Não foi um arranque de campeão europeu, mas foi um arranque que voltou a recordar a ideia de que nem tudo o que nasce torto tarde ou nunca se endireita. Tal como na temporada passada, o PSG ficou de fora do top 8 da Liga dos Campeões e viu-se obrigado a passar pelo playoff de acesso aos oitavos de final. Tal como na temporada passada, o PSG queria começar nesse playoff a caminhada para conquistar a competição.
Depois dos 14 pontos que culminaram num 11.º lugar, a dois dos 16 que acabaram por ditar a fasquia entre os diretamente apurados e o playoff, a equipa de Luis Enrique cruzava com um Mónaco que amealhou dez ao longo das oito jornadas — e que, pelo meio, foi goleado pelo Barcelona mas também impôs empates a Manchester City, Tottenham e Juventus. Mais do que isso, a equipa de Luis Enrique vinha de uma derrota contra o Rennes, a terceira na Ligue 1, que significou a perda da liderança do Campeonato para o Lens.
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“Existe sempre muito ruído à volta do PSG, temos de aceitar isso. Aliás, já estamos habituados… Amanhã quero ver a melhor versão do PSG. Na época passada foi muito claro, começámos a Liga dos Campeões com a mesma falta de eficácia, mas quando se olham para as oportunidades, significa que fomos superiores ao adversário. É isso que procuramos. Tenho a certeza de que podemos reencontrar isso muito rapidamente, é esse o nosso objetivo. Vimos nas últimas épocas que perdemos o jogo da primeira mão e demos a volta à situação para ganhar na segunda. Não mudamos em nada a nossa mentalidade”, explicou o treinador espanhol.
Assim, no Stade Louis II, Luis Enrique apostava em Vitinha, João Neves e Nuno Mendes no onze inicial, com Bradley Barcola e Kvaratskhelia no apoio a Dembélé, deixando Gonçalo Ramos no banco. Do outro lado, num Mónaco que vinha de uma vitória clara frente ao Nantes, Sébastien Pocognoli lançava Akliouche, Simon Adingra e Golovin nas costas de Folarin Balogun, a referência ofensiva.
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O jogo não podia ter começado pior para o PSG. Logo no minuto inicial, Folarin Balogun apareceu completamente sozinho depois de um cruzamento na esquerda a cabecear para abrir o marcador (1′). Ainda dentro dos 20 minutos iniciais, o avançado norte-americano bisou depois de ser lançado em velocidade e ficar na cara de Matvey Safonov (18′). Vitinha falhou uma grande penalidade ainda dentro da meia-hora (22′) e Dembélé saiu lesionado, numa primeira parte que parecia para os parisienses esquecerem e nunca mais recordarem.
Não foi preciso chegar ao intervalo, porém, para perceber que os campeões europeus estavam em campo. Doué, que tinha entrado para o lugar de Dembélé, reduziu ainda antes da meia-hora, com um remate forte na grande área (29′), enquanto que Achraf Hakimi empatou logo a seguir na recarga a uma defesa de Phillipp Kohn (41′).
O jogo mudou definitivamente logo nos instantes iniciais da segunda parte, quando Golovin foi expulso com cartão vermelho direto na sequência de uma entrada muito dura sobre Vitinha, e Doué acabou por fechar as contas e a reviravolta com mais um remate forte que não deu qualquer hipótese ao guarda-redes (67′). No fim, o PSG venceu o Mónaco e colocou-se em vantagem no playoff de acesso aos oitavos de final da Liga dos Campeões.
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