O príncipe William e a princesa Catherine fizeram a sua primeira declaração pública sobre os Ficheiros Epstein, tendo um porta-voz da família real afirmado que estão “profundamente preocupados” e “focados nas vítimas”, face às revelações mais recentes contidas nos documentos relacionados com o agressor sexual, Jeffrey Epstein.
Segundo a BBC, o documento divulgado esta segunda-feira pelo Palácio de Kensington, não menciona uma única vez o nome de André Mountbatten-Windsor, irmão do rei Carlos III, um dos nomes mais recorrentemente mencionados nos ficheiros devido às suas ligações passadas com Epstein, e na última semana associado a novas fotos e emails incriminatórios. De acordo com a Sky News, o casal terá percebido “que tinha que dizer algo”, apesar desta intervenção provavelmente ficar aquém do esperado. Os príncipes de Gales são os elementos mais séniores no seio da Firma a manifestarem-se sobre o caso, com o Rei Carlos III a manter-se em silêncio face aos últimos desenvolvimentos.
De resto, o comunicado de William e Kate segue a mesma linha trilhada na semana passada pelo príncipe Eduardo, o primeiro membro do clã real a ser foi publicamente confrontado com a mais recente tranche de informação comprometedora. Durante uma visita ao Dubai, o filho mais novo de Isabel II sublinhou que “o importante é recordar as vítimas”.
Embora o Palácio de Buckingham já tivesse confirmado que Mountbatten-Windsor deixaria o Royal Lodge no início de 2026, a sua saída parece ter sido antecipada, face à expectativa da publicação novas informações detalhando a sua relação com o americano, estando, desde a semana passada, a residir na propriedade particular do Rei Charles, Sandringham.
Apesar de já se ter desculpado pela sua amizade passada com Epstein, o príncipe britânico negou veementemente qualquer infração ou crime, mas o escândalo vai subindo de nível a cada dia que passa. Este domingo, a BBC avançou que em 2010 e 2011 o agora ex-príncipe partilhou informações confidenciais do seu trabalho como enviado comercial do Reino Unido com o financeiro norte-americano e criminoso sexual condenado Jeffrey Epstein. De acordo com aquele meio, uma série de e-mails mostra que André, despojado dos títulos pelo rei Carlos III em outubro passado devido aos seus laços com o magnata, enviou a Epstein detalhes das suas viagens oficiais a Singapura, Vietname, Shenzhen e Hong Kong, bem como relatórios dessas visitas elaborados pelo seu assistente, Amit Patel, pouco depois de os receber.