James Harden passou praticamente uma década nos Houston Rockets a ser consistentemente um dos melhores jogadores da NBA enquanto combatia a dinastia dos Golden State Warriors. Nunca foi campeão, conquistou uma legião de fãs ao mesmo tempo que também conquistava uma multidão de haters e pareceu desiludir-se com o basquetebol ao ponto de ter escolhido os milhões na segunda metade da carreira. Entre Brooklyn Nets, 76ers e LA Clippers, nunca voltou a ser o James Harden que tínhamos conhecido. Mas parece ter mudado de ideias.
Na troca mais badalada de janeiro, James Harden vai deixar Los Angeles para rumar aos Cleveland Clippers, com Darius Garland a realizar o percurso inverso. Aos 36 anos, o 11 vezes All-Star até tinha uma cláusula no contrato que lhe permitia vetar pessoalmente qualquer troca que a equipa quisesse realizar, mas terá colaborado com os LA Clippers para que o negócio acontecesse mesmo e tivesse uma nova oportunidade de ser campeão. “Ganhar já”, como o próprio explicou à ESPN.
https://twitter.com/espn/status/2018853632171528471
Os Cleveland Cavaliers estão atualmente no quinto lugar da Conferência Este, com 30 vitórias e 21 derrotas, e são naturalmente candidatos a uma presença nos playoffs. James Harden vai partilhar o protagonismo com Donovan Mitchell, sendo que a franquia de Ohio também conseguiu resgatar Dennis Schroeder e Keon Ellis aos Sacramento Kings e parte para os meses decisivos da temporada com um plantel reforçado e mais competitivo.
As notícias dos últimos dias até davam conta de que o base tinha exigido sair dos LA Clippers, precisamente com o objetivo de encontrar uma equipa que lhe permitisse conquistar o primeiro anel de campeão da NBA, mas na sequência da confirmação da troca acabou por negar que assim tivesse sido. Ramona Shelburne, jornalista da ESPN, falou diretamente com o norte-americano e acabou por partilhar os detalhes nas redes sociais.
https://twitter.com/ramonashelburne/status/2018911442540597312
“Acabei de falar com um refletivo James Harden, que negou ter pedido uma troca e agradeceu aos Clippers pela oportunidade de jogar em casa nos últimos dois anos e meio”, começou por escrever, citando depois o jogador diretamente. “Na vida, não só no basquetebol, quando as coisas não resultam existem sempre maneiras de terminar uma relação sem termos de nos destruir uns aos outros. Ok, talvez não consigamos ver um futuro um com o outro. Talvez tenhamos crescido para sítios diferentes, seja qual for o caso. E é por isso que os respeito, porque não me colocaram numa situação estranha, ainda que toda a gente tenha tentado torná-la nisso”, pode ler-se.
Mais à frente, o base norte-americano explicou que não queria “sentir que estava a retardar o futuro dos Clippers”, já que ganha cerca de 39 milhões de dólares por ano. “Queria que eles tivessem a oportunidade de reconstruir a equipa e terem algum capital no ‘draft’. Em Cleveland vi uma oportunidade para ganhar no Este. Têm uma equipa muito boa, uma equipa técnica muito boa, tudo. Por muito que quisesse ficar em LA e continuar a tentar — eu nunca ganhei antes. Se pensar com a minha cabeça de basquetebol acho que temos hipóteses melhores”, acrescentou.