra car**** tem meu respeito @everyone matou a mina que fazia bullying com ele”, escreveu, divulgando ainda várias imagens a louvar a coragem do autor do atentado.
As reações não tardaram e um dos membros do grupo chegou a lamentar ter sido apenas uma morte. “Pelo menos 5…”. No Discord, Matias terá assumido a autoria moral do ataque. “Eu apenas incentivei e falei para ele entrar na call”. Começou logo a prever a possibilidade de ser detido e pareceu desfrutar dessa hipótese, lembrando que a sua identidade não iria ser revelada, mas o grupo iria ser falado, uma vez que são casos raros em Portugal, terá dito.
Em resposta, outra utilizadora disse que seria difícil ele ser detido, por estar fora do Brasil. O caso chegou rapidamente às notícias brasileiras, que revelaram mensagens exclusivas do grupo. “Rodei [fui apanhado]”; “It’s me”, admitiu, sobre essas conversas.
Mas a atenção não pareceu travar as intenções de Matias, bem pelo contrário. Depois deste ataque terá incentivado outros três, também no Brasil — com um jovem de 13 anos (que recusou suicidar-se e acabou por levar uma faca para a escola); outro de 12 e uma jovem de 14. Foram todos travados pelas autoridades.

Depois dos massacres, grupo chegou a preparar morte de mendigo, que seria transmitida. Espectadores teriam que pagar para ver
Na primeira reação à detenção em Portugal, o diretor da PJ assumiu que Matias estaria a preparar um novo ataque. “Um dos crimes que estava a ser planeado no Brasil era o cometimento de um homicídio com detalhes de elevado sofrimento de um mendigo”, explicou Luís Neves aos jornalistas.
O caso também vem relatado na acusação consultada pelo Observador na véspera do arranque do julgamento. Segundo o MP, o português terá tido o apoio de outras duas pessoas (entretanto detidas) para planear este ataque no Brasil. Este crime, como o massacre nas escolas, seria transmitido em direto para o grupo. No entanto, desta vez, Matias queria cobrar uma taxa aos espectadores.
O alegado plano não chegou a ser concretizado e o grupo terá sido desmantelado com a detenção, em maio de 2024, do suposto líder. Desde então, o jovem foi colocado em prisão preventiva. Está, neste momento, no EP de Leiria, de onde sairá na manhã desta segunda-feira para responder em tribunal pelos vários crimes.
A grande maioria (mais de 200), diz respeito à posse de ficheiros de pornografia de menores. O jovem guardava estes conteúdos numa pasta criada numa aplicação online. Pelo menos 205 ficheiros dizem respeito a conteúdos que envolvem menores de 14 anos, outros 18 a menores de 16 e um a menores com idades entre os 16 e os 18.
“Estou vendendo de novo conteúdo pornográfico infantil, interessados é só chamar no privado”, chegou a anunciar, admitindo, segundo o MP, a venda de conteúdos “inequivocamente” pornográficos. Terá criado ainda um canal no grupo de Discord destinado exclusivamente a vender vídeos e fotografias que mostravam desde bebés a jovens.
“As pessoas criaram a imagem de um monstro”, denuncia advogado de Matias
Para o advogado de Matias, o seu cliente não passa de um jovem “normal”. “As pessoas criaram a imagem de um monstro, mas amanhã [no julgamento] basta olhar para o miúdo e as pessoas retiram as ilações. É um miúdo, ponto final”. Carlos Duarte, que admitiu ao Observador que não deverá pedir “exclusão de publicidade”, assumiu alguma “expectativa com o caso”. “Não deixa de ser um miúdo pertencente a um grupo como há milhares”.
Fonte da Comarca garante ao Observador que, para já, não está equacionada a hipótese de o julgamento decorrer à porta fechada, “sem prejuízo de poder vir a ser tomada decisão nesse sentido no início da audiência.”
Os peritos que analisaram o comportamento do jovem descrevem um arguido sem “doença psiquiátrica”, mas com traços disfuncionais de personalidade e uma banalização das suas ações, com um distanciamento afetivo dos factos que lhe são imputados. Admitem uma personalidade antisocial, mas caracterizam-na como um “modo de ser” e não “uma anomalia psíquica”. É introvertido, reservado e evita situações sociais. Apesar de não ser psicopata, destacam alguns traços descritivos de psicopatia, como superficialidade afetiva, ausência de empatia e não acatamento de responsabilidades.
Matias, já maior de idade, chega na manhã desta quinta-feira para responder pelos crimes que lhe são imputados e que terão acontecido através do meio que mais apreciava, o digital. O MP entende que o uso excessivo da Internet e a dependência dos jogos terão contribuído para a dessensibilização da violência.
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