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(A) :: Morreu Saif al-Islam Khadafi, filho e "número dois" do antigo ditador líbio. Causa da morte ainda não é clara

Morreu Saif al-Islam Khadafi, filho e "número dois" do antigo ditador líbio. Causa da morte ainda não é clara

Era visto como a segunda pessoa mais importante da Líbia a seguir ao seu pai, enquanto este governou. Esteve preso depois da queda do regime. A Al Jazeera noticia que foi baleado no oeste do país.

André Certã
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Saif al-Islam Khadafi, filho do antigo ditador da Líbia Muammar al-Khadafi, foi morto esta terça-feira na Líbia aos 53 anos, afirmou a sua equipa política à agência nacional do país, citada pela BBC.

Ainda não são claras as circunstâncias da morte de Saif. Segundo a sua irmã citada pela emissora britânica, Khadafi morreu perto da fronteira com Argélia. Já a Al-Jazeera noticiou que o filho de Muammar terá sido baleado e morto na cidade de Zintan, onde vivia na última década. O advogado de Saif disse à AFP que uma unidade de quatro comandos o assassinou em sua casa.

Apesar de nunca ter tido qualquer posição oficial no estado líbio, Saif Khadafi era visto como o “número dois” do seu pai, que foi morto em Sirte pela oposição que lutava uma guerra civil contra o regime.

A Reuters destaca que o filho de Muammar Khadafi era visto como “a cara aceitável e amigável do Ocidente da Líbia” e apelava a uma reforma do regime, tendo negociado compensações para as vítimas do atentado à bomba contra o voo 103 da Pan Am, na localidade escocesa de Lockerbie.

Porém, quando rebentaram as primeiras revoltas da Guerra Civil Líbia, Saif cerrou fileiras no regime do seu pai e prometeu, à Reuters, que iriam “lutar na Líbia” e “morrer na Líbia”, tendo participado na dura repressão contra os rebeldes.

Em junho de 2011, o Tribunal Penal Internacional (TPI) emitiu um mandado de captura contra Saif al-Islam por alegados crimes de guerra, tendo sido considerado fugitivo até ser preso em outubro do mesmo ano em Zintan, enquanto tentava fugir do país pouco depois da oposição ter tomado a capital Tripoli.

Khadafi nunca seria, porém, expatriado para Haia para ser julgado pelo TPI. As autoridades líbias acabariam por negociar um eventual julgamento por crimes de guerra dentro da própria Líbia, tendo sido condenado à morte em Tripoli em 2015.

Porém, emergiu um conflito entre as autoridades de Zintan, controladas pela milícia. que detinham Saif, e o governo provisório em Tripoli. Enquanto as forças do governo na capital exigiam a entrega do filho de Muammar Khadafi para cumprir a pena, as autoridades que mantinham o condenado recusavam-se em entregá-lo. Em 2017, Saif  acabou por ser libertado devido a uma lei de amnistia geral em 2017.

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