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(A) :: Mikaela ainda foi a tempo do tão esperado regresso triunfal: Shiffrin vence slalom e volta a conquistar medalha olímpica oito anos depois

Mikaela ainda foi a tempo do tão esperado regresso triunfal: Shiffrin vence slalom e volta a conquistar medalha olímpica oito anos depois

Depois de chegar ao trono da Taça do Mundo, Shiffrin pode finalmente respirar de alívio nos Jogos Olímpicos. Norte-americana dominou slalom com primeira descida fenomenal e voltou a conquistar o ouro.

Tiago Gama Alexandre
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Foi preciso esperar pelo último dia do esqui alpino para se ver Mikaela Shiffrin de regresso ao topo da modalidade. A norte-americana é considerada uma das melhores esquiadoras da história e não é para menos, já que o recorde de triunfos em Taças do Mundo pende claramente para o seu lado (108 vitórias). A juntar a isso, venceu todos os sete slaloms realizados na presente temporada. Contudo, numa história que se tem repetido ao longo dos últimos oito anos, a atleta de 30 anos teimava em falhar quando chega aos Jogos Olímpicos, aquele que é para muitos o principal palco da modalidade. A partir desta quarta-feira essa suposição faz parte do passado, já que, na última prova do esqui alpino em Milão-Cortina-2026, Shiffrin chegou à tão esperada medalha de ouro, depois de ter conseguido três medalhas e cinco top 5 nas suas cinco primeiras provas olímpicas.

https://observador.pt/2026/02/11/comecou-bem-acabou-a-31-centesimos-do-ouro-e-esta-ha-oito-anos-em-jejum-olimpico-shiffrin-a-dominadora-que-teima-em-falhar-nos-jogos/

No Centro de Esqui Alpino de Tofane, localizado em Cortina d’Ampezzo, o slalom feminino teve o condão de encerrar as provas do esqui alpino nestes Jogos Olímpicos de Inverno. A prova era aguardada por grande expectativa e com um nome comum: Mikaela Shiffrin que, apesar de ser considerada a principal favorita, tinha “contra” si um passado recente que teimava em acompanhá-la. Por pouco tempo. Na primeira descida, a maior vencedora da história da Taça do Mundo começou por ditar desde logo o ritmo e cimentou o primeiro lugar com um tempo de 47,13 segundos, à frente da alemã Lena Dürr (47,95) e da sueca Cornelia Öhlund (48,13).

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Sem as duas principais adversárias a lutar pelo ouro, a segunda e decisiva descida acabou por ser mais complicada, com a compatriota Paula Moltzan a superar o tempo de Mikaela Shiffrin, que teve mais dificuldades e teve começou melhor resultado o segundo lugar no terceiro ponto intermédio. Ainda assim, esse segundo lugar acabou por traduzir-se numa prova de evolução de velocidade que valeu a Shiffrin a medalha de ouro, com um tempo final de 1.39,10 minutos.

A norte-americana foi, inclusivamente, a única esquiadora a baixar do segundo 40, batendo as rivais por mais de um segundo: Camille Rast (Suíça) ficou a 1,50 e Anna Swenn-Larsson (Suécia) a 1,71. Com este resultado, Shiffrin junta o lugar mais alto do pódio em Milão-Cortina aos dois ouros e à prata que conquistou em Sochi-2014 e em Pyeongchang-2018, consolidando-se, uma vez mais, como das melhores esquiadoras de sempre. Para lá das 108 vitórias em Taças do Mundo, a atleta de 30 anos tem cinco título globais e oito no slalom na competição, bem como oito medalhas de ouro em Campeonatos do Mundo.

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Quem também participou neste slalom foi a portuguesa Vanina Guerillot, que terminou no 45.º lugar (1.55,14) depois de ter sido 52.ª na primeira descida. Com este resultado, a atleta nacional, que tinha sido 41.ª no slalom gigante (melhor resultado feminino de sempre na especialidade), completou pela primeira vez as duas provas do esqui alpino numa edição dos Jogos, depois de não ter terminado o slalom em Pequim-2022. No que concerne a Portugal, esta acabou por ser a última prova em Milão-Cortina, com a comitiva nacional a despedir-se de Itália com o 32.º de Emeric Guerillot, irmão de Vanina, no super-G como melhor resultado na edição deste ano.