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(A) :: Autoridades do Minnesota acusam FBI de recusar participar na investigação sobre a morte de Alex Pretti

Autoridades do Minnesota acusam FBI de recusar participar na investigação sobre a morte de Alex Pretti

FBI ainda não entregou nenhuma informação ou prova obtida na investigação sobre a morte do enfermeiro. Autoridades locais classificaram falta de cooperação como "preocupante e sem precedentes".

Manuel Nobre Monteiro
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As autoridades do estado do Minnesota acusaram a agência federal de segurança dos Estados Unidos, o FBI, de recusar participar na investigação sobre a morte de Alex Pretti, o enfermeiro norte-americano que foi morto às mãos de dois agentes federais (um da Patrulha Fronteiriça e outro da Agência de Alfândega e Proteção de Fronteiras) no dia 24 de janeiro, enquanto se manifestava contra as operações anti-imigração na cidade de Minneapolis.

De acordo com o comunicado emitido pelo Gabinete de Investigação Criminal do Minnesota (BCA, na sigla inglesa), citado pela imprensa norte-americana, o FBI ainda não entregou qualquer informação ou prova obtida na investigação sobre o tiroteio, o que fez com que as autoridades locais classificassem a falta de cooperação como “preocupante e sem precedentes“.

“O BCA está empenhado em realizar investigações minuciosas, independentes e transparentes sobre estes incidentes, mesmo que seja dificultada pela falta de acesso a informações e provas essenciais”, lê-se, ainda, na nota.

Também a família de Pretti pediu uma investigação conjunta. “A justiça e a responsabilização exigem uma investigação minuciosa e imparcial para apurar os factos. Uma investigação verdadeiramente conjunta entre o estado e o Governo federal seria um desenvolvimento bem-vindo“, afirmou a família de Pretti num comunicado.

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O BCA anunciou que também está a investigar o caso de Renee Good, que foi morta por um agente do Serviço de Imigração e Alfândega (ICE, na sigla inglesa) no dia 7 de janeiro, e o ataque a um cidadão venezuelano que ficou ferido após uma perseguição de carro. Porém, “ainda não está claro se haverá cooperação ou partilha de informações relacionadas com esses dois casos”, adiantou.