É o grande palco do desporto para muitos. É nos Jogos Olímpicos que se encontram os principais atletas do planeta e que se decide quem é o melhor. É ali que se encontram inúmeras histórias de ambição e de superação e em que estar presente já é, por vezes, motivo para celebrar. Em Itália, algumas competições desportivas arrancaram esta quarta-feira e, pela primeira vez na história da “versão” de inverno, mãe e filho estão reunidos em Milão-Cortina d’Ampezzo, no nordeste do país.
Tratam-se dos mexicanos Sarah Schleper — que também tem a nacionalidade norte-americana — e do seu filho Lasse Gaxiola, que vão participar no esqui alpino, algo que já acontece há sete edições no caso da progenitora. Curiosamente, há dez anos, os georgianos Nino Salukvadze e Tsotne Machavariani tornaram-se na primeira dupla mãe e filho a competir nos mesmos Jogos Olímpicos, no caso no Rio de Janeiro. A dupla junta-se a Allan Corona e Regina Martínez, no esqui de fundo, e a Donovan Castillo, na patinagem artística, como representantes do México, embora sejam os únicos presentes nas provas de esqui alpino, que se estreia no programa olímpico nesta edição.
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Depois de se ter estreado em Nagano-1998, ainda com a bandeira dos Estados Unidos, Sarah repetiu a presença em Salt Lake City-2002, Turim-2006, Vancouver-2010, Pyeongchang-2018 e Pequim-2022. No regresso a Itália, prepara-se agora para se despedir das Olimpíadas, algo que já tinha em 2011, quando se retirou depois de ter chegado à vitória na Taça do Mundo e de ter sido sétima no Mundial. Como forma de se despedir, desceu o desfiladeiro da estação de Linz, na Áustria, com o filho Lasse, que tinha apenas quatro anos, nos braços. “A minha mãe ensinou-me tudo o que sei sobre esquiar e ir com ela aos Jogos Olímpicos é algo muito especial. Toca-me devolver-lhe tudo o que me transmitiu”, disse o jovem em entrevista à CNN internacional.
Nascida em 1979 no Colorado, Sarah Schleper estreou-se em provas da Federação Internacional de Esqui (FIS) em 1995, quando foi 18.º no Coronet Peak. Depois de se casar com um mexicano, começou a sondar a possibilidade de competir por aquele país, algo que aconteceu em definitivo em 2014, ano em que saiu da reforma, cerca de um mês depois do Jogos Olímpicos de Sóchi, na Rússia. A partir daí, não voltou a falhar uma edição dos Jogos Olímpicos de Inverno. “Para mim, conseguirmos competir juntos nestes Jogos é como encerrar um ciclo. O meu filho tem medo de representar o México porque vê-me e acredita que não tem o mesmo nível que a sua mãe, mas crê que esta oportunidade lhe vai dar confiança. É a melhor maneira de fechar um ciclo. Vamos aproveitar diariamente e representar bem o nosso país. Quero ver o meu filho a descer e a desfrutar da corrida”, partilhou a mulher, que vai competir no slalom e no slalom gigante.
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Já Lasse Gaxiola nasceu a 30 de janeiro de 2008, em Eagle, nos Estados Unidos, e começou a esquiar antes de aprender a andar, segundo conta. Habituado a treinar com a mãe desde tenra idade, Gaxiola tende a viajar pelo mundo em busca de neve, passando por Áustria, Argentina, Chile e Itália. A sua estreia em provas oficiais da FIS aconteceu em 2024, em Perito Moreno, na Argentina, onde foi sexto.