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(A) :: Eles têm os pulmões cheios e o cume da montanha está mesmo ali: Portugal vence França e está na final do Europeu

Eles têm os pulmões cheios e o cume da montanha está mesmo ali: Portugal vence França e está na final do Europeu

A Seleção até começou a perder com França, deu a volta ainda na primeira parte e confirmou a vitória na segunda: Portugal está na final do Europeu de futsal e vai defrontar Espanha no sábado (1-4).

Mariana Fernandes
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Quatro batalhas conquistadas, duas por conquistar. Portugal dominou a fase de grupos do Campeonato da Europa de futsal, com três vitórias em três jornadas, e goleou a Bélgica nos quartos de final — esta quarta-feira, contra França, procurava chegar à terceira final consecutiva da competição para ter também a oportunidade de alcançar o terceiro troféu consecutivo.

Em Liubliana, na Eslovénia, Portugal e França entravam em campo já com a certeza de que o eventual adversário na final do próximo sábado seria Espanha, que eliminou a Croácia horas antes. A Seleção Nacional contava com um histórico ultra positivo, com cinco vitórias em cinco jogos disputados contra os franceses, mas a equipa de Raphael Reynaud trazia um motivador triunfo contra a Ucrânia após prolongamento, nos quartos de final, que servia como autêntica gasolina para as meias-finais.

https://observador.pt/2026/02/01/um-chocolate-para-as-meias-portugal-goleia-belgica-e-discute-vaga-na-terceira-final-seguida-do-europeu-com-franca/

“Podemos alcançar a vitória sendo Portugal. Ao sermos rigorosos, ambiciosos e com muita iniciativa a defender, como gostamos de fazer. Tendo dinâmica e muita intencionalidade a atacar, algo que também gostamos de fazer. Tendo a cumplicidade que os jogadores têm entre eles. É só a ver repartição dos golos marcados até agora, nas situações mais estratégicas. É fazer o que gostamos de fazer em todos os momentos doo jogo. Quando os sinto assim tão entusiasmados, com tudo o que se fala e treina, a confiança neles é total. Ao longo de uma competição como esta queremos construir o nosso percurso e chegámos ao momento em que estamos perto do cume da montanha. É uma zona onde há menos oxigénio, mas nós estamos com os pulmões cheios”, disse o selecionador Jorge Braz na antevisão da partida.

Assim, na Arena Stozice, Bernardo Paçó, Tomás Paçó, Erick e Bruno Coelho surgiam no cinco inicial, para além de Pany Varela, que assinou um hat-trick contra a Bélgica e é um dos melhores marcadores do Europeu com quatro golos. Portugal começou melhor e criou dois lances de perigo ainda nos instantes iniciais, com Bruno Coelho a rematar para Francis Lokoka defender (1′) e Tomás Paçó a atirar ao lado pouco depois (2′), mas França respondeu logo a seguir e Bernardo Paçó teve de se aplicar ao sair dos postes para parar Marouane Rezzoug (4′).

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O mesmo Bernardo Paçó, porém, não demorou a ficar muito mal na fotografia: Mamadou Touré apareceu na esquerda, rematou fraco e o guarda-redes do Sporting errou por completo a abordagem ao lance, permitindo que França abrisse o marcador (6′). Os franceses ficaram perto de aumentar a vantagem nos instantes seguintes, com Arthur Tchaptchet a atirar por cima depois de aparecer completamente sozinho em frente à baliza (11′), e os portugueses pareciam algo nervosos e ansiosos com a desvantagem, cometendo erros pouco habituais na primeira fase de construção.

A Seleção foi recuperando algum controlo e superioridade com o passar dos minutos, apesar de Touré ainda ter acertado no poste (13′), e ainda viu Francis Lokoka roubar o golo a André Coelho com uma defesa brutal (16′). Em cerca de minuto e meio, porém, a reviravolta apareceu mesmo: Diogo Santos empatou na sequência de um canto (18′) e Tomás Paçó, logo a seguir, com um remate acrobático de primeira de longe, alcançou a vantagem (19′). Ao intervalo, depois de já ter estado a perder, Portugal estava a vencer França na meia-final do Europeu.

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A segunda parte começou com uma má notícia para Jorge Braz, já que Lúcio Rocha pareceu sofrer um entorse sozinho e foi substituído com muitas queixas, ainda que tenha acabado por regressar. Os minutos iam passando sem que existissem oportunidades claras de golo e Portugal parecia confortável, até porque França estava longe dos níveis de intensidade e pressão demonstrados no primeiro tempo. Pauleta acertou ao poste nesta fase (26′), mas o resultado mantinha-se tangencial e incerto — algo que acabou por mudar.

À beira da metade do segundo tempo, Tomás Paçó deixou em Erick de calcanhar e o jogador do Barcelona atirou forte para aumentar a vantagem (29′). Os portugueses começaram a atuar essencialmente em contra-ataque, procurando defender o “cinco para quatro” francês para depois soltar a transição rápida, e chegaram mesmo à goleada através de um pontapé de Bernardo Paçó que acertou no poste, ressaltou em Amine Gueddoura e deu autogolo (35′).

No fim, Portugal venceu França e está na final do Campeonato da Europa de futsal pela terceira vez consecutiva, marcando encontro com Espanha no próximo sábado, dia 7 (18h30), com o objetivo de se sagrar tricampeão europeu. E Jorge Braz tinha razão: eles estão mesmo de pulmões cheios e o cume da montanha está logo ali.

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