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O ministro das Finanças israelita, Bezalel Smotrich, da extrema-direita, defendeu o incentivo à saída de palestinianos da Cisjordânia ocupada e da Faixa de Gaza, com o objetivo de estabelecer a soberania israelita sobre estes territórios palestinianos.
“Vamos eliminar a ideia de um Estado árabe terrorista“, declarou o ministro das Finanças numa reunião do seu partido, o Sionismo Religioso, na noite de terça-feira, transmitida pelos meios de comunicação israelitas.
“Vamos cancelar de forma oficial e concretamente os malditos acordos de Oslo e trilhar o caminho para a soberania, incentivando a emigração de Gaza, bem como da Judeia e Samaria [nome bíblico da Cisjordânia]”, afirmou Smotrich.
“Não há outra solução a longo prazo“, acrescentou.
Desde o início do mês, o governo israelita adotou uma série de medidas com o objetivo de aumentar o seu controlo sobre a Cisjordânia, ocupada por Israel desde 1967, incluindo áreas que estavam sob o controlo da Autoridade Palestiniana, de acordo com os acordos israelo-palestinianos de Oslo concluídos na década de 1990.
A situação nos territórios ocupados agravou-se após o início da guerra entre Israel e o grupo palestiniano Hamas, em outubro de 2023, na Faixa de Gaza.
https://observador.pt/2026/02/18/portugal-e-mais-84-paises-condenam-expansionismo-de-israel-na-cisjordania/
Apesar do cessar-fogo, mediado pelos Estados Unidos, estabelecido em 10 de outubro, Israel continua a atacar a Faixa de Gaza e a realizar operações militares na Cisjordânia e em Jerusalém Oriental.
As populações palestinianas também são frequentemente atacadas por colonos israelitas na Cisjordânia.