O Nacional tinha sido uma das equipas que mais dificuldades criara no Dragão durante a primeira volta, o Nacional tinha sido uma equipa capaz de ganhar na Madeira na última temporada ao FC Porto. Apesar dos dois encontros consecutivos sem vitórias, com uma derrota frente ao Casa Pia e um empate no clássico com o Sporting, os azuis e brancos estavam apostados em quebrar a pior série da temporada no Campeonato para reforçarem a liderança da prova e conseguiram na sequência de mais um triunfo pela margem mínima diante dos madeirenses, desta vez com Jan Bednarek a ser o herói com o único golo marcado após canto.
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Contas feitas, e olhando para aquilo que foram os resultados em comparação com a última temporada, o FC Porto já conseguiu mais 11 pontos nos encontros contra os mesmos adversários. Mais: olhando ainda para a derradeira época, os dragões têm mais 13 pontos do que registavam à 22.ª jornada de 2024/25, conseguindo com isso a segunda melhor pontuação dos últimos 15 anos só superado por 2021/22 (60-59). Tudo graças ao primeiro golo de Jan Bednarek no Campeonato, após os dois golos marcados na Taça de Portugal, numa partida que promoveu também a estreia do avançado Marcus Moffi, o 29.º jogador utilizado por Francesco Farioli na presente temporada sendo o quinto nigeriano a jogar no clube.
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Com isso, e apesar das dificuldades criadas pelos madeirenses, o FC Porto conseguiu pela oitava vez esta temporada ganhar por 1-0 entre Campeonato, Taça de Portugal e Liga Europa, com a particularidade de ter vencido quase metade dos encontros esta época pela margem de um golo de diferença (13 em 28). Neste caso, como nos outros, chegou e sobrou, num dia de homenagens a Jorge Nuno Pinto da Costa, antigo presidente que morreu há exatamente um ano, e a Samu, que vai falhar o resto da temporada por lesão.
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“Na primeira parte tivemos alguns momentos muito bons, depois complicámos diante de uma equipa que é muito difícil de bater em casa. Foi uma vitoria merecida e especial, por podermos dedicar ao nosso antigo presidente e podemos assim honrar o seu legado”, começou por destacar Francesco Farioli, na zona de entrevistas rápidas da SportTV. “Resposta da equipa? A realidade é que demonstrámos a competência das nossas peças. O Zaidu não fazia um jogo completo desde Utrecht, em outubro. Todos estão disponíveis para jogar. Era uma semana difícil com tantas lesões, principalmente a do Samu. Tivemos de nos reconstruir num jogo tão importante e agora vamos ter de continuar a fazê-lo”, prosseguiu o italiano.
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“Jogada de mestre mexer antes do canto? Não mas o Gabri Veiga meteu uma bola espetacular. Todos sabemos da sua qualidade neste aspeto e depois houve cabeceamento espetacular do Jan [Bednarek]. Estou muito contente e foi muito importante poder dedicar a vitória ao Samu. Temos ainda muitos jogos para ganhar. Mantivemos um grande ritmo. É impossível de repetir o que fizemos na primeira volta e esse registo de não termos ganho dois jogos seguidos pela primeira vez demonstra o quão incrível foi. Agora temos de manter o melhor ritmo possível, mas com muitas coisas para desenvolver. Esta equipa do Nacional é muito competitiva. Agora temos de recuperar toda a gente nos próximos dias”, acrescentou Farioli.
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Também Jan Bednarek destacou a importância da vitória depois dos cinco pontos perdidos nas últimas duas jornadas: “Era um daqueles jogo que era importante ganhar. As condições eram complicadas, o relvado estava mole mas estou feliz por marcar e sairmos daqui com uma folha limpa. É um daqueles jogos que temos de ganhar e esquecer. Golo? Pedi uma boa bola, trabalhámos muito isso. O Lucho [González] e o Lino [Godinho] têm trabalhado connosco e até agora está a correr muito bem. Tínhamos de ganhar, depois daqueles dois jogos. Dediquei o golo ao Samu pelo período difícil, vai torná-lo mais forte. Foi difícil sofrer o golo contra o Sporting no último minuto, depois a lesão do Samu, temos muitas mudanças na equipa mas vencemos, que era o que precisávamos. Liderança? Para vencer precisamos ter 11 líderes, não importa se com 17 ou 41 anos. Fico feliz pelo Oskar [Pietuszewski], foi corajoso com bola, assumiu a responsabilidade”.
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