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(A) :: Trabalhador morre electrocutado enquanto reparava rede elétrica em Leiria. Outro funcionário foi levado para o hospital em estado grave

Trabalhador morre electrocutado enquanto reparava rede elétrica em Leiria. Outro funcionário foi levado para o hospital em estado grave

Um funcionário da Canas (a prestar serviço à E-Redes) morreu electrocutado enquanto reparava a rede elétrica em Leiria. Um outro trabalhador ficou gravemente ferido e foi transportado para o hospital.

Miguel Pinheiro Correia
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Um homem morreu eletrocutado enquanto reparava a rede elétrica na rua da Sismaria, na zona industrial da Cova das Faias, no concelho de Leiria, apurou o Observador junto de fonte policial. Além desta vítima mortal, outro trabalhador foi levado em estado grave para o hospital de Leiria, adiantou o comandante da Proteção Civil no briefing diário. A E-Redes confirmou à SIC Notícias que se tratam de dois funcionários da empresa Canas, prestadora de serviços à E-Redes.

O alerta foi recebido pela polícia pelas 9h58 e dava conta de dois homens eletrocutados. O óbito de um desses trabalhadores acabou por ser declarado no local, para onde também se dirigiram bombeiros e INEM. O corpo será, entretanto, levado para o Instituto de Medicina Legal de Leiria.

O caso foi comunicado pela PSP à Polícia Judiciária e à Autoridade para as Condições do Trabalho. Numa nota enviada às redações, a E-Redes anunciou a abertura de uma “investigação para apurar as causas” do acidente. “A empresa desencadeou prontamente uma investigação para apurar as causas deste acidente e manterá total transparência, colaboração e solidariedade com os envolvidos.”

“A E-Redes lamenta profundamente o registo de uma vítima fatal e de um ferido, ao serviço de um dos seus parceiros, no contexto de trabalhos de reposição da rede na sequência das depressões que têm afetado Portugal continental”, lê-se na nota ` imprensa.

https://observador.pt/2026/02/07/do-emigrante-que-regressou-para-arranjar-o-telhado-ao-empresario-arrastado-quem-sao-os-13-mortos-das-sucessivas-tempestades/

Até ao momento, continuam sem eletricidade 56 mil clientes em todo o país — destes, 48 mil ficam na zona afetada pela depressão Kristin (36 mil em Leiria, oito mil em Santarém, dois mil em Coimbra e outros dois mil em Castelo Branco).

No ponto de situação realizado esta segunda-feira, o Comandante Nacional da Proteção Civil aproveitou para “endereçar” as condolências aos familiares e amigos do trabalhador ao serviço da E-Redes que “se encontrava a trabalhar em Leiria” quando “sofreu um acidente de trabalho”. “Da nossa parte, um lamento profundo. Um abraço solidário para toda a família e amigos desta pessoa”, disse Mário Silvestre.

Este acidente, cujo contorno será ainda investigado, representa a 15.ª vítima mortal das várias tempestades que têm afetado Portugal. Antes deste, o caso mais recente mais recente tinha sido o de José Valter Canastreiro, a primeira morte de um não civil devido ao mau tempo dos últimos meses.

O bombeiro, que é também militar da Guarda Nacional Republicana (GNR) no Posto Territorial de Campo Maior, estaria a participar numa missão de auxílio a famílias isoladas pela subida do nível da água do rio Caia, quando caiu numa zona alagada que tentava atravessar a pé. Os colegas ainda o tentaram socorrer, mas sem sucesso.

“Foi com profundo pesar e consternação que o Ministério da Administração Interna tomou conhecimento do falecimento de um militar do Posto Territorial de Campo Maior, José Valter Cunha Canastreiro (…), vítima de um acidente na Ribeira de Caia, no decorrer de um serviço de apoio à Associação Humanitária de Bombeiros Voluntários de Campo Maior, durante o seu período de descanso”, declarou o MAI em comunicado.

Tal como o funcionário que morreu na manhã desta segunda-feira, a grande maioria das mortes (dez) ocorreu no distrito de Leiria. Se as primeiras mortes foram diretamente relacionadas com a depressão Kristin — esmagados por árvores, por materiais que voaram ou arrastados pelas águas — as mais recentes verificaram-se como consequência dos estragos. Um homem morreu intoxicado e outros cinco em quedas de telhados. O funcionário da Canas foi o único a morrer nestas circunstâncias.