À exceção dos verdadeiros fãs de futebol americano, a Super Bowl capta a atenção do grande público mais pelo que acontece quando o jogo está em pausa do que quando os atletas estão em campo. Para o Presidente dos EUA, não foi diferente. Se antes tinha criticado a escolha de Bad Bunny (que considerou “absolutamente ridícula”), desta vez foi ainda mais crítico e condenou uma atuação “absolutamente terrível” que representa “uma afronta à grandeza dos EUA).
“O espetáculo de intervalo da Super Bowl foi absolutamente terrível, um dos piores DE SEMPRE!(sic) Não faz sentido, é uma afronta à grandeza da América, e não representa os nossos padrões de sucesso, criatividade ou excelência”, escreveu Trump na Truth Social, a sua própria rede social.
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Na mesma mensagem, o Presidente dos EUA disse que ninguém percebia o que o cantor porto-riquenho estava a dizer durante o concerto — Benito Antonio Martínez Ocasio (nome verdadeiro do artista) cantou, maioritariamente, em castelhano. “Ninguém percebe uma palavra do que este ‘tipo’ está a dizer, e a dança é nojenta, especialmente para todas as crianças a ver. Este ‘espetáculo’ é ‘uma chapada na cara’ do nosso país”.
Além de elogiar o trabalho da sua própria administração da Casa Branca, Trump reiterou que “não há nada de inspirador nesta confusão de intervalo” que, acusa, terá boas críticas da comunicação social “porque eles não fazem ideia do que se está a passar no MUNDO REAL”.
Numa pequena nota, Trump fala sobre o jogo (em que os Seattle Seahawks bateram os New England Patriots) apenas para pedir à NFL para alterar “a nova regra ridícula de ‘Kickoff'”.
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Desde que foi anunciado o nome de Bad Bunny para atuar no intervalo da final da Super Bowl que se têm levantado várias vozes contra o artista mais ouvido do mundo em 2025 no Spotify, o quinto mais ouvido nos EUA e o vencedor do Grammy de Álbum do Ano, com DeBÍ TIRAR MáS FOToS — promove a cultura da ilha caribenha e critica diretamente a postura da administração Trump face aos imigrantes.
Recentemente, inclusive, Bad Bunny anunciou que não iria levar a sua digressão (que chega a Portugal em maio de 2026) aos EUA, por temer que os agentes do ICE visassem as suas atuações para deter espectadores, maioritariamente latinos.