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(A) :: Votamos Seguro mas respeitamos Ventura e os seus eleitores

Votamos Seguro mas respeitamos Ventura e os seus eleitores

Seguro deve ser a tábua de salvação de Portugal e de todos os Portugueses. Não de certos dependentes da política sem ideias senão a sua sobrevivência. Esses só se converteram recentemente ao segurismo

Pedro Caetano
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Seguro propõe soluções para problemas que Ventura denuncia, por exemplo na imigração descontrolada, na corrupção e nos altos impostos.

Sobre imigração, Seguro avançou com a robótica aliada à inteligência artificial (IA) como uma possível alternativa e solução para a imigração descontrolada e escassez de mão de obra. Isto no último debate com Ventura onde este o acusou, sem razão, de não ter ideias. Se Ventura quer chegar a primeiro-ministro devia parar para escutar e rodear-se mais de profissionais altamente qualificados e independentes da política, algo que Seguro fez durante muitos anos contribuindo para a sua muitíssima provável chegada a Presidente da República. Já tínhamos referido no Observador que robótica é de facto uma proposta com pés (ou rodas) para andar, pois muitas das tarefas ainda feitas por mão de obra desqualificada, estão a começar rapidamente a serem feitas por robots na China, no Japão ou nos EUA. A robótica continua a avançar de tal forma que ainda a semana passada Tesla anunciou que vai acabar com a produção dos seus carros modelos S e X para começar a produzir robots humanoides que façam tarefas humanas. Relevantemente, o diretor de campanha de Seguro, Paulo Lopes Silva é um jovem engenheiro informático e gestor de projetos tecnológicos, que só recentemente chegou a deputado na assembleia da república (após a saída de Costa).

Quanto à luta contra a corrupção, logo no início de Junho de 2025 publicámos aqui um artigo a explicar porque todos os eleitores do centro e direita deviam votar em Seguro, incluindo não só nós próprios como membros quinquenários da IL (Cotrim ainda não tinha aparecido) e os do PSD/CSD, mas o próprio André Ventura e restantes eleitores do Chega. Fizemo-lo assim que Seguro anunciou a sua candidatura a presidente, quando as sondagens não lhe eram nada favoráveis e os piores elementos do partido socialista se opunham à sua candidatura, pelos mesmos vis motivos pelos quais o afastaram da liderança do PS, só validando ainda mais as qualidades intrínsecas de Seguro, como a recetividade a novas ideias e seriedade. António José há muito que propõe algo que nunca António (Costa) e José (Sócrates) quiseram: a separação da política misturada com negócios que usam o dinheiro do estado, o fim do partido invisível que transfere inexplicavelmente o esforço de milhões de contribuintes para meia dúzia de amigos de políticos, sem nunca haver melhorias significativas dos serviços públicos ou descida significativa dos impostos que oprimem os Portugueses e as verdadeiras empresas produtivas. Não é por acaso que vimos a 4 de janeiro de 2026, no hotel Lux Park em Lisboa, ao lado de Seguro, quer Paulo Morais, que tem denunciado inúmeros desvios milionários de dinheiros públicos, quer Cunha Rolo e Luis de Sousa que tem investigado e proposto ideias nas instituições publicas que combatam o desperdício e corrupção.

Seguro tem, pois, uma qualidade única e rara na classe política nacional que Ventura devia aprender e ter se chegar a Primeiro-Ministro e Seguro devia manter quando for Presidente, tal como fez agora com robótica e inteligência artificial. Essa qualidade de que nunca se ouve falar na imprensa é a sua recetividade para ideias propostas por profissionais nacionais e internacionais de sucesso sem nada a ver com a política ou não dependentes financeiramente da política. Testemunhámos essa enorme qualidade quando com ele colaborámos de 2011 a 2014 através de um grupo de profissionais financeiramente independentes da política, liderado pelo autodesignado “socialista liberal” (invocando Norberto Bobbio) Álvaro Beleza. Este grupo incluía outros médicos para além de Beleza, engenheiros, cientistas, dentistas, farmacêuticos, enfermeiros, executivos em multinacionais de tecnologia e biotecnologia, profissionais internacionais, empresários, comerciantes, investigadores, professores, filósofos, psicólogos, etc. A atual mandataria nacional de Seguro, a medica e investigadora, professora Carmo Fonseca é o expoente e prova máxima dessa capacidade de Seguro para escutar as ideias para Portugal vindas de quem não precisa da política para nada.

Seguro é um oásis de honestidade e recetividade perante novas ideias, incluindo reformas, no meio do deserto de muita desonestidade e pântano imobilista que infelizmente tem pautado muito do nosso centro governativo durante décadas. Por isso Seguro e os que estivemos com ele a propor não só ideias na saúde, mas também reformas como a redução dos impostos, nomeadamente do IRC para níveis irlandeses, redução do número de deputados, fim das subvenções vitalícias já atribuídas para políticos que tivessem outros rendimentos, etc. gerámos tantos anticorpos entre as hostes habituais nas lideranças dos partidos e clientelas dependentes da política. Seguro pagou com um exilio político de 11 anos nas Caldas da Rainha e Penamacor o preço dessa sua honestidade e recetividade a reformas propostas por patriotas não políticos, de ideologia mais liberal que socialista, que vínhamos do mundo profissional e empresarial. Horrorizava a Costa e demais aprendizes limitados de Sócrates a recetividade de Seguro para escutar tais profissionais – a tal ala liberal – não dependentes da política, verdadeiramente interessados em servir Portugal, pensando o futuro e a prosperidade, em vez de se servirem de Portugal em negócios inexplicáveis com o dinheiro do estado como a renacionalização da TAP, helicópteros kamov, SIRESP, eólicas, barragens, hidrogénio, pontes e autoestradas, fecho de centrais de carvão pouco poluidoras, etc. Seguro queria reformar e acabar com o pântano que consome os nossos impostos para nada de produtivo, enquanto muita gente dependente dos partidos governativos não queria reforma nenhuma, logo preferia o imobilismo e ausência de ideias do círculo fechado e nepotista de Costa, limitado às famílias políticas do costume.

Muitos dos não políticos que estivemos com Seguro pagamos o preço do exilio real e internacional tal a perseguição feita pelo pântano, como descrevemos desde Oxford, Inglaterra no Financial Times. Até os bons políticos que estiveram com Seguro pagaram um preço terrível e injusto dado tudo o que tinham feito pelas suas populações. Muitos dos políticos que apoiaram Seguro dentro do PS, especialmente no Norte de Portugal, foram impedidos desde Lisboa de concorrerem a camaras que tinham governado bem durante anos e até expulsos do partido. Mentes políticas brilhantes, fervilhantes de ideias, como a de António Galamba foram empurradas para fora dos círculos de decisão enquanto mentes políticas irritantes como a de João Galamba (sem relação familiar) foram promovidos a ministros de Costa que escandalizavam até Marcelo, apesar dos padrões muito baixos deste.

Em 2014 ao lado de Seguro nas trincheiras não tínhamos qualquer dúvida que Costa seria péssimo na continuação do pântano da corrupção, compadrio, cunha e nepotismo socráticos, e que Seguro nunca teria permitido durante mais 8 anos. No entanto, nem nos nossos piores pesadelos sobre Costa nessa altura imaginámos que ainda por cima este viesse a extinguir o SEF e escancarar por completo as fronteiras de Portugal, sem qualquer controlo de registo criminal ou exigência de aculturação das muitas centenas de milhares de imigrantes repentinos a tudo o que de bom a cultura portuguesa tem.

Portanto, em 2026 continuamos com Seguro. Este além de escutar ideias para resolver a imigração descontrolada também escuta ideias contra a corrupção, um problema que Ventura também denuncia. Até na vontade para baixar impostos e tornar a nossa competitiva e inovadora, de forma a atrair de volta o mais de milhão de portugueses qualificados que emigraram durante o Seculo XXI, Seguro apresenta soluções enquanto Ventura denuncia o problema. Assim nós ao contrário de outros liberais económicos vamos votar em Seguro por enorme convicção e não por dramática negação de Ventura. Tudo nos move a favor de Seguro e não demonizamos nem negamos a relevância de algumas das denuncias mais comuns de Ventura. Pensamos ser um desprimor injusto para Seguro o que muitos da extrema-esquerda e da comunicação social fazem ao não votar em Seguro pelas suas qualidades únicas e intrínsecas, mas focando-se num falso imaginário fascista extrínseco. Tal como Jaime Nogueira Pinto estamos fartos da esquerda extremada e gasta que em vez de debater e escutar só sabe insultar como fascistas tudo e todos os que tenhas ideias e opiniões diferentes das tradicionais nacionais habituais de esquerda fossilizada que promove divisões marxistas. Seguro obviamente tem características muitos mais presidenciáveis que Ventura como a moderação, a maturidade, o saber estar, a capacidade de união, a ponderação, e a já referida recetividade a ideias vindas de fora da política. Até na diplomacia internacional Seguro nos tem impressionado pela sua maturidade e postura senatorial pois, por exemplo na captura do ditador Maduro, enquanto os outros candidatos, quer da direita quer da esquerda, só sabiam vociferar acefalamente contra os EUA em coro uníssono, Seguro focava-se sobretudo nos interesses e segurança da comunidade portuguesa na Venezuela.

Portanto votamos Seguro por convicção sem precisar de insultar Ventura nem negar que este tem características de assertividade e disrupção que tem sido uteis a Portugal pela capacidade de trazer à discussão publica assuntos crucias que muitos dantes varriam para debaixo do tapete. Algo que não negamos ser importante numa sociedade portuguesa demasiado confortável há décadas sempre com muito verniz e belos discursos por cima a esconderem um pântano feio mais baixo que poucos exceto Seguro, Morais, Felgueiras, Leal, Borges, Gomes Ferreira ou o saudoso Medina Carreira e poucos mais questionavam na praça publica antes de Ventura aparecer em força com o seu mais de um milhão de votos dos Portugueses. Dado o seu carisma e capacidade combativa e oratória aliada à falta de paciência do povo português para com mais do mesmo na governação é provável que venha a ser primeiro-ministro apesar de agora provavelmente vir a ser rejeitado como Presidente da república. Não ficámos nada impressionados com o seu governo sombra. Seria, pois, bom para Portugal se Ventura passasse a rodear-se de profissionais muito credíveis e qualificados como Seguro faz e deles soubesse mais sobre o que se passa no mundo como as já referidas alternativas à imigração em massa através dos robots da Waymo, Serve, Neo, Pudu, Symbotic, etc. Não se trata de um futuro longínquo, mas do presente, nos supermercados continente em Portugal já podemos ver robots chineses da Pudu a limparem o chão tal como nos supermercados Walmart americanos, milhares de robots da Symbotic já gerem os armazéns. Em várias cidades americanas a robótica e IA conduzem ubers, transportando passageiros e entregando comida. Solucionar é melhor que vociferar ou só legislar e fazer regulações contra os problemas, esperando pelo melhor numa sociedade onde a justiça é lenta e não funciona muitas vezes.

No recentíssimo livro (janeiro de 2026) de Zack Kass, responsável pela entrada do mercado do ChatGPT, intitulado “the next renAIssance” sobre a IA (AI em Inglês) este técnico queixa-se, como tantos outros inovadores, que enquanto nos EUA há uma moratória para garantir que nos próximos 10 anos não haverão leis estatais que impeçam a inovação em IA, a União Europeia, cheia de políticos reguladores em vez de técnicos inovadores, foi a correr em 2024 fazer uma lei que já está a impedir inovação em IA e causar emigração de talento qualificado nessa área bem como a saída de empresas da Europa. Nesse contexto é ainda mais notável que Seguro, sendo um ex deputado europeu, tenha a coragem de na TV perante milhões de portugueses invocar as possibilidades positivas da robótica e da inteligência artificial. Onde políticos europeus burocratas limitados típicos só veem perigos nas novas tecnologias enquanto, sem ligar ao que a população pensa, importam mão de obra desqualificada de forma descontrolada tentando agarrarem-se a uma velha economia que se está a tornar anacrónica devido aos avanços tecnológicos digitais nos EUA e China, Seguro, porque escuta profissionais qualificados internacionais, tem a audácia da visão de uma nova economia tecnológica! Ambicionando assim, através de estimular soluções pragmáticas, que os portugueses qualificados regressem a Portugal, incluindo tantos jovens emigrados desalentados com os baixos salários e altos impostos da nação que os formou.

Agora que em 2026 Seguro vai ter muito poder mesmo que não executivo, sendo Presidente da República, os piores ratos políticos burocratas limitados que foram os primeiros a abandonar e afundar o seu navio de 2014 a 2025 começam, desavergonhadamente e à última da hora, a regressar ao navio que ele reconstruiu com tanto esforço e que o há de levar a vitória neste Domingo 8 fevereiro. Se chegar a Presidente Seguro como esperamos e vamos votar no consulado de Boston nos EUA, deve lembrar-se que chegou a presidente por si próprio, não por causa deles, mas apesar deles. Deve, pois, continuar a ser igual a si próprio: ouvir as ideias dos melhores profissionais portugueses e não se deixar dominar nem intimidar para longe de tais ideias e profissionais pelos maus dependentes da política que tanto criticaram as suas ideias e contribuidores profissionais liberais no passado. Seguro deve ser a tábua de salvação de Portugal inteiro e de todos os Portugueses. Não de certos dependentes da política, sem ideias senão a sua própria sobrevivência. Esses só se converteram recentemente ao segurismo na estrada para Damasco, perdão para Belém, porque caíram do cavalo da política por culpa própria e por não escutarem ideias de profissionais de sucesso não políticos como Seguro escutou, escuta e esperemos que continue a escutar.

Nota: título alterado às 16h51 a pedido do autor.