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O Presidente dos Estados Unidos anunciou este domingo que os membros do Conselho de Paz vão destinar 5 mil milhões de dólares (4,2 mil milhões de euros) para a reconstrução de Gaza e apelou a uma desmilitarização “completa e imediata” do Hamas.
De acordo com uma publicação de Donald Trump na plataforma Truth Social, o anúncio formal acontecerá na primeira reunião da organização, fundada e presidida pelo presidente norte-americano, prevista para a próxima semana no Instituto da Paz de Washington, recentemente rebatizado com o nome do republicano.
“Em 19 de fevereiro de 2026, estarei novamente acompanhado pelos membros do Conselho de Paz no Instituto Donald J. Trump para a Paz, em Washington, D.C., onde anunciaremos que os Estados-Membros prometem mais de 5 mil milhões de dólares para os esforços humanitários e de reconstrução de Gaza”, escreveu.
Trump insistiu que “é muito importante que o Hamas cumpra o seu compromisso de desmilitarização completa e imediata”.
A nova organização internacional, cuja carta de criação foi assinada por Trump em 22 de janeiro deste ano, teve uma reunião fundacional nessa altura em Davos, na Suíça, contando com pelo menos 35 chefes de Estado e de Governo, entre eles os de Israel, Argentina, Arábia Saudita e Egito.
https://observador.pt/especiais/podemos-fazer-praticamente-o-que-quisermos-o-que-e-o-conselho-de-paz-que-trump-criou-quem-o-lidera-e-quais-sao-os-aliados/
A maioria dos fundadores são aliados de Trump, enquanto grandes potências e quase todos os países europeus mostraram-se reticentes em aderir, considerando que o Conselho enfraquece a Organização das Nações Unidas (ONU).
Israel e o Hamas aceitaram um cessar-fogo em outubro, como parte do plano de paz promovido pelos Estados Unidos para a região, mas desde aí já se verificaram diversas violações do acordo.
Bombardeamentos em Gaza na última madrugada mataram dez pessoas, informou hoje o Ministério da Saúde do governo do Hamas na Faixa de Gaza, que contabiliza mais de 600 habitantes mortos em ataques israelitas desde a entrada em vigor do cessar-fogo, em 10 de outubro.
Desde o início da ofensiva militar israelita em 2023, pelo menos 72.060 habitantes morreram em Gaza, entre os quais mais de 20.000 crianças, segundo o Ministério da Saúde.
A guerra na Faixa de Gaza foi desencadeada pelos ataques liderados pelo Hamas a 7 de outubro de 2023 no sul de Israel, nos quais morreram cerca de 1.200 pessoas e 251 foram feitas reféns.
Em retaliação, Israel lançou uma operação militar em grande escala no enclave palestiniano, que provocou mais de 71 mil mortos, segundo as autoridades locais controladas pelo grupo islamita, um desastre humanitário, a destruição de quase todas as infraestruturas do território e a deslocação de centenas de milhares de pessoas.