Depois de serem retirados do mercado alguns lotes de leite infantil devido à presença da toxina cereulida, o boletim de ameaças do Centro Europeu de Prevenção e Controlo das Doenças (ECDC) avança que 16 bebés foram hospitalizados em França e em Espanha.
Em janeiro, a Nestlé anunciou a retirada de alguns lotes de fórmula infantil do mercado, de leites como PreNAN, NANSUPREMEPro 1 e 2, NAN TOTAL 1 e 2, NAN OPTIPRO 1, NAN AR e Alfamino Júnior. Tudo porque foi encontrada a toxina numa matéria-prima. Já na semana passada, também a Danone anunciou a retirada de produtos do mercado em Portugal, por “prevenção”.
https://observador.pt/2026/01/06/nestle-retira-alguns-lotes-de-formula-infantil-do-mercado/
O boletim, que se refere à semana terminada a 6 de fevereiro, dá conta da presença da toxina em vários países da Europa. Nesta nota, o centro europeu explica que a toxina “pode causar náuseas súbitas e vómitos pouco tempo após a ingestão”.
Já foram hospitalizadas até agora 11 crianças em França — cinco delas tinham consumido o leite em fórmula. É também feita a ressalva de que, em França, há gastroentrites de inverno ativas e que os sintomas podem ser semelhantes.
Em Espanha, foram reportados oito casos de vómitos, sendo que “todos têm um histórico de consumo dos produtos potencialmente afetados”. Cinco das crianças tiveram de ser hospitalizadas, mas já tiveram alta e recuperaram em casa. Ainda assim, segundo o boletim do ECDC, “nenhum dos casos suspeitos foi confirmado por laboratório”.
Na Bélgica, cinco crianças foram testadas — com resultados positivos — para a presença da toxina, uma vez que todas tinham consumido leite dos lotes que foram recolhidos.
Na Dinamarca, também há registo de crianças com sintomas após consumirem produtos dos lotes recolhidos. No entanto, ainda não foi possível “estabelecer uma relação entre o desenvolvimento de diarreia e o consumo do produto”. “As amostras não foram investigadas quanto à presença de toxinas, portanto, enquadram-se na categoria de casos possíveis, e nenhum caso provável ou confirmado foi identificado. Nenhum novo relatório foi recebido desde a ampliação da recolha do produto”, diz o boletim.
Já no Reino Unido, há registo de 36 casos de sintomas gastrointestinais após consumo de produtos dos lotes recolhidos. Destes casos, 24 são em Inglaterra, três no País de Gales e um na Irlanda do Norte. Já foram feitas análises que confirmaram a presença da toxina, mas sem indicações sobre hospitalizações.
O boletim do organismo europeu conclui que o impacto desta toxina “é baixo a moderado dependendo da idade da criança”. Os recém-nascidos e os bebés com menos de seis meses têm “uma maior probabilidade de desenvolver sintomas e são mais sensíveis a desidratação e anormalidades de eletrólitos”.
As autoridades de saúde explicam ainda que, “uma vez que muitos dos produtos contaminados já foram identificados e recolhidos, a probabilidade atual de exposição está a diminuir”. Assim, também o “risco diminui”.
[Dezenas de portuguesas, recrutadas numa escola de yoga e tantra em Lisboa, acabaram em sites de sexo na internet. Elas, e mulheres de vários outros países, tinham em comum serem seguidoras de uma seita controlada por um guru manipulador. Ouça o segundo episódio de “Os segredos da seita do yoga”, o novo Podcast Plus do Observador. Uma série em seis episódios, narrada pela atriz Daniela Ruah, com banda sonora original de Benjamim. Pode ouvir aqui, no site do Observador, e também na Apple Podcasts, no Spotify e no Youtube Music. E pode ouvir aqui o primeiro episódio.]