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Distritos afetados pela depressão Kristin registaram 165 crimes contra património

Em igual período de 2025 tinham sido contabilizados nos distritos de Leiria, Coimbra e Santarém 304 crimes contra o património, mais do que 165 deste ano.

Agência Lusa
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Na semana seguinte à passagem da depressão Kristin, registaram-se 165 crimes contra o património, incluindo furtos e burlas, nos três distritos mais afetados pela tempestade, menos do que em 2025, informou esta segunda-feira a GNR.

Segundo dados fornecidos à Lusa pela força de segurança, entre 28 de janeiro e 5 de fevereiro de 2025, tinham sido contabilizados nos distritos de Leiria, Coimbra e Santarém 304 crimes contra o património, enquanto no mesmo período de 2026 foram contabilizados 165.

Por distrito, a maior quebra foi no distrito de Leiria, com o número de ilícitos a passar de 118 para 49 (-59%).

No de Santarém, o número de crimes contra o património diminuiu de 110 para 58 (-48%), enquanto no de Coimbra decresceu de 76 para 58 (-24%).

Os dados, provisórios, mostram ainda uma diminuição da criminalidade geral, que, tal como nos crimes contra o património, acompanhou a tendência nacional durante o mesmo período.

Em relação ao furto de geradores, registaram-se em 2026 seis casos em todo o país na área de atuação da GNR, dois dos quais no distrito de Leiria, um no de Coimbra e outro no de Santarém.

No caso do furto de cobre, que tem sido apontado por autarcas e populações como uma das causas para a dificuldade no restabelecimento do fornecimento de água e de eletricidade, foram registadas entre 28 de janeiro e 4 de fevereiro pelo menos cinco situações por GNR e PSP, segundo as duas forças policiais.

De acordo com informação remetida à Lusa na semana passada, referente ao distrito de Leiria, os furtos ocorreram em habitações, empresas e infraestruturas nos concelhos de Leiria, Marinha Grande e Porto de Mós, incluindo na Estação Elevatória da Boa Vista (Leiria).

Fonte oficial da GNR sublinhou que também este fenómeno do furto de metais não preciosos apresenta “registos inferiores aos dos períodos homólogos”.

Quinze pessoas morreram em Portugal desde 28 de janeiro na sequência das depressões Kristin, Leonardo e Marta, que provocaram também centenas de feridos e desalojados, a primeira sobretudo nos distritos de Leiria, Coimbra e Santarém.

A destruição total ou parcial de casas, empresas e equipamentos, a queda de árvores e de estruturas, o fecho de estradas, escolas e serviços de transporte, e o corte de energia, água e comunicações, inundações e cheias são as principais consequências materiais do temporal.

O Governo prolongou a situação de calamidade até 15 de fevereiro em 68 concelhos e anunciou medidas de apoio até 2,5 mil milhões de euros.