No ano passado, 14,3% dos trabalhadores por conta própria, num universo de cerca de 773 mil trabalhadores nesta modalidade, tiveram um único cliente que representou 75% ou mais do rendimento da sua atividade. Ou seja, mostram sinais de dependência económica, de acordo com dados das estatísticas do emprego anuais do Instituto Nacional de Estatística (INE) divulgados esta quarta-feira.
Mesmo assim, esta percentagem de trabalhadores independentes, os chamados ‘recibos verdes’, cujo rendimento é dominado por uma única organização diminuiu em relação a 2024 em 0,7 pontos percentuais.
Além disso, deste total de trabalhadores independentes, 11,4% indicaram que são os clientes quem estabelece o seu horário de trabalho, um indicador de dependência organizacional.
Nos dois casos de dependência — económica e organizacional — estas foram mais prevalecentes entre trabalhadores mais jovens, dos 16 aos 34 anos. No caso da dependência organizacional, esta foi mais elevada entre as mulheres (12,5%) do que entre os homens (10,7%), entre aqueles com ensino secundário ou pós-secundário (13,3%) e no sector dos serviços (12,7%).
No destaque, o INE destaca ainda que do total da população empregada em Portugal, que corresponde a cerca de 5,27 milhões em 2025, 51,1% avaliaram o seu estado geral de saúde como bom. Ainda assim, 0,7% consideraram estar “severamente limitadas por problemas de saúde que as impediam, há pelo menos seis meses, de realizar atividades ou tarefas consideradas habituais para a generalidade das pessoas”.
Já em relação à formação profissional, analisando o universo de pessoas dos 16 aos 74 anos, que corresponde a cerca de 8 milhões de pessoas, 11,9% indicaram ter frequentado educação formal e 30,7% um curso de educação não-formal nos últimos 12 meses.
O INE analisou também a população desempregada, dos 25 aos 64 anos, a frequentar atividades de educação ou formação, que chegou aos 19,5%. Esta percentagem fica a apenas 0,5 pontos percentuais do objetivo mínimo de 20% definido para 2025 no âmbito da Estratégia Portugal 2030.