Homenagem, homenagem, vários textos de homenagem. O primeiro ano sem Pinto da Costa foi assinalado de várias formas pelo FC Porto, que começou por anunciar no final da semana o lançamento da camisola de tributo apenas com 2.594 exemplares em referência ao número de títulos conquistados pelo clube nas mais diversas modalidades ao longo de 42 anos na liderança dos azuis e brancos e teve esta madrugada um show de luzes feitos através de mais de 400 drones que projetaram no Dragão 14 imagens associadas ao antigo presidente num espectáculo de cerca de seis minutos a partir das 00h42 a cargo da Ignition Concept.
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Tudo foi feito para manter ainda mais viva a memória de Pinto da Costa, ainda hoje recordado como o maior dos símbolos do clube. A possibilidade de dar o seu nome ao Museu continua “congelada”, o regresso a uma onda de títulos não só no futebol mas também nas modalidades continua adiada (houve apenas a revalidação do Campeonato de hóquei em patins e a Taça de Portugal de basquetebol apesar de todas as boas indicações do futebol na presente temporada) mas o clube que ajudou a projetar como um dos maiores a nível nacional e com um currículo sem comparação com os principais rivais em termos internacionais continua a fazer dele uma referência para o futuro. E foi isso que André Villas-Boas, atual líder dos dragões, fez questão de acentuar este domingo, num artigo de opinião no jornal O Jogo e no JN em memória de Pinto da Costa.
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“Faz hoje um ano que o FC Porto perdeu Jorge Nuno Pinto da Costa. Neste dia, a primeira palavra é de respeito e de abraço: à família, pela dor íntima e irreparável, pela falta diária e pelo lugar vazio que ninguém ocupa; e aos portistas, pela tristeza de quem perdeu alguém que, por décadas, foi presença constante, voz forme e líder sem paralelo do nosso clube. Há legados no desporto que são distintos porque não se focam apenas nos títulos conquistados mas porque criam cultura, porque forjam valores, porque imprimem um novo modo de estar, de ser e de sentir. O maior legado deixado por Pinto da Costa é esse mesmo: ter transformado o FC Porto e, com o FC Porto, ter transformado a cidade e o Norte numa afirmação que deixou de pedir licença”, começa por apontar Villas-Boas no texto publicado este domingo nas duas publicações.
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“O clube que hoje existe, forte, reconhecido, temido e respeitado, foi-se construindo sob a marca dos seus adeptos mas também sob a liderança de Jorge Nuno Pinto da Costa (…) A narrativa sobre o FC Porto continua a ser cozinhada num ruído que não é isento, nem justo, nem limpo. Graças a Pinto da Costa, hoje sabemos que a vitória no FC Porto não nasce do conforto: nasce da superação, da exigência e da firmeza na proteção dos nossos princípios. Sabemos bem o que somos. Sabemos o que representamos. Sabemos o caminho a seguir porque ele foi marcado a fogo no nosso destino. Sabemos tudo isso porque nos foi deixado um clube forte e poderoso, vencedor por mérito, duro por necessidade e infinitamente mais nobre do que o discurso hipócrita e de falso moralismo com que, tantas vezes, nos tentam diminuir”, prosseguiu, destacando a luta do antigo líder contra poderes instalados e contra um país que considerava centralista.
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Um ano depois, não se trata apenas de recordar. Trata-se de continuar. Continuar a ganhar e a ser Porto: firmes, unidos, exigentes, leais ao que nos trouxe até aqui. Que este dia não seja apenas memória, que seja de compromisso com o futuro, tal como desejaria Pinto da Costa”.
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Também Sérgio Conceição, técnico que teve mais tempo e mais títulos pelo FC Porto durante o reinado do antigo líder numa relação que começou ainda nas camadas jovens quando o então ala reforçou os dragões, deixou uma sentida mensagem ao ex-número 1 dos azuis e brancos através da sua página no Instagram.
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“Faz hoje um ano que partiu um homem que marcou para sempre a minha carreira e a minha vida. O Presidente mais titulado da história do futebol. O grande arquiteto das conquistas eternas do FC Porto. Mas, para mim, foi muito mais do que isso. Foi um amigo. Um guia. Devo-lhe tanto. Devo-lhe oportunidades, devo-lhe palavras ditas no instante certo, olhares que davam força, silêncios que ensinavam. Há decisões que mudam uma carreira. A minha teve data: 27 de maio de 2017. Hoje, mais do que nunca, sei que foi a melhor decisão da minha vida profissional… Ainda hoje procuro os seus conselhos. Ainda hoje imagino o que me diria. E, de alguma forma, continuo a ouvi-lo. Recordo-o com gratidão infinita e uma saudade que não passa. Para sempre, Presidente Jorge Nuno Pinto da Costa”, destacou o agora treinador do Al-Ittihad.
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