(c) 2023 am|dev

(A) :: O momento de "ação", a previsão que falhou e as gafes. Por dentro da resposta do Governo à crise Kristin

O momento de "ação", a previsão que falhou e as gafes. Por dentro da resposta do Governo à crise Kristin

Governo acompanhou danos de forma "limitada" e acionou grupo de crise. Aplicou lições do apagão, mas admite que "não foi perfeito". Avaliação só a partir da próxima semana, quando perigo passar.

Mariana Lima Cunha
text

O apagão tinha ensinado algumas coisas ao Governo. Durante as horas em que o país esteve sem luz, em abril do ano passado, o Executivo tinha sido acusado de responder tarde e comunicar pouco com a população. Por isso, essa necessidade estava mais presente agora que se deparava com novo momento de crise, e que se viria a revelar bem mais grave do que a anterior: a depressão Kristin aproximava-se do território português e durante a madrugada, a partir das duas da manhã, os ministros já iam recebendo informações, cada um na sua área governativa, sobre os danos que estava a causar. Informações “limitadas”, uma vez que as comunicações também o eram, mas que fizeram com que às 8h30 — cerca de duas horas depois de o pico da tempestade se ter feito sentir no litoral — fosse tomada uma decisão: era preciso ativar o modo de coordenação de crise.

Os relatos que chegam ao Observador de dentro do Governo mostram uma resposta seguindo o manual de práticas que se adotou para momentos de crise, e uma série de garantias de que “o primeiro-ministro acompanhou tudo ao segundo” ou que os governantes chegaram ao terreno quando os próprios autarcas ainda se estavam a aperceber do que tinha acontecido. O que contrasta com os resultados que vão chegando pela televisão e pelos jornais: populações desesperadas, que dizem sentir-se ao abandono, que continuam (em 76 mil casos) sem luz e sem água, com chuva a cair pelos telhados destruídos que vão tentando reparar, muitas vezes com consequências trágicas.

A única resposta que se encontra para esta aparente contradição vai sendo mencionada em uníssono nas respostas que o Observador ouve dentro do Governo: afinal, a tempestade foi mais forte do que se previa (mesmo que o IPMA já tivesse avisado que os danos poderiam ser “catastróficos”, numa tempestade com “potencial destrutivo”). E afinal existiu um “erro de previsão”, graças a uma evolução do fenómeno que “contrariou todos os modelos”.

Em termos leigos, a ideia explica-se assim: é costume que uma tempestade perca força quando chega a território continental, tornando menor o impacto do vento e a “carga de violência” que traz consigo; neste caso isso não só não aconteceu como as rajadas chegaram a superar os 200 quilómetros por hora, levando elementos do Governo a comparar o que aconteceu com a depressão DANA, em Valência (que fez 229 mortos), ou com tufões violentos noutros países.

Ou seja, apesar de o Executivo ir garantindo — também nas palavras do primeiro-ministro — que se fez “tudo o que era possível fazer”, existe uma admissão de que houve um fator imprevisível que levou a que existisse um descontrolo muito maior nas consequências da tempestade Kristin. Quanto à resposta que se seguiu, algumas admissões de culpa, ainda que muito tímidas. “Nada é perfeito”, ouve o Observador. “O que demora duas horas podia ter demorado uma. Mas o que é que falhou em concreto? Ninguém consegue dizer. O Governo está empenhado a 500% e meteu a carne toda no assador na resposta a esta crise”.

Governo diz que especialistas admitem um erro de previsão: ventos deveriam ter abrandado quando chegaram a território continental. Avaliação do que correu mal (incluindo na própria resposta) só a partir de segunda-feira

Certo é que durante os dias que foram passando houve queixas e gritos por ajuda das populações no terreno, apelos por mais contacto da parte dos autarcas, ministros que cometeram gafes no terreno e uma correção na rota do Presidente da República — que não só acabou por decidir ir às áreas afetadas como quis apontar erros públicos ao Governo, registando publicamente o que correu, até agora, bem e mal.

Em modo professor, Marcelo quis trazer um pouco da realidade das queixas de quem continua a sofrer — “as pessoas querem resolver os problemas concretos da água, da eletricidade, das comunicações, e depois o repor da vida, receber o dinheirinho” — e reconheceu que os políticos têm “responsabilidades” na forma como comunicam, por vezes acabando por “simplificar” (demasiado) a mensagem. “Umas vezes sai bem, outras vezes não sai bem“, acabaria por diagnosticar.

Depois, fez um diagnóstico por partes: Montenegro esteve “bem” quando decidiu ir à sede da Proteção Civil no dia a seguir à tempestade, mas ficou com uma ideia “insuficiente” (que a Proteção Civil lhe passou) sobre a extensão do impacto da tempestade; seguiu para o terreno, “notando” que a extensão é mais ampla e declarando o estado de calamidade, pelo que esteve “bem”; mas volta a subestimar o número de concelhos que precisam dessa declaração (seria alargada a mais nove concelhos no domingo) e está “menos bem, porque demorou tempo a haver essa visão”. “Depois, logo que se teve a visão avançaram as medidas, bem.” Além disso, a explicação às pessoas “não correu bem”.

No Governo, desvaloriza-se ou diz-se simplesmente que “não se percebeu” o que o Presidente da República quis fazer com este diagnóstico. Mas isso é também porque, no Executivo, a resposta sobre o que correu mal ou a ação de ministros específicos é deixada para depois, com um prazo concreto: a próxima segunda-feira. “Até segunda-feira é momento de ação, a coisa está feia. E de recuperação e socorro, preparando a nova vaga. A avaliação não é para agora“, ouve o Observador. Esse tempo virá depois, enquanto se mantêm as dúvidas sobre se responsáveis como a ministra da Administração Interna, sobre a qual já havia dúvidas no PSD e no Governo mesmo antes da tempestade, terão lugar assegurado por muito mais tempo.

O manual de crise, as mensagens e os governantes “despachados”

No seio do Governo, a consciência de que a situação era “feia” ia-se ganhando à medida que a madrugada do dia 28 de janeiro prosseguia. “Identificada a situação” de crise, e depois de ministros com responsabilidades de coordenação, como António Leitão Amaro, terem conversado com o primeiro-ministro a partir de cerca das sete da manhã, ficou decidido que era preciso ativar o CORGOV (o Centro de Operações do Governo), que é ativado pelo primeiro-ministro em situações de “crises de ordem natural, de origem humana, cibernéticas ou digitais, e físicas”, como ficou decidido após o apagão e depois de se ter estudado modelos internacionais que “serviram de inspiração”.

Foi então preciso criar um grupo digital nessa plataforma, onde continuam a cair “centenas de mensagens” por dia — a articulação é feita assim, mas também em reuniões setoriais e com entidades como seguradoras e construtoras — e decidir os próximos passos. Se no apagão uma das principais críticas tinha sido a demora do primeiro-ministro a dirigir-se ao país, desta vez foi construído um comunicado, assinado pelo gabinete de Luís Montenegro e enviado pouco depois das 9h30 às redações, seguindo “os parâmetros do CORGOV” (que incluem várias questões, como a necessidade de incluir uma estimativa do que pode ser afetado e informar a população do que está a ser feito nesse momento).

Pouco depois das 10h, Leitão Amaro estava no Parlamento para uma audição com os deputados previamente agendada e começava por falar do fenómeno, por ser “a coisa mais séria a acontecer em Portugal” naquele momento — no Governo recorda-se que nessa altura muitos dos que ouviam o ministro ficaram espantados com a declaração. Afinal, em Lisboa tudo não parecia ter passado de uma noite de chuva forte e as comunicações com os locais mais afetados, que trariam histórias dramáticas e até vítimas mortais (a essa hora eram duas), ainda mal tinham começado a chegar.

Se agora se fala de um atraso na reação, no Governo a sua defesa é feita recorrendo ao filme do dia: dois secretários de Estado (da Proteção Civil e da Administração Local e do Ordenamento do Território) foram enviados para o terreno, tendo chegado a Leiria por volta da hora a que o presidente da autarquia ainda estava reunido com os seus presidentes de junta. O Observador contava nesta reportagem que Gonçalo Lopes teve dificuldade em juntar os 20 autarcas, dada a falta de comunicações, tendo sido obrigado a pedir a cada vereador que fosse de carro buscar alguns presidentes de junta a casa, o que pode justificar a hora desse encontro.

Nessa tarde, pelas 13h48 (segundo a hora mencionada por Leitão Amaro em entrevista à CNN), o Governo ativava o sistema europeu de satélites para perceber melhor a extensão dos danos. Passaria os dias seguintes a garantir que não precisava de ativar o mecanismo europeu de proteção civil como um todo (uma pergunta que Leitão Amaro também vai fazendo “recorrentemente” à Proteção Civil, assumiu) porque até ver “a capacidade não está esgotada” e porque, no que toca aos geradores que faltam, o problema será “de logística” — ou seja, de dificuldade a entregá-los nos sítios em que são necessários ou em que possam chegar ao maior número de pessoas, em zonas em que a população está muitas vezes dispersa e isolada.

Entretanto, no Governo, justifica-se que a decisão de “despachar ministros para o terreno” também não foi imediata porque, precisamente, as comunicações “eram difíceis“. Mas acabou por acontecer: no dia a seguir ao de maior impacto, quinta-feira, Montenegro fazia um périplo pelas regiões mais afetadas (voltou esta terça-feira a fazê-lo, precisando de explicar presencialmente as medidas entretanto adotadas em Conselho de Ministros, enquanto algumas pessoas explicavam que não têm sequer conhecimento das medidas por não terem luz, e muito menos televisão a funcionar, em casa).

Os ministros começavam a distribuir-se: responsáveis pelas Infraestruturas, Ambiente, Administração Interna, Defesa, Cultura ou Economia e Coesão Territorial espalhavam-se pelo terreno e pelas televisões, para as entrevistas noturnas dos espaços de informação em que garantiam que este tinha sido um fenómeno “anómalo”, a “pior tempestade de que há registo”, e explicavam as medidas que estavam a ser colocadas em prática.

Governo ativou grupo de comunicação digital, onde se acumulam centenas de mensagens, e fez comunicado de acordo com "parâmetros" de manual de crise. Ninguém queria ser acusado de não comunicar o suficiente, como no apagão, mas há populações que continuam ser conseguir ver televisão ou receber mensagens

A ministra que não sabia o que falhou e o aniversário do “sargento Lopes”

Mas com essa nova etapa comunicacional também vieram algumas gafes. Se por um lado no Governo não falta quem as desvalorize — “o importante é estarmos concentrados na resposta” — também há quem não disfarce o incómodo. Na CNN, Leitão Amaro era entrevistado esta segunda-feira sobre a capacidade de comunicação da ministra da Administração Interna, Maria Lúcia Amaral, e respondia sem opinar diretamente sobre a ministra: “A comunicação é importante, mas comentar e comunicar sobre a comunicação sinceramente não é o meu papel principal. (…) Acho que devemos ser claros e fazemos esforço todos os dias por comunicar cada vez melhor”.

À terceira insistência do jornalista sobre se a ministra teria condições para continuar no Governo (ou se estaria de saída numa próxima remodelação), Leitão Amaro respondia: “Com certeza”. Mas voltava a focar a discussão noutros aspetos, sem mais comentários sobre a ministra: “Este é o momento de discutir a tempestade e a resposta. O papel das oposições é contribuir e criticar, há muitas críticas que fazem nesta altura, umas justas outras injustas. Devemos contribuir para unir“. Montenegro viria dizer aos jornalistas que está “concentrado em resolver problemas, não em responder a críticas”.

As dúvidas sobre a ministra tinham-se reforçado quando, depois de ter dito que antes de ser vista no terreno estava a fazer trabalho “em contexto de invisibilidade, nos gabinetes”, admitiu não saber explicar o que falhou para que os danos e as consequências sejam tão gravosos: “Não sei o que falhou. Não posso dizer exatamente o que falhou. O sistema é complexo e é preciso ter em conta que as necessidades são muitas. Há aspetos múltiplos: comunicações, falta de energia. Tudo isso pode ter contribuído para que se sentisse a falta [de apoio] durante mais tempo”, afirmou aos jornalistas.

Depois, uma cena pouco habitual: em Leiria, enquanto esperavam pela visita do Presidente da República, a ministra e o autarca, Gonçalo Lopes, eram filmados a fazer conversa pelas câmaras de televisão. Um aparente momento de tensão ficou registado, com a ministra a declarar, perante a vontade do autarca de interromper: “Isto pressupõe uma aprendizagem coletiva, sabe? De parte a parte. A todos os níveis. A nível central, local, societal também”. O autarca respondia, insatisfeito: “Há um grau de saturação, passam 48 horas, passa mais um dia… E é muito difícil gerir expectativas”. Dias depois, Marcelo Rebelo de Sousa remataria, questionado sobre estes episódios, que “a falta de clareza já custou muito a determinados governos”.

Outro episódio que não contribuiu para a boa imagem da gestão da crise foi a visita de Nuno Melo, na sexta-feira, aos militares que se encontravam em Vieira de Leiria. Uma visita rápida, denunciou logo a população aos jornalistas, explicando que assim que se foi embora, passado uma hora, os militares desmobilizaram também. (Ao Observador, fonte do Governo garante que o posto militar era itinerante e que não seria suposto ficar naquela localização por mais tempo). Aos jornalistas, Melo assegurava assim o empenho das Forças Armadas: “O nosso Sargento Lopes faz anos e está aqui a trabalhar hoje, não está a festejar, como podia”.

O terceiro momento que parece ter saído mal — até segundo o diagnóstico do Presidente da República — foi a declaração do ministro da Economia e Coesão Territorial, Castro Almeida, entrevistado sobre os apoios entretanto anunciados pelo Executivo.

No jornal da noite, na SIC, esta segunda-feira, Castro Almeida reforçava que este não é um “super Governo, capaz de impedir uma tempestade”, e que não conseguiria dizer “o que falhou”. Depois, sobre o subsídio para pessoas mais carenciadas, sugeriu que as famílias afetadas usassem “o ordenado do mês passado” para ir subsistindo até ao pagamento do apoio, no final de fevereiro — uma resposta que levou a uma chuva de críticas da oposição, do Chega ao Bloco de Esquerda, que falaram em “declarações que envergonham o Estado português” ou numa falta de empatia do ministro para com os afetados.

Depois, e ainda no que toca a estes apoios, novo tropeção: o Ministério do Trabalho chegou a confirmar ao Observador, após o anúncio das medidas, que o apoio para famílias carenciadas seria de até dois IAS para a totalidade dos 12 meses, o que daria cerca de 90 euros por mês, se a opção fosse a de receber a prestações durante um ano. Foi depois preciso o gabinete de Montenegro vir corrigir rapidamente a informação, esclarecendo que o apoio pode constituir uma prestação única ou várias prestações do mesmo valor, durante o máximo de 12 meses. Se a carência subsistir por 12 meses, “aquele valor será pago 12 vezes – e não dividido por 12. Nesse caso uma família pode receber, para manutenção de rendimento, até 12.900€”. O cenário real era, assim, radicalmente diferente do que tinha sido confirmado antes pelo Governo.

O pacote “recorde” e o perigo que ainda está por vir

O foco que o Governo quer agora ir colocando é duplo: uma parte é precisamente nesses apoios, a outra é na tempestade que ainda está por vir (a Leonardo, que começa a atingir o território nacional esta quarta-feira). Quanto aos apoios, são um dos principais argumentos de defesa dentro do Executivo, onde se revela que foram desenhados não só com recurso a medidas adotadas noutras alturas de crise (como a pandemia) como graças a contributos dados em reuniões com outras entidades (“uma chamada que nos faz sempre parar o que estamos a fazer é quando liga um autarca e fala numa dificuldade”, assegura um ministro, dias depois de no arranque da crise vários autarcas terem garantido que não tinham sido contactados pelo poder central).

A rapidez com que os apoios foram adotados — “um pacote com pés e cabeça desenhado em 48 horas“, “absolutamente em tempo recorde” e “já publicados em Diário da República”, vai ouvindo o Observador — motiva até comparações não só com outros países, mas com Governos anteriores. “O PS teria sido mais rápido?”, lança para o ar, com ironia, uma fonte do Executivo.

A vontade de mostrar que está de mangas arregaçadas, a mostrar serviço e a apresentar soluções é evidente, mas também sobre isto o Presidente da República vinha no arranque desta semana fazer de voz da consciência (depois de, na semana passada, autarcas relatarem que Marcelo tinha contribuído para a sensibilizar o Governo sobre a necessidade de se deslocar ao terreno). “Há muitos idosos que estão isolados em casa (…), tem de haver uma máquina [política] que permita que se possa circular rapidamente aquilo que é decidido [politicamente] lá em cima”, disse o Presidente.

“As medidas todas estão previstas para poder chegar à vida das pessoas. Só há uma maneira: é a equipa que está encarregada disso ter poderes (…). As pessoas têm de ir às freguesias e aos municípios para poderem depois receber o dinheiro e são os municípios que têm de fazer o levantamento, na base das freguesias, dos prejuízos, das necessidades, em tempo recorde. É uma tarefa muito complicada.” E se não for executada, as pessoas ficam “ansiosas, angustiadas ou desesperadas” — até porque “não serve de nada ter medidas no papel”.

Por agora, o Governo continua a garantir que muitos do que o criticam “ainda não perceberam a verdadeira dimensão” da catástrofe, acumulando números para mostrar, por contraponto, a dimensão que está a ser feito no terreno: mais de mil “engenheiros de topo” da E-REDES, 35 mil operacionais de várias entidades ao todo a trabalhar na recuperação, dois mil militares empenhados nos trabalhos de recuperação. Quando se recorda que ainda há 76 mil pessoas sem luz em casa, no Executivo responde-se que começaram por ser mais de um milhão.

E vai-se deixando um aviso importante, com ênfase e tentando que não se repitam as acusações de acordar tarde para os problemas: as dificuldades ainda não acabaram. Se a depressão Kristin foi particularmente perigosa por causas do fenómeno ventoso conhecido como sting jet (uma corrente descendente particularmente forte), desta vez, no caso da tempestade Leonardo e da chuva intensa o o que se antecipa são sobretudo as cheias preocupam. Esta quinta-feira (dia em que Luís Montenegro voltará a reunir-se com Marcelo Rebelo de Sousa, como também fez, de forma extraordinária, na terça-feira) as previsões são preocupantes, e no domingo também. Seguindo a tese do Governo, na próxima segunda-feira se verá se que ilações — até no interior do Governo — é preciso retirar da gestão de mais uma catástrofe. Até lá, o tempo é de “ação”.

[Dezenas de portuguesas, recrutadas numa escola de yoga e tantra em Lisboa, acabaram em sites de sexo na internet. Elas, e mulheres de vários outros países, tinham em comum serem seguidoras de uma seita controlada por um guru manipulador. Ouça o segundo episódio de “Os segredos da seita do yoga”, o novo Podcast Plus do Observador. Uma série em seis episódios, narrada pela atriz Daniela Ruah, com banda sonora original de Benjamim. Pode ouvir aqui, no site do Observador, e também na Apple Podcasts, no Spotify e no Youtube Music. E pode ouvir aqui o primeiro episódio.]