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Nova ronda de negociações entre Moscovo, Kiev e Washington marcada para dias 17 e 18 em Genebra, na Suíça

Porta-voz do Kremlin anunciou que a nova ronda de negociações trilaterais será realizada na próxima semana na Suíça. Trata-se de primeira vez em que reuniões deste género acontecem na Europa.

Manuel Nobre Monteiro
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A próxima ronda de negociações entre os Estados Unidos, a Rússia e a Ucrânia irá realizar-se nos próximos dias 17 e 18 de fevereiro (terça e quarta-feira) em Genebra, na Suíça, anunciou esta sexta-feira o porta-voz do Kremlin, Dmitry Peskov, citado pela agência estatal russa TASS.

“Há um acordo para que isso aconteça, de facto, na próxima semana. [A nova ronda] vai decorrer num formato trilateral em Genebra”, disse Peskov durante uma conferência de imprensa. Trata-se da primeira vez em que as negociações acontecem na Europa.

A delegação russa, adiantou, será liderada pelo conselheiro do Kremlin Vladimir Medinsky.

Recentemente, realizaram-se contactos negociais entre delegações da Rússia, Ucrânia e Estados Unidos em Abu Dhabi, Emirados Árabes Unidos. Na quarta-feira, o Presidente ucraniano disse que a nova ronda de diálogo com a Rússia deverá centrar-se no futuro dos territórios do leste e sudeste do país atualmente ocupados por Moscovo.

https://observador.pt/2026/02/12/proximas-conversacoes-de-paz-serao-sobre-questao-territorial-diz-zelensky/

Numa entrevista à agência norte-americana Bloomberg, Zelensky indicou que na agenda consta uma proposta de Washington para criar uma zona franca, onde possa haver comércio livre, funcionando como uma espécie de zona tampão na disputada região do Donbass.

Quanto às negociações trilaterais realizadas no início do mês em Abu Dhabi, o chefe de Estado ucraniano considerou que foram construtivas e indicou que incidiram sobre um possível cessar-fogo e sobre a forma como os Estados Unidos poderão supervisioná-lo, embora seja “necessário continuar a trabalhar na redação e nos pormenores”.

A Rússia invadiu a Ucrânia em 2014, anexando a Península da Crimeia, e em 2022 lançou uma campanha de grande escala contra todo o território ucraniano.